Esqueça tudo que você sabe sobre Paris

Vim mostrar o outro lado da moeda pra vocês; um bairro que foge completamente de toda e qualquer concepção que você tenha da Cidade-Luz.

Situado no XVIII arrondissement, La Goutte d’Or não se assemelha em nada com a Rue de Rivoli, com o bairro do Marais e muito menos com Montmartre, apesar da proximidade.

Trata-se de um bairro que surgiu no século XIX como resultado do êxodo de trabalhadores magrebinos e subsaarianos para a construção das estações do Norte e Leste de Paris, além do Hôpital Lariboisière

Chegar lá foi mais um grande choque cultural para mim, mas o que mais me impressionou foi a forma como La Goutte d’Or consegue preservar o seu tradicionalismo popular em meio a todo o requinte da capital. É como se fosse um pedacinho da África bem no meio de Paris.

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Aqui, o fluxo de pessoas é sempre grande, principalmente aos sábados, dia do famoso Marché Dejean, mercado de rua que atrai centenas de locais e turistas em busca das mais diversas iguarias africanas.

O bairro entra na classificação do Governo Francês de “Zona Urbana Sensível”, categoria definida pelo mesmo como local “caracterizado [especialmente] pela presença de grandes grupos em áreas de habitat degradado e acentuado por um desequilíbrio entre a habitação e emprego”.

Após um período de enfraquecimento da coesão social por conta da insegurança, criminalidade, tráfico e dependência de drogas, além da prostituição (conceitos raramente utilizados quando se trata da descrição de Paris como um todo), no início dos anos 2000, teve início o período de revalorização do rico distrito: crescimento da especulação imobiliária, valorização e preservação das fachadas no estilo Haussmann, etc. Aos poucos, a área retomou a segurança, assumiu sua identidade cultural e adquiriu ares de uma aldeia cada vez mais popular.

O calor das locais, além de contagiante, é acolhedor. Te faz querer ficar ali, vivendo uma das realidades parisienses, uma realidade normalmente oculta.

Hoje, La Goutte d’Or é sinônimo de diversidade, de alegria, de superação e de prosperidade. Portanto, quando estiver em Paris, quebre as barreiras do senso comum, retrace o seu roteiro e considere uma visita ao bairro. É sempre bom ver que existe uma realidade por trás de todo cartão postal.

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Noite da Queda da Bastilha

14 de Julho de 2012
Paris, França

No finalzinho da tarde, fomos até às margens do Sena para assistir a queima de fogos em comemoração à Fête Nationale.

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Gravei um vídeo (jamais revelado até então) com uma mensagem para o pessoal do Brasil. Shiiiiiu, façam silêncio porque tá difícil de ouvir e eu não sei colocar legenda:

Ainda não consigo descrever a emoção de vivenciar aquele momento. 223 anos depois, lá estava eu, no cenário original. Quem diria, né? Vou deixar as imagens falarem por mim:

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De volta à Paris

Antes de mais nada, queria compartilhar com vocês a dificuldade que está sendo escrever esse post.
Deixe-me explicar: esse foi um dia muito corrido, então, não tive tempo de sequer abrir o diário para documentar tudo bonitinho, como havia feito em todos os outros dias. O que aconteceu foi que, dentro do ônibus, quando percebi que realmente não teria tempo de escrever no diário, pedi uma folha emprestada à Kelsey para começar a escrever ali mesmo, a fim de que os acontecimentos não se perdessem em minha memória. O fato é que ela não tinha uma folha, mas, prestativa como era, não hesitou em arrancar a página de número 417 de seu dicionário inglês-francês para me servir. Fofa, não?
Aí eu comecei a escrever. Agora vem o problema: minha vocação para ser médica começa na caligrafia, que já é difícil de entender numa folha sem pauta, agora imagine como fica em meio às definições impressas na página de dicionário?! Completamente ilegível! Se você não consegue imaginar (o que é bastante plausível), eu mostro a vergonha aqui embaixo:

argh

argh

Quero adiantar que, novamente devido à correria, escrever em folhas avulsas se tornou um hábito. Gostaria muito, muito mesmo, gente, do fundo do meu s2, que vocês relevassem qualquer possível falta de nexo nesse post, além do fato de eu estar retirando alguns trechos do registro original; é que eu não tô entendendo o que eu mesma escrevi. Que vergonha, pardonnez!

 14 de Julho de 2012
Paris, França

Chegamos cedo à capital francesa. O dia prometia ser longo e incrível!

Era 14 de Julho, mais conhecido como Jour de la Fête Nacionalle. Historicamente, é o dia da queda da bastilha, marco da Revolução Francesa. Em todo o país há comemorações como as que vimos ontem em Blois e em Paris, é claro, acontece a maior festa de todas. Pois é.

Desembarcamos na Gare d’Austrelitz. Tenho mania de ler grafites em paredes e achei um que muito de chamou a atenção. Dizia “le verbe ‘avoir’ a assassiné le verbe ‘être’” (traduzindo literalmente: “o verbo ‘ter’ assassinou o verbo ‘ser'”)

Havia um motorista nos esperando. Acho que ele tava meio doido das ideias, pois fez um caminho totalmente inusitado. A estação ficava entre os arrondissements 13 e 5, mas nós passamos pelos de número 6, 7, 8… 11 e 12 até chegar ao 4, que era onde se situava o Chariot d’Or, hotel onde estávamos hospedados. Dá uma olhada no mapa abaixo, gente; acho que não precisava dar tanta volta:

Fora isso, ele dava umas freiadas bruscas! Estávamos morrendo de fome enquanto o cara rodava aleatoriamente por Paris, que maravilha!

Quando finalmente chegamos, largamos as coisas no hotel e saímos correndo para almoçar no Bistrot Victoires, no primeiro arrondissement.

Chez victoires

Bistrot Victoires

Todo mundo pediu l’entrecôte grillée au thym brûlé de la garrigue, especialidade da casa. O tomilho (thym) vem literalmente pegando fogo e você tem que esperar a chama apagar para que possa comer. É incrível ver o negócio fumegando ali, na sua frente, dentro do seu prato.

Dá pra ver o fogo?

Dá pra ver o fogo?

Depois do almoço, fomos à Place des Vosges, onde sentamos na grama e compartilhamos nossas experiências com as famílias. Falei sobre como tinham sido maravilhosos os dias com Romane e Marie-Paule, sobre o quanto havia crescido e aprendido e não pude deixar de me emocionar.

Ali mesmo, na Place, descobrimos que no dia seguinte iríamos à praia, uhuuuul! Estaríamos acompanhando um grupo de crianças da Association les Enfants de la Goutte d’Or, grupo que cuida do desenvolvimento de crianças e jovens promovendo cultura, educação e lazer.

#ansiosa

Sobre escadas e amores

30 de Junho de 2012
Paris, França

Começamos o dia visitando o segundo cartão-postal de Paris (sempre atrás da majestosa Dama de Ferro, claro), la Basilique du Sacré Cœur. Eu estava louca para ir lá, principalmente porque a Basílica fica no famoso bairro do Montmartre, que além de ser o ponto mais alto da cidade, é lugar de muita arte, bohemia e gente bonita.

Montmartre é vida, Montmartre é a cara de Paris!

Pegamos o metrô na estação Arts et Métiers, que era a mais próxima ao nosso hotel, e seguimos pela complexa malha ferroviária de Paris até a estação Abesses. Ao chegarmos lá, encaramos a primeira série de escadas do dia, que nos levava do subterrâneo até o baixo do Montmartre. Sim, eu disse “baixo” e se você for um leitor atento, vai lembrar de eu ter mencionado que este é o bairro mais alto da cidade, localizado a ~apenas~ 130 metros acima do nível do mar. Então, dá-lhe mais ladeira e escada (cerca de 240 degraus) até chegar ao patamar da igreja!

Chegueeeeei!

Resolvi, junto com alguns membros do grupo, subir até a cúpula principal para contemplar a vista panorâmica sobre a qual muito já tinha ouvido falar. Comprei o ticket por apenas 8 € e aí, adivinha?! MAIS ESCADAS! Dessa vez, foram 234 íngremes e finos degraus, onde mal cabia o meu pé inteiro (e olha que eu calço só 36!). Além disso, a iluminação na escada não é das melhores — não existem lâmpadas ao longo do caminho, só entra luz solar por algumas pequenas janelinhas — e as pessoas mais altas têm que abaixar as cabeças, pois a escada em espiral deve ter aproximadamente 1m80cm de altura. Como eu não sou lá das mais longilíneas, posso te dizer que subi como uma diva. A verdade é que quando você chega lá em cima, a paisagem impecável que surge diante dos seus olhos anula todos os pesares da subida e funciona como anestesia às pernas que latejam e às costas que doem:

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stupéfiant!

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~A~ vista

Só te digo uma coisa: descer foi fácil.

O ticket tambem dava direito de acesso à cripta, parte subterrânea presente em maioria das igrejas e que abriga relicários dos mais variados tipos. Diferente da cúpula, esta parte é um pouco mais obscura. É como se você pudesse sentir a “atmosfera de mistério” que paira por ali; várias imagens sacras preenchem os corredores em formato de arco romano. Existe também um pequeno altar reservado à “missas privativas”. Quando estive por lá, estava acontecendo uma dessas reuniões (acho melhor chamar assim) restritas e eu tentei, sem sucesso, pescar algumas palavras. Você pode assistir a um breve vídeo que mostra o interior da cripta do Sacre Cœur clicando aqui.

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Faz a francesa com a baguette na mão, faz.

Algum tempo depois, descemos o morrão e fomos direto à uma feira, onde pusemos o nosso melhor francês em prática comprando coisas para um piquenique-almoço. Fiquei encarregada de comprar as baguettes, o presunto e o queijo. Ah, o queijo… Gente, acredita em mim: parece que toda aquela nação é movida a queijo! Reza a lenda que eles têm um tipo para cada dia do ano. Como se não bastasse, mais tarde eu viria a descobrir por experiência própria que eles usam o laticínio PURO como sobremesa após as refeições. Gente, isso foi a morte pra mim! Eu detesto queijo, de-tes-to! Não, vocês não tem noção do tamanho da minha repulsa. Queijo e café, argh. Confesso que não sei a diferença entre provolone, mussarela e gorgonzola, tampouco entre mocha, cappuccino e macchiato. Rafael, meu irmão viciado em queijo, falou que queria morar na França pra sempre quando ouviu o meu relato. Aham, Cláudia, senta lá.

(Quantas vezes eu repeti a palavra “queijo” só nesse parágrafo? Desculpa, pessoal, é que eu fico muito nervosa só em pensar nesse monstro alimentício.)

* respira, Laís; fica calma! Você precisa terminar o post!

Enfim, levamos tudo para o Jardin de Luxembourg, onde sentamos na grama e fizemos aquele piquenique buniiito.

Jardin du Luxembourg

Minha cara de feliz no Jardin du Luxembourg

Eu já disse que Paris é sempre surpreendente, né? Pois é, quando estávamos saindo do Jardin, demos de cara com uma Marche des Fiertés LGBT, ou Parada do Orgulho Gay, como preferir.

O QUEEEE? SE JOGA, AMIGAAAAA! 

Gente, pára tudo! Uma parada gay! E não é só isso: a primeira e melhor (sim, eu já fui a outras) parada da minha vida! Tinha muita gente bonita, animada e louca e muita música boa. Lembro que no momento em que cruzamos com a marche, estava tocando Heads Will Roll, do Yeah Yeah Yeahs, e essa virou uma das trilhas sonoras da nossa viagem. Se você gosta de bater cabelo, clique aqui. Ah, é importante lembrar que não precisa ser gay para curtir uma parada gay, basta ser desprovido de preconceitos. Fica o recado.

Eu e Luisa, a nossa líder, surtando na parada

Eu e Luisa, a nossa líder, liberando o Id.

O programa da tarde foi uma visita ao Musée d’Orsay, aquele lindo, que fica às margens do Sena e que antigamente era uma estação ferroviária. Lá, vimos obras de célebres artistas como Renoir, Cézane, Edgar Degas, Gauguin, Van Gogh (fiquei meia hora em frente ao Auto-Retrato, falo mesmo) e Manet. Essas obras vieram ao Rio algum tempo depois para compor a exposição “Impressionismo: Paris e a Modernidade”.

O implacável Orsay

É impossível não gastar boas horas perdido dentro do Orsay. Quando saímos de lá, já era noite. Pensando nisso, fomos andando rumo ao restaurante no qual nossos líderes tinham feito uma reserva para o jantar.

E foi lá que eu paguei o primeiro mico da viagem. Tava demorando, né?

ATENÇÃO, PESSOAL!
É HORA DE RIR DA CARA (DA IMBECIL) DA LAÍS!

Uma foto do garç… Ops! Esse é o Adam!

Gente, presta atenção: eu não sei o nome do restaurante, tampouco sua localização e muito menos um ponto de referência para indicar para alguém. Tudo que eu sei é que o garçom era galante, divino, esplêndido, exuberante, formoso e como se tudo isso ainda não fosse bastante, o lindo era A CARA DO ADAM LEVINE, vocalista do Maroon 5 e por quem eu nutro o mais profundo dos amores platônicos. Sabe aquena cena de filme, onde a garota patinho-feio está na pista de dança do baile de encerramento do ensino médio e aí chega o boy magia, aquele todo bonitão, o mais popular da escola? Então, foi bem assim quando eu o vi passar com a bandeja na mão e nossos olhares se cruzaram; foi como se a pista de dança tivesse se aberto e todas as luzes tivessem se voltado para o garçom.

Enquanto apreciava a bela figura do moço, eu esqueci do motivo pelo qual tinha ido ali, esqueci das pessoas em volta e até mesmo de como falava francês. De repente, percebi que o povo já tinha pedido uma rodada de foie gras e escargot e quando os pratos chegaram à mesa, eu fiquei aquela com cara de “POR QUE VOCÊS ESCOLHERAM ISSO, POXA? EU NÃO VOTEI POR CARACOL E FÍGADO DE PATO GORDO PARA O JANTAR! CADÊ A DEMOCRACIA? EU TAVA ALI OLHANDO O ADAM E VOCÊS APROVEITAM PARA FAZER ISSO?! BELOS AMIGOS, HEIN?!”, mas não pude exteriorizar nenhum dos pensamentos supracitados, já que por estar “ali olhando o Adam” eu perdi o momento da escolha do prato.

OBS: Não se deixe enganar pelo belo nome! Foie Gras, aquela iguaria da culinária francesa que todo mundo capricha na abertura de boca e vibração das cordas vocais na hora de pronunciar, é, nada mais, nada menos, que fígado de pato super-alimentado. Dizem que os bichinhos são maltratados enquanto submetidos às tecnicas de pecuária intensiva e só isso já é suficiente para que você abandone o prato. O gosto também não é dos melhores. Eu sei que é super legal experimentar a culinária local durante uma viagem, mas… vai por mim: não é um must-eat, dá pra dispensar. Se você tiver um coração forte suficiente para aguentar cenas fortes, digite “foie gras” no Google e reflita.

Ah, também experimentei um mi-cuit au chocolat no restaurante do Adam, que foi, de longe, a melhor sobremesa que já provei em toda a minha vida. É super simples, mas divino e o melhor é que deve dar para fazer em casa. Fica, então, a dica para as Ana Maria Braga de plantão.

Ao final da refeição, eu fui obigada a deixar o meu amor-eterno-de-cinco-minutos para trás e seguir com a vida. Precisávamos voltar ao hotel para arrumar as malas, já que no dia seguinte seguiríamos para a cidade de Blois(!)

Então, fica aqui um resumão das dicas da La do dia:

1. Prepare as pernocas e vá ao Montmartre. É uma visita indispensável aos turistas da Cidade-Luz.

2. Perca-se no Orsay

3. Os franceses adoram sair às ruas para fazer manifestações, passeatas e protestar por aquilo que os aflinge. Isso é algo admirável, que deveria ser tomado como exemplo e replicado em todos os países do mundo! Portanto, se cruzares com uma parada gay ou qualquer outro tipo de movimento, vista a camisa, junte-se a eles! Posso garantir que alguma lição você trará na mala de volta para casa.

4. Revire Paris em busca do “restaurante do Adam” já sabendo que você não tem nenhuma chance com ele, pois o gato já é meu (pelo menos nos meus sonhos).

Caça ao Tesouro

29 de Junho de 2012
Paris, França

Arc de Triomphe du Carrousel, uma das fotos que mais gosto.

Arc de Triomphe du Carrousel, uma das fotos que mais gosto.

Depois da visita ao Louvre, nos sentamos no gramado do Jardin des Tuileries, onde deliberamos sobre as regras de convivência do grupo e as escrevemos em nosso livro oficial (que, ao longo da viagem, abriu um buraco no chão, entrou e nunca mais foi visto). Antes disso, no meio do caminho, parei para comprar um sandwich au jambon no Paul (Paul, seja lá você quem for, saiba que eu te amo!) e me senti uma verdadeira parisiense carregando aquela baguette enooorme pra cima e pra baixo.

Quando terminamos, nossos líderes apresentaram a próxima atividade: une chasse au trésor.

AEEEEEEEEEEEE! \o/

– Mas por que tanta felicidade, Laís?

Eu te pergunto: Você sabe o que está oculto em “caça ao tesouro”? AAAAH, MEU FILHO: aventura, adrenalina, correria, balbúrdia, oba-oba, andar aloprado pelas ruas de uma cidade desconhecida #sóquenão

VAMO QUE VAMO! 

Seguem as tarefas:

1. Vá até o Arco do Triunfo. Faça um jogo em grupo (10 pontos). Se você conseguir que um francês entre na brincadeira, adicione 10 pontos. 

Comentários: Quando chegamos lá, foi aquele “ooooh, meu Jesus Cristo! Que lindo”. Fiquei um bom tempo embasbacada com a arquitetura, com os nomes chanfrados nas paredes e com o tamanho do troço. Quando a emoção passou e eu finalmente consegui “recobrar a consciência”, tivemos A BRILHANTE IDEIA de puxar o maldito big booty dentro do Arco, perto da chama que é mantida acesa em memória  aos “homens de Napoleão”. Resultado: fomos expulsos.

Que beleza, hein, Laís Barbosa?! Quer uma salva de palmas?

Quase morri de vergonha, porque, como porta voz do grupo, tive que me desculpar com o seguraça, que, por sua vez, não quis saber de minhas escusas. Fomos postos pra fora com a elegância francesa. Eu não deveria ter contado isso aqui pra não ficar feio, mas como esse é um blog comprometido com a contínua expressão da verdade… #credibilidade.

Retomando o foco, percebemos que a tarefa ainda não estava cumprida. Do outro lado da rua, retomamos o bg booty e isso chamou a atenção de um jovem francês, que voluntariamente se juntou à roda. AEEEE, objetivo concluído! Só que o que nós não esperávamos era que ele quisesse nos ensinar o seu próprio “jogo do guetto francês”, como o mesmo intitulou, rs. Ele começou a cantar e bater palmas e pediu para que o acompanhássemos repetindo bem alto tudo aquilo que era dito. Assim nós fizemos, mesmo que não estivéssemos entendendo muita coisa. Ao final, baseado no pouco conhecimento de “francês do guetto” que tenho, eu tive a ligeira impressão de que estávamos repetindo um monte de coisas tolas.

2. Vá até o final da Champs-Élysées. Encontre alguém para te ensinar a música em homenagem a esse lugar (10 pontos). Se você cantar com essa pessoa, adicione 5 pontos. 

Comentários: usei toda a minha inteligência na hora de escolher uma loja de CDs para arrematar de primeira os 15 pontos. A vendedora nos foi muito simpática, estampando um sorrisão quando se deu conta da cena que estava diante dela: um grupo de 10 gringos acompanhando o refrão que ela ensinava. Um tanto quanto exótico, não?  A música se chama “Aux Champs-Élysées”, de Joe Dassin. Aviso logo que ela vai ficar martelando na sua cabeça por um bom tempo, portanto, se você tiver algum tipo de problema com isso, não clique “play”: 

3. Pergunte a alguém sobre a história do Arco do Triunfo (5 pontos) 

Comentários: Escolhi um senhorzinho bem arrumado que andava por ali para descobrir a resposta para a grande pergunta de 5 pontos, #ironia. Ele, que foi muito solícito, me explicou que o Arco havia sido erguido como um marco sólido das vitórias napoleônicas em 1806 (sim, ele me deu datas. E datas corretas!). Ainda disse mais: a título de curiosidade, nas paredes internas da construção de 50 metros, estão eternizados os nomes de 128 batalhas e 558 generais (sim, ele me deu númer… Tá, mentira, isso eu pesquisei). Agora, sim, uma salva de palmas para o meu dom de escolher a pessoa certa para resolver dilemas.

4. Vá até a Catedral de Notre Dame. Esboce uma gárgula (5 pontos) 

Comentários: Adoraria ainda ter uma foto do croquis que fizemos, mas infelizmente o iPhone do Francisco, que foi usado como câmera fotográfica durante toda a caça ao tesouro, foi perdido em Córsega :(. Desenhamos uma que se assemelha a essa aqui.

5. Vá até  a famosa sorveteria na Ilha de St. Louis… 1 ponto para cada sabor diferente que comprarem. 

Comentários: O destino fez com que deixássemos esse item para o final. Àquela altura do campeonato, 20 pontos ainda nos separavam do prêmio final: a tão esperada baladinha de mais tarde. Decidimos, então, do alto de nossas inteligências, fazer você-já-pode-imaginar-o-quê: obrigamos(!) cada um dos membros do grupo a pedir duas bolas de sorvete na Berthillon, a sorveteria mais fantástica não só de Paris, mas do mundo (quem lê o blog sabe que eu já encontrei “o melhor sorvete do mundo” umas três vezes) 

6. Encontre a mais antiga ponte da cidade. Qual o seu nome? E quem é o cara da estátua que se localiza no final? (5 pontos) 

Comentários: Passamos por um convento. Havia uma freira parada na porta com cara de paisagem. Desesperados, disparamos: Excusez, madame. Pourriez-vous me dire comment s’appelle le plus ancien pont de Paris? Para a nossa surpresa, ela, que não tinha nada do mundialmente conhecido “humor parisiense”, nos respondeu “bien sûr, c’est le Pont Neuf” e ouviu 10 apressados “merci beaucoups”. Rapidamente localizamos a ponte no mapa e enquanto andávamos (leia “corríamos”) em sua direção, pensávamos no interessante paradoxo formado entre o nome “ponte nova” e o fato de ela ser a mais velha de Paris.

Ah, já ia esquecendo de falar sobre a estátua! É o Rei Henrique IV de França. Ela foi destruída durante a Revolução Francesa (1972) e reconstruída em 1818, quando houve a retomada da dinastia Bourbon ao poder. A Pont Neuf é, sem sombra de dúvidas, a mais bonita ponte sobre o Sena e se tornou um lugar muito especial pra mim (cena dos próximos capítulos).

7. Encontre as escadas que levam até o Vert-Galant. Faça uma pirâmide humana (15 pontos) 

Comentários: Não conseguimos encontrar o tal do Vert-Galant de jeito nenhum (e antes que você pergunte se eu sou burra mesmo ou só finjo, eu digo que não, nós não podíamos usar o Google Maps porque todos os celulares e derivados foram confiscados no início da caça), mas pesquisando hoje, aqui em casa, descobri que é uma espécie de parque-galeria localizado no extremo norte da Île de la Cité. Fiquei triste por não termos ido lá, pois a vista deveria ser simplesmente magnífica. Opa, ta aí um bom motivo para que eu retorne à Paris um dia! rs

8. Caminhe por uma das margens da parte baixa do Sena. Escreva um haikai sobre… a água… (10 pontos) 

Comentários: HAIKAI? CE QUOI, CE BORDEL? (jamais repita as minhas ultimas palavras, caro leitor. Não seja boca-suja até em francês).

Não preciso explicar o motivo pelo qual pulamos esse item, certo? No entanto, a curiosidade bateu forte quando eu cheguei em casa e aí eu resolvi procurar na internet o que era um haikai, afinal, se um dia eu participar do Show do Milhão, saber o que é um haikai pode ser o que vai determinar se eu vou ficar rica ou continuar na rua da amargura da pobreza pro resto da minha vida #sonha. Então, fica aí a dica; se você tem esperança de ficar frente a frente com Silvio Santos um dia, abra outra janela e digite “haikai” no Google. Conhecimento nunca é demais #LaísAgenteDoSaber

9. Vá até o Panthéon. Descreva o Pêndulo de Foucault. Se tiver tempo, encontre a Rue Mouffetard. O que é vendido lá? Traga um presente para Luisa e Andrew (20 pontos) 

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Comentários: Luiz XV ordenou a construção do Panthéon em tributo a Santa Genoveva, padroeira de Paris, após se recuperar de uma grave doença. Hoje em dia, lá estão guardados os restos mortais de célebres personagens da história do país, como Émile Zola, Jean-Jacques Rousseau, Madame Curie, Descartes, Voltaire e Victor Hugo, o que justifica a frase “Aux grands hommes, la patrie reconnaissante” inscrita na fachada.

Em 1851, um pêndulo foi fixado ao teto do Panthéon. Este, que posteriormente ficou conhecido como Pêndulo de Foucault, demonstrou pela primeira vez o movimento de rotação da Terra em relação a um referencial.

Quartier Latin: um pedacinho da América Latina bem no centro da Cidade Luz.

Quartier Latin

A dois passos do Panthéon, ainda no 5º arrondissement, está localizada a Rue Mouffetard, popularmente conhecida como “La Mouffe”. Nesse arrondi, estão localizadas diversas instituições de ensino que são reconhecidas em todo o mundo, como a Sorbonne e a École Polytechnique. Durante o dia, as ruas do bairro são bastante tranquilas, porém, quando a noite chega, as luzes cintilam, os turistas misturam-se aos habitantes e os vendedores de crepe fazem fortuna enquanto os músicos de rua nos presenteiam com um ambiente festivo e descontraído. Uma delicia! Morro de saudades!

Retomando o foco do item, na Rue Mouffetard existem diversos restaurantes. Levamos para nossos abusados líderes de grupo uma caixa com muitos macarons, garantindo os 20 pontos.

10. Encontre com Andrew e Luisa no Kilometre-Zero às 20:30. 

Comentários: Praticamente toda cidade tem seu “kilometre-zero”, que é um ponto particular de onde as distâncias tradicionais de rotas, estradas, rodovias, etc, são medidas. O de Paris fica exatamente em frente à entrada principal da Catedral de Notre Dame.

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P.S: Se vocês conseguirem 100 pontos, nós os levaremos para dançar hoje a noite!

UH LA LA! 

Nem preciso dizer que suamos muito, mas conseguimos os 100 pontos, né?! Antes de recebermos a combinada recompensa, aproveitamos um delicioso jantar no Chez Marianne (2, Rue des Hospitalières Saint-Gervais), onde fizemos degustação de 10 coisas. Dentre elas, havia caviar, iguaria experimentada por mim pela primeira (e única) vez até então:

Na França, é comum que seja posto sobre a mesa uma cesta com pães e uma garrafa d'água logo após a chegada do consumidor ao restaurante, independente de qual será a sua escolha no cardápio. Estes itens são inteiramente gratuitos.

Na França, é comum que seja posto sobre a mesa uma cesta com pães e uma garrafa d’água logo após a chegada do consumidor ao restaurante, independente de qual será a sua escolha no cardápio. Estes itens são inteiramente gratuitos.

Depois, Andrew e Luisa nos levaram a uma balada “do povão” parisiense. Improvisada e construída à medida que mais jovens chegam às margens do Sena, a balada foge do requinte das caríssimas boates da Cidade Luz. Curtimos musica boa e gente fina sem pagar um centavo sequer; nos divertimos bastante sem que nos sentíssemos como turistas, mas sim verdadeiros locais. Adorei e super recomendo essa atividade totalmente não-turística para quem busca curtir um agito em Paris:

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Corre pro Louvre!

29 de Junho de 2012
Paris, França

Vou começar a contar o primeiro de muitos dias extremamente atarefados na França, quando eu voltei a sentir na pele a rotina pesada dos programas da World Learning (que, mesmo com isso, não deixam de ser perfeitos! Que fique bem claro, hunf)

Eu e Yuri acabamos acordando atrasadas, mas não pense você que foi por displicência! A linda programou, sim, o despertador para o horário que tínhamos combinado numa conversa antes de dormir, mas só esqueceu de trocar o horário do relógio do fuso de Miami para o de Paris. Nem te conto que a diferença de um pro outro é de nada mais, nada menos que seis horas. Teríamos nos atrasado bonito se não fosse o Ben socando a porta 30 minutos depois do horário combinado para o encontro do grupo no hall do hotel. Tomei banho e me arrumei em tempo recorde e em 10 minutos estava lá embaixo, morrendo de vergonha. Pedi desculpas, prometi que aquilo não se repetiria e depois de muito mimimi, os líderes disseram que aquele era um vacilo perdoável nos primeiros dias de viagem. Ufa!

Fomos, então, conhecer um dos mais visitados pontos turísticos de Paris, o Musée du Louvre!

Primeira foto do grupo, no Palácio do Louvre.

Primeira foto do grupo, no Palácio do Louvre.

SONHO!

SONHO!

Menor de 18 anos não paga entrada, então aproveitamos a gratuidade para desfrutar do Louvre ao máximo. Passei por todos os departamentos (antiguidade oriental; gregos, etruscos e romanos; arte islâmica; esculturas; objetos de arte; pintura e, por fim, artes gráficas) e fiz questão de parar para observar não só as obras famosas, como também as demais, que são impecáveis.

Eu e você-já-sabe-quem

Eu (gorda!) e você-já-sabe-quem.

Nota sobre La Gioconda: Para encontrá-la, não precisa seguir as instruções fixadas nas paredes do museu, tampouco o mapa. Siga a manada de turistas que se encaminha para um mesmo lugar, pois parece (e não só parece, como é!) que todo mundo que vai ao Louvre está à procura dessa dona aí. Você tem que atravessar um mar de gente na base da cotovelada e do “excusez-moi” até chegar à uma faixa de interdição, que é o mais próximo que você pode estar da Mona Lisa. Chegando lá, você percebe que cerca de 4 metros e uma caixa blindada ainda te afastam do sorrisinho maroto e enigmático da gata. Oh, céus!

Nota sobre La Gioconda (2): Na mesma sala, em oposição à Mona Lisa, localiza-se o quadro “As Bodas de Caná” (1562-63, por Paolo Veronese). Lindo, e historicamente muito importante, a verdade é que esse quadro é injustamente ofuscado pela fama da obra de Da Vinci e poderia até passar despercebido se não fosse por suas enormes dimensões  (666 cm x 990 cm). No entanto, eu parei para contemplá-lo e, católica que sou, fiquei muito emocionada quando me dei conta do valor cristão agregado à pintura que estava bem à minha frente; nela é retratado o primeiro dos inúmeros milagres de Jesus: a transformação da água em vinho.

Quis, então, chamar atenção de todos naquela sala, mas… Pobre Laís! Seria tão ignorada quanto Veronese.

Enfim, fica aqui o meu protesto pequeno e silencioso, porém, cheio de indignação. Quando você for ao Louvre, por favor, dê uma atenção especial à sobrevalorizada “Bodas de Caná”, porque ela merece. Só quem pára diante do quadro e faz a análise que eu fiz percebe que a multidão (descontrolada e em constante excitação motivada pela busca do melhor ângulo de Mona Lisa) acaba, mesmo que sem querer, completando o quadro, dando a este uma continuacão e, consequentemente, uma terceira dimensão. Os visitantes presentes na sala personificam a idéia de movimento que o artista tentou passar através dos discípulos, que celebram o milagre e confraternizam entre si.

A foto que eu tirei ilustra bem essa minha interpretação. Repara: não parece que as pessoas estão saindo do quadro? Repare também que não tem UMA PESSOA SEQUER olhando para “As Bodas de Caná”

Mais obras:

Vênus de Milo, na ala romana

Vênus de Milo, na ala romana

Amore e Psiche, Antonio Canova

La liberté guidant le peuple, Eugène Delacroix (famosíssimo, genten!)

Venus de Arles, Praxiteles

Venus de Arles, Praxiteles

Moral do post: Visitar o Louvre durante uma viagem à Paris é OBRIGATÓRIO! (hunf)

Dica da La: O museu é maior do que você pode imaginar, portanto, não perca seus amiguinhos de vista. Vai dar um trabalhão para encontrá-los novamente. Fica a dica de quem teve que virar o Louvre de cabeça pra baixo atrás de um queniano fujão.

Explorando o Marais (pt. 2)

28 de Junho de 2012
Paris, França

Ficamos hospedados no Hôtel Bellevue et du Chariot d’Or durante todo o tempo que passamos em Paris. O hotel é simplesmente lindo, a cara da riqueza e aconchegante, além de os funcionários serem extremamente simpáticos e solícitos. Fica a dica pra quando você for à Cidade Luz; super indico!

Hall do hotel, também conhecido como o local onde o grupo se reunia para a sessão de reflexão e avaliação ao final de cada dia. A recepcionista sempre reclamava das risadas e do barulho que fazíamos

Assim que chegamos lá, tivemos alguns minutinhos para irmos aos quartos, abaixar as malas, trocar de roupa, descansar e fazer tudo que fosse necessário.

Opa, eu disse “descansar”?

Quem foi que disse que nós queríamos descansar?

QUERIAMOS IR LOGO CONHECER PARIS!

A esse ponto, era impressionante como eu não me sentia nem um pouco cansada. Quem é que tinha passado as últimas 12 horas dentro de um avião mesmo? Bem, quem quer que fosse, aquela pessoa não estava mais ali. Parecia que eu tinha revigorado instantaneamente assim que saí do aeroporto e a ficha começou a cair de que não era um sonho, eu realmente estava ali! É isso que eu chamo de second wind!

Enfim, eu dividia quarto com a Yurimar (que preferia ser chamada de Yuri por motivos óbvios. E sim, A Yuri! Era uma garota!), a menina de Miami. Rapidamente trocamos de roupa e descemos para o hall, onde logo o grupo todo estava reunido novamente.

Seguimos a pé pela Rue Saint-Martin até o Musée National d’Art Moderne, localizado no Centre Georges Pompidou. O museu abriga a segunda maior coleção de arte moderna (Fauvismo, Expressionismo, Cubismo, Dadaísmo, Abstracionismo e Surrealismo representados por Matisse, Signac, Picasso, entre outros) e contemporânea (Warhol, por exemplo, por quem sou apaixonada) do mundo, com mais de 70.000 obras, além de uma vista privilegiada da Cidade Luz.

Outro ponto forte do edifício é sua arquitetura. A idéia foi construir um “prédio nú”, sem paredes, de forma que você possa enxergar seu “esqueleto”, sua essência. Visando alcançar esse objetivo, todos os elementos estruturais (dutos, encanamentos, circuladores, etc) foram deixados a mostra.

O museu sobre a minha perspectiva

O museu sobre a minha perspectiva

Fomos divididos em grupos de 3 e nossa primeira tarefa era entrevistar algumas das pessoas que passavam pelo museu em busca de sugestões de bons lugares para jantar. Óbvio que, a pricípio, as pessoas ficavam assustadas ao serem abordadas por três turistas dizendo “Excusez-moi! Pouvez-vous m’indiquer un bon endroit pour dîner ce soir?“. Fala aí, você também não ficaria se perguntando que p… era aquela?  Enfim, conseguimos algumas tímidas sugestões e acabamos não seguindo nenhuma.

A tarefa numero dois era encontrar coisas básicas e importantes para se ter durante os primeiros dias de uma viagem com apenas 20€. Nem vou te contar as besteiras que compramos, rs, só adianto que não foi nada realmente últil.

Terminando as tarefas, tinhamos combinado um horário de encontro nessa praça que você pode ver na foto, bem em frente ao museu. Quando chegamos lá, Andrew nos aguardava com o 10º e último integrante do grupo: Mustafa, de Nicósia, no Chipre. Jamais poderia imaginar que ele se tornaria um dos meus melhores amigos. Fizemos mais uma rodada de big booty – mais bem sucedida dessa vez – e depois fomos andando para o Chez Nénesse (17 Rue de Saintonge), onde jantamos.

É um bistrô tipicamente parisiense localizado no “coração do Marais” (má que expressão bizarra é essa, Laís?!); seu interior parece estar preservado há anos, o que te remete àquela Paris dos filmes.

Pedi carne de carneiro. Foi a primeira vez que comi e aprovei. O cardápio é maravilhoso, bem como a carta de vinhos e o serviço prestado. Algum dos preços, que podem ser vistos na foto acima, também são bastante acessíveis (pensando em euros, claro, porque se voce decidir converter para reais, segundo a imagem, um cafezinho sairia por cerca de R$3, o que é consideravelmente caro).

No Marais, a coisa mais comum é você ver alguém num canto (ou no meio da rua mesmo) tocando violão, ukelelê, cantando… Enfim, parece que em toda esquina tem alguém curtindo a vida fazendo música e essa era apenas uma das muitas coisas que me faziam querer ficar por lá pra sempre. Depois do jantar, fomos assistir a uma apresentação de jazz na Ponte St. Louis, que liga a ilha de mesmo nome à Île de la Cité, onde fica a famosíssima Catedral de Notre Dame.

jazz na ponte

jazz na ponte

Rio Sena e Prefeitura de Paris ao fundo

Rio Sena e Prefeitura de Paris ao fundo

Mairie de Paris

Mairie de Paris

Primeira visão da Catedral de Notre Dame. Pode ter certeza de que eu estava surtando do outro lado da câmera.

Primeira visão da Catedral de Notre Dame. Pode ter certeza de que eu estava surtando do outro lado da câmera.