Boliche da depressão

11 de Julho de 2012, às 23h04
Chailles, França

“Voltei do Bowling World há mais ou menos uma hora.

Linda Rox após um super lance

Linda Rox após um super lance

 

A moça da recepção não entendeu meu nome, mas isso não é novidade. Nem lá no Brasil entendem! É sempre nesse momento que a Romane entra em ação dizendo “elle s’appelle Laís, comme les chips

Laís, como as batatas (Lay’s)
É, essa sou eu

Todo o grupo estava lá, com seus respectivos “irmãos”. O boliche é bem legal, tem uma parte de jogos de mesa, aquelas pistas de dança, etc. Foi bem legal, apesar de eu ter perdido feiamente. Fiz apenas 39 pontos, enquanto o ganhador, Alexis, 118. Humilhante!

Alexis e seu compreensivel ar de superioridade

Alexis e seu compreensível ar de superioridade

Ah, consegui uma peripécia também: sabe lá Deus como consegui fazer com que a bola que lancei em minha pista quicasse (sim, eu jogo tão mal que consigo fazer com que uma bola de boliche quique) e fosse parar na pista ao lado, onde havia outras pessoas jogando profissionalmente. Gente, que vergonha! Todo mundo ficou olhando pra mim. Mas a culpa não foi minha! Tudo aconteceu porque não havia canaleta (desculpa de má perdedora, sim. A bola teria passado mesmo com canaletas, mesmo com um paredão de 1 metro porque você. é. ruim. Laís, apenas conviva com isso).

Ok, ok. O fato é que não fui só eu que paguei mico. Irvine também mandou mal ao quebrar o organizador dos pinos:

err… esse pessoal não leva mesmo jeito pra coisa.

podium meramente ilustrativo para dar um up no ego

podium meramente ilustrativo para dar um up no ego

Depois do desastre que foi aquela partida de boliche, fomos ao Quick, onde eu afoguei as mágoas um lanche de verdade: supreme classic com chips media e Coca Cola. Digo “de verdade”, pois até então, só havia comido hambúrgueres simples. Não sei se já falei do meu amor por esse restaurante fast food para vocês: o Quick foi meu melhor amigo no retorno à Paris; quando entrei no período de estágio (vou contar mais para frente), comia lá todo santo dia. O menú é bem diferente: dentre as bebidas, você tem a opção de pedir vinho. Existe também um passe estudantil, com o qual você ganha um hambúrguer ou sorvete na compra de um lanche grande. Já pensou se tivesse no Brasil?

 

P.S.: o boliche custou 10€ (por pessoa) e o lanche, 7,50€. Um tanto quanto caro se pensarmos em Reais, não?”

La Pétanque

11 de Julho de 2012
Les Montils, França

Depois do almoço na casa da avó, decidimos sair para conhecer as redondezas.

Pensei que iríamos andando, mas como bike é mania na França, Romane me emprestou uma. Fazia anos que eu não pedalava, mas aí pude comprovar aquela teoria da minha mãe que diz que isso é uma das coisas que a gente nunca esquece. Valeu, dona Rita, tu manja mesmo das coisas!

mon vélo

Pois é. Andamos até o Parc de Loisirs Mon’ti Train (onde eu paguei esse mico) e dominamos uma das arenas de areia batida destinadas à prática da petanca.

Galera jogando la pétanque em Bastia

Galera jogando la pétanque em Bastia, Córsega

Vou explicar: petanca (La pétanque, em francês) é um esporte muito comum na França. É jogado por dois times, cada um composto por até três jogadores. Nos jogos individuais ou em dupla, cada jogador tem três bolas ocas de metal, enquanto nos jogos em trio, apenas duas. Tira-se “cara ou coroa” para decidir qual das equipes começa e então, desenha-se um circulo de 35-50cm de diâmetro no chão, a partir do qual todos os jogadores devem lançar suas bolas com os dois pés no chão. O objetivo principal é fazer com que as bolas de metal se aproximem ao máximo de uma pequena bolinha de madeira (cochonnet) que é lançada pelo primeiro jogador.

Regras deividamente explicadas, fiz dupla com Rox e, ao final do jogo, acabamos perdendo para Capucine e Romane de 10×5,

mas isso é só um detalhe.

O fato é que nunca mais me atrevi a jogar la pétanque

Trem bala (só que não)

Oi, gente! Quanto tempo, não? Já estamos em abril e essa é a minha primeira postagem do ano, que vergonha.
A vida tem sido muito corrida. Durante esse enorme gap de 7 meses sem aparecer por aqui, várias coisas aconteceram. Dentre elas, realizei o sonho de passar para medicina, mudei de universidade e de cidade também.
Essa semana, recebi um email de um leitor, o Diego, de Santa Bárbara d’Oeste, que muito me motivou a voltar a escrever.  Obrigada, Diego!
 

10 de Julho de 2012
Les Montils, França

Existe, lá em Les Montils, um lugar chamado Parc de Loisirs Mon’ti Train, que é tipo uma área de recreação.

Olha, vou te dizer que é um espaço até bastante agradável. Tem rampas de skate, escorregadores, labirintos e balanços para crianças. Para os mais velhos, há um terreno de areia batida destinado a prática de la pétanque, bem como grandes mesas de piquenique.

No entanto, a atração principal não é nenhuma dessas que citei acima, mas sim O Mon’ti Train em si, que, como o nome bem diz, é um trenzinho com destino ao inferno que passa por lá.

olha só que maravilha

Minha avó contou que como não havia muito o que ser feito em Les Montils na maior parte do ano, as crianças aguardavam ansiosamente pelo verão (que é o período em que a engenhoca funciona) e quando ele enfim chegava, não queriam saber de outra coisa a não ser subir nos pequenos vagões do trenzinho e dar mil voltas pelo circuito de 1,2 km.

Awn, que bonitinho, não?! Sim, tudo é realmente muito lindo até que suas primas comecem a insistir para que VOCÊ TAMBÉM EMBARQUE NESSA SUPER AVENTURA.

Pois é. Eu teria ficado muito feliz fotografando-as de longe, mas Roxane e Capucine insistiram para que eu as acompanhásse e como não tem como dizer “não” àquelas lindinhas, eu fui.

Gente, é uó. Vejam com seus próprios olhos:

Agora pensem na aflição que foi pra mim e tentem não rir muito para que eu não fique muito mal, rs.