Ideologia

January 16th, 2012

Charlotte, North Carolina

Good Morning America! It’s MLK Day!” – Foi a primeira frase que ouvi naquele dia na TV.

O MLK Day (abrev. Martin Luther King Jr. Day; Dia de Martin Luther King Jr, em português) é um feriado americano em homenagem ao aniversário do maior líder dos movimentos em prol dos direitos civis dos cidadãos Afro-Americanos. Tudo que Martin Luther King Jr. queria era a erradicação da discriminação racial, ideologia que foi posta em pauta após a transmissão do I Have a Dream Speech em 28 de agosto de 1963, frente a mais de 200 mil pessoas no Lincoln Memorial.

Monumento em homenagem a Martin Luther King Jr. inaugurado em Washington D.C. em 16 de Outubro de 2011

As celebrações em sua homenagem ocorrem— As celebrações em sua homenagem ocorrem todo ano na terceira segunda-feira do mês de janeiro, data esta que sempre tangencia o verdadeiro dia de nascimendo de Martin (15 de Janeiro). Em diversas cidades são organizadas paradas, exibições de filmes educativos, debates, etc.

Naquele dia, o Charlotte Team se reuniu no Wells Fargo Auditorium para assistir um documentário chamado “Mighty Times: The Children’s March” e já começar o dia entrando no clima do feriado, sentindo um pouquinho do orgulho americano.

We got reserved seats at the auditorium! Why are these ambassadors so important people?

Na entrada do auditório

quando eu fui presa… haha

Eu sempre dyva

O documentário retratava a luta das corajosíssimas crianças de Birmingham, Alabama, que enfrentaram os mais severos tipos de repressão com o objetivo de implantar a tão almejada justiça social. Um verdadeiro ato de heroísmo! Pelas imagens é possível ver a tamanha vontade daquelas crianças de mudar suas duras realidades sociais.

Havia muitas pessoas no auditório para assistir àquele filme, principalmente jovens. O que achei mais interessante de tudo foi que ao final, várias perguntas foram deixadas no ar para que nós, os espectadores, fizessemos uma reflexão sobre tudo que foi mostrado. O ponto principal desse questionamento somos nós, jovens. Certamente há muitos fatores que nos incomodam. Por mais que isso aconteça, a verdade é que maioria se acomoda frente a isso. E se, em contraposição, nos unissemos e lutássemos por aquilo que almejamos com afinco e dedicação? Será que a situação atual seria a mesma? Quão grande seria a mudança que poderíamos causar?

Depois assistimos a uma discussão sobre o filme que contou com pessoas de todas as idades. A platéia também teve sua voz ouvida na discussão e tivemos o prazer de ouvir algumas exaltações, o que, de certa forma, foi até engraçado.

Terminado o bate papo, seguimos para o Levine Museum of the New South, onde vimos a exposição permanente do museu, chamada “Cotton Fields to Skyscrapers“, que caracteriza a cidade de Charlotte e os 13 condados ao seu redor ilustrando as profundas mudanças ocorridas no sul dos Estados Unidos desde a Guerra Civil:

Conversando com Catherine Miller, que começou a trabalhar na indústria têxtil com apenas 14 anos para ajudar a família e lutou contra os baixos salários no período da Depressão.

Quando o Presidente Roosevelt visitou Charlotte, aclamou a prosperidade abundante da cidade que começava a se configurar com uma “Cidade do Novo Sul”.

Vimos também uma longa e emocionante exposição denominada “Oh Freedom Over Me“, que aborda todo o contexto dos movimentos dos direitos civis:

Bebedouros para brancos e “coloridos”. Absolutamente repugnante!

Essa foto mostra as diferenças de capital investido na educação de crianças brancas (representado pela pilha de livros a esquerda) e negras (direita) no Contado de Clarendon (Carolina do Sul) nos anos de 1949 e 1950: 179 dólares por criança branca contra apenas $43 por criança negra.

Os signatários da petição acima, que reivindicava a igualdade de direitos entre brancos e negros, puseram suas casas, trabalhos, segurança e até mesmo suas vidas em risco em prol dessa causa. Você assinaria? Eu não pensei duas vezes!

O Levine museum of the New South é, indubitavelmente, um dos melhores lugares de Charlotte. Vale muito a pena visitar!

Como estávamos experimentando um dia tipicamente americano, o que faltava para terminá-lo com chave de ouro? Ir assistir um jogo de basquete da NBA, é claro!

O basquete é a segunda maior paixão nacional em termos de esporte, perdendo apenas para o futebol americano. Os jogos são muito emocionantes e de encher os olhos!

Tickets na mão, era hora de assistir Charlotte Bobcats vs. Cleveland Cavaliers!

Antes do jogo começar, houve uma homenagem a Martin Luther King Jr. na big screen!

O time local infelizmente perdeu para a equipe do brasileiro Anderson Varejão de 94 x 102, mas nem isso estragou o clima de euforia do Charlotte Team, principalmente o meu! Eu sou uma verdadeira torcedora fanática e os Bobcats me conquistaram de primeira. Apoiamos o time até o fim! Vale a pena ver os highlights do jogo no vídeo abaixo:

Lembro que ganhamos dinheiro para comer no ginásio, mas tudo era caríssimo. Lembro que fiquei meia hora encarando o menu e tentando fazer uma combinação de comida e bebida que saísse por menos de 10 dólares até que resolvi pedir um cachorro quente e refrigerante médio. Recebi apenas $0,11 de troco.

Depois fomos jantar no Pita Pit, um restaurante especializado em Pitas (ah, vá!).

Pitas parecem burritos, mas a massa do pão é um pouco diferente. São bastantes consumidas lá para as bandas do Oriente Médio e Ásia e são deliciosíssimas! O restaurante funciona no mesmo esquema dos mexicanos: você escolhe o que quer colocar dentro da sua pita. No final, eles pesam e você paga conforme o peso.

Nesse restaurante conhecemos a Grace, uma chinesinha muito simpática que estava morando e estudando em Charlotte a um tempo:

🙂

A noite fui com minha família ao walmart para comprar alguns jogos de video game que meus irmãos haviam pedido e botas, que são essenciais para aguentar o clima de inverno americano. Quando cheguei lá, encontrei botas na cor cinza por apenas $22! Isso mesmo, você não leu errado! Botas de inverno por vinte e dois dólares. Não acredita? Clica aqui e vê!

Minha família não deixou que eu gastasse meu próprio dinheiro e me presenteou com as botas. Eles eram sempre assim: nunca me deixavam pagar nada! rs

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Embalos de domingo à noite

January 15th, 2012
Charlotte, North Carolina

[cont.]

Pois bem, tinhamos passado a tarde inteira visitando museus. Não preciso dizer muito: é completamente inteligível e justificável o fato de estarmos extremamente cansados.

Não sei se já comentei antes, mas Valentina, minha irmã, agradáaaaavel que só (e isso não é uma ironia!), vivia me alimentando a todo tempo. E isso não uma mania só dela. Longe de qualquer tipo de preconceito e estereotipação, tenho de dizer que os americanos estavam sempre preocupados com a nossa alimentação – minha mãe agradece.  Não é a toa que voltei para o Brasil com uns 5 kg a mais.

Se eu tivesse um pedômetro preso a minha cintura naquele dia, certamente ele serviria de prova à quem duvidasse do fato de eu ter dado mais de cinco mil passos naquele dia (being a hyperbolic person has always been one of my strongest suits). Então, seguindo a linha de pensamento de minha querida irmã, all I needed was food! Comida era a solução para qualquer problema, depois de vitamina C (no 4H, o ritmo era esse: tá cansado? Toma vitamina C! Tá com o nariz escorrendo? Toma vitamina C! Tá com saudade da sua mãe? Dá-lhe vitamina C!)

Então, fomos para a casa do meu avô procurar alguma coisa para traçar. Aeeee! Muitos ficariam extremamente entediados com essa ideia e logo associariam a casa do vovô àquele montaréu de coisa velha com cheiro de mofo. Eu não sabia como era a casa do meu avô, mas como ele era um senhorzinho super cool, meu pensamento logo se encadeou em oposição ao senso comum. E eu estava totalmente certa! Estacionamos e quando eu saí do carro, me deparei com isso…

E a vontade de morar ali pra sempre?

Gorgeous! Fiz questão de exteriorizar a minha pobreza dizendo ao meu avô que a casa dele era a mais bonita que eu já tinha visto até então (pois é, eu ainda não tinha ido a Biltmore).

so yummy!

Após me apresentar todos os cômodos da gigante casa, meu avô me perguntou se eu já tinha experimentado “o verdadeiro sundae”. Lá vem mais uma alternativa à minha suposta fome – pensei. Depois presumi que o sundae ao qual ele se referia tinha um “quê” que o diferenciava do sundae do McDonalds, que até aquele momento era o verdadeiro para mim. Como ele já deveria estar me achando uma tolinha depois do comentário fascinado que eu fiz sobre a casa, resolvi resumir minha resposta a um monossilábico “não”, que seguiu-se de um “então hoje você terá o prazer de provar”. Hmm, fiquei curiosa…. A couple of scoops of vanilla ice cream, chocolate syrup, some pieces of Oreo, bananas, whip cream, a little cherry on the top and it was done! Aí eu tive o privilégio de ser contemplada com a primeira bowl de sundae caseiro preparado pelo meu avô emprestado. E era MARAVILHOSO!

Depois que ele nos deixou em casa, Michelle e Clara se juntaram a nós para um sleepover que animou o finalzinho da noite:

Clara and I playing Wii

Decidimos fazer brigadeiros para as meninas e deu nisso:

kinda crazy

Ficaram ótimos, TÁ?!

Fizemos as unhas, comemos brigadeiros, queimamos as calorias ganhas dançando no Wii, conversamos por loooongos minutos, comemos mais brigadeiros (e ganhamos as calorias de novo) e depois fomos dormir.

O dia seguinte seria um dia especial para a América…

Pelos museus de Charlotte

January 15th, 2012
Charlotte, North Carolina

Conheci meu host grandpa no finalzinho da manhã e iniciamos o dia com um brunch (breakfast + lunch) no Pewter Rose Bistro.

Adorei conhecer Mr. Keppler, ou Hank, como passei a chamá-lo um certo tempo depois. Durante o brunch, eu, meu avô e minha irmã conversamos sobre as mais variadas coisas. Descobri que ele gostava muito de viajar e que já tinha passado por praticamente todos os continentes.

Lembro que na hora de fazer o pedido, um certo prato (que agora eu não lembro mais qual era) causou impasse. Valentina o adorava, enquanto Hank odiava! Então, adivinha pra quem sobrou a decisão de pedi-lo ou não? Pra mim, é claro! Sempre eu, sempre eu…

Experimentei e dei o voto de minerva: não. “Que cara de pau!” – pensei. Eu e minha sinceridade…

Todo mundo de barriga cheia, era hora de partir rumo ao nosso primeiro museu do dia. Iríamos visitar muitos até o final da tarde.

Começamos pelo Mint Museum Uptown at Levine Center for the Arts, um museu enorme como se pode ver na foto ao lado. Lá vimos exposições como a de Sheila Hicks, artista cujas obras são feitas unicamente com linhas, fibras e material têxtil. Havia também um andar inteiro para coleções de obras contemporâneas em vidro veneziano e checo.

Eram lindas, porém, segundo Hank, que é um grande admirador desse tipo de trabalho, eram também caríssimas!

Ao final da visita, encontramos essas máscaras na lojinha do museu:

We had a lot of fun! Who’d believe that we were in a museum?


O próximo museu a receber o privilégio de nossa visita (rs) foi o Mint Museum Randolph. Uma coisa muito interessante da rede de museus Mint é que se você quiser visitar mais de um museu no mesmo dia, você não precisa pagar taxas de entrada em cada um deles. Você paga apenas no primeiro, pega um adesivo e tem acesso ilimitado a todos os outros museus da rede.

Nesse segundo museu vimos uma enorme coleção de louças e cerâmica -todas de cunho histórico-, além de exposições sobre os primeiros habitantes do continente americano (Astecas, Maias e Incas), onde pude ver roupas (principalmente), objetos, etc, pertencentes a esses povos. Também vi uma coleção intitulada “Fashionable Silhouettes“, que apresentava peças de vestuário e acessórios usados ao longo de três séculos, traçando uma linha de tempo da história da moda. AMEI! A partir das peças expostas, podíamos também observar a evolução da moda moderna e as mudanças de estilo, muitas vezes causadas pela evolução das ideias e dos ideais femininos.

Eu estava adorando tudo daquele museu, mas só pirei mesmo ao ver a coleção “Chanel: Designs for the Modern Woman“. Convenhamos: qualquer menina reagiria da mesma forma, É CHANEL! Coco Chanel, a mulher que reinventou o guarda roupas feminino atribuindo a este elegância e um toque de modernidade, em substituição às roupas opulentas, apertadas e já ultrapassadas do século XIX. Diva!

Fácil reparar as diferenças entre as duas peças acima, não? Talvez alguém discorde de mim, mas acredito que se não fosse Coco Chanel, as mulheres ainda se vestiriam como ditava a moda no século XIX. (E isso não seria nada agradável…)

Já era noite quando voltamos para casa. Estávamos exaustos, mas tinha valido a pena o dia inteiro que passamos explorando os museus de Charlotte.

O dia estava acabado, mas a noite estava apenas começando…

continua…

Cultural day!

January 14, 2012
Charlotte, NC

Final de semana. Dia livre. Não tinhamos que acordar cedo para ir a Olympic. Não que isso fosse bom; eu realmente gostava de ir para lá, mas algo me dizia que este primeiro dia do meu primeiro final de semana em Charlotte seria ótimo. Não só porque teria mais tempo para descansar, mas também porque poderia conhecer novos lugares daquela cidade incrível de uma maneira inteiramente coloquial; fazendo o que os Charlotteans fazem aos finais de semana.

Sendo assim, meus pais levaram Valentina e eu ao Carolina Place Mall para que fizéssemos algumas comprinhas. O shopping fica em Pineville, suburbio de Charlotte e perto da fronteira estadual com a Carolina do Sul. Lá encontramos com Késia e Erin e seguimos rumo a nossa jornada em busca de botas boas, bonitas e baratas.

Where’s Wally?

Encontramos uma loja onde havia uma promoção de 3 botas por $60, mas não gostamos muito dos modelos.

Valentina e Erin nos levaram a todas as lojas de calçados que existia no shopping. Eu achei que seria um incômodo, mas, pelo contrário, elas estavam se divertindo conosco. Enquanto escolhia as botas, Valentina me mostrou fotos de dois pingentes em seu celular: um prata e um azul, e perguntou qual dois dois eu achava mais bonito. Disse que ambos eram muito bonitos (e realmente eram!) e ela disse “ok”. Não entendi o motivo da pergunta, mas imaginei que fosse algo que ela tivesse visto em outro departamento da loja, tivesse se interessado e tirado foto do produto para que eu desse minha opinião. Estava tão entretida na escolha das botas que não liguei muito para a pergunta que ela ficou no ar, mas mais tarde eu entenderia tudo! Enfim, rodamos um pouco mais até que finalmente encontramos exatamente as botas que queríamos. Ainda comprei umas camisas engraçadas para meus irmãos gêmeos, nas quais lê-se “thing 1” e “thing 2”. Eles adoraram!

Passamos pela Macy’s e outras lojas de departamentos, comemos no Auntie Anne’s e deixamos a Barnes and Nobel para o final, apesar de eu já tê-la visto de dentro do carro no momento em que chegamos.  Lá encontrei livros do Nicholas Sparks POR APENAS $6 DÓLARES. Isso mesmo! Livros que aqui custam mais de R$30.

BARGAIN!

I couldn’t help buying! Até pouco tempo atrás eu ainda guardava a notinha da livraria para servir de prova àqueles que duvidassem. E olha que quando eu cheguei aqui no Brasil, muita gente duvidou!

→ Brasileiro lê, em média, quatro livros por ano, revela pesquisa

→ Ver TV é a atividade preferida dos brasileiros;
leitura fica em sétimo lugar

Sim, senhor! Como boa bookaholic que sou, comprei livros nos EUA. Muita gente riu porque, né, convenhamos: não são esses os objetos de consumo tão idealizados pelos brasileiros que vão ao exterior. Acredito que os fatos evidenciados nas notícias em destaque acima são justificáveis -em meio a diversos outros fatores muito relevantes- pelo preço dos livros aqui no nosso país. Maioria dos brasileiros não pensaria duas vezes se tivesse apenas duas opções de investimento: livros e outra coisa qualquer. Não importa o que seja, a resposta seria a segunda opção.

Então tá. Saímos do shopping em direção à casa de Késia e Erin no carro de seu pai. Ele era um senhor muito engraçado, com um sotaque sulista muito forte.

Todo o Charlotte Team havia sido convidado para uma private bonfire night, noite da fogueira, em português, com direito a muito marshmallow, assim como nos filmes. Eu nunca havia comido marshmallows assim, então a host mother da Kesia me ensinou a fazer. Bastava colocar o marshmallow no espeto e aproximá-lo da fogueira. Depois, era só colocar o marshmallow entre dois biscoitos cream cracker, juntamente com um pedaço de chocolate (como se fosse um hamburguer) e comer. E olha, é de-li-ci-o-so!

Estava fazendo muito frio naquela noite, -3°C, se bem me recordo, e embora eu estivesse em frente a fogueira, ainda tremia de frio. Mas nada, nem mesmo aquele frio de lascar foi suficiente para impedir a diversão dos integrantes do meu saudoso Charlotte Team. Parecia que nossos destinos já haviam sido traçados muito tempo antes de nos conhecer :’) [I got misty eyes right now]

Ao final da noite, eu estava exausta, porém, muito feliz. Ao chegar em casa, meu pai me entregou uma caixinha. Quando abri, encontrei um colar com o pingente azul que Valentina havia me mostrado mais cedo na loja, enquanto escolhíamos as botas:

Fiquei muito emocionada quando ele disse que o colar tinha sido feito por ele mesmo especialmente para mim. Depois disso, ele pediu permissão para colocar o colar em meu pescoço e disse carinhosamente que eu havia conquistado toda a família toda com o meu jeito autêntico e carinhoso. Fiquei realmente emocionada e, naquela noite, agradeci a Deus por ter me dado uma host family muito melhor do que eu Lhe havia pedido, uma host family muito melhor do que eu poderia ter imaginado no mais fantasioso dos meus devaneios. Estava imensamente feliz por saber que todo o sentimento que eu tinha era recíproco e me perguntei como tal coisa poderia acontecer em tão pouco tempo. Até hoje não tive resposta para essa pergunta.

…Certamente é algo que não se explica, só se sente.

Brazilian Party! [parte 2]

January 13th, 2012

Charlotte, North Carolina 

Depois do sorvete na Ben & Jerry’s, seguimos para a casa do Jorge, um brasileiro que mora em Charlotte, para uma festa tipicamente brazuca. Contaríamos com a presença de boa parte da comunidade brasileira em Charlotte, o que nos faria sentir como se estivessemos de volta ao nosso querido país.

A festa foi maravilhosa, com direito a muita música brasileira, guaraná, pão de queijo, uva, peito de frango e coxinha! AEEEE \o/

Todos os host parents também estiveram presentes, além dos American YA e pessoas que estavam aprendendo português, o que fez com que a festa ficasse ainda mais animada. Ensinamos algumas danças e musicas ridículas aos americanos e o mais impressionante é que eles adoraram:

Ah, tem um vídeo disponível AQUI.

…homesick!

Having fun in Charlotte [parte 1]

January 13th, 2012 
Charlotte, NC

A primeira atividade daquele dia deveria ser uma visita às salas da Olympic, porém, como os alunos estavam em época de provas, não foi possível.

Permanecemos, então, na sala 104 e aproveitamos o tempo livre para conversar (e tirar algumas fotos, é claro!):

No horário combinado, entramos na van do Omar (a propósito, o Omar merece um post só pra ele!) e seguimos para o ImaginOn que é uma grande biblioteca interativa para crianças e adolescentes de todas as idades. Além das coleções de livros e de um espaço onde funciona um teatro, existe também um studio onde o público jovem pode produzir vídeos, clips, dvds, cds, etc, com figurino, cenário, trilha sonora e tudo mais, tudo conforme o seu gosto. Neste espaço você se transforma em uma verdadeira estrela e nós, Jovens Embaixadores, não perdemos a oportunidade de consumar os nossos 5 minutinhos de fama:

Nos divertimos muito no ImaginOn! Realmente adoramos a visita!

Mas esse era só o início do nosso dia cultural em Charlotte. O próximo local a ser visitado seria o Discovery Place, não sem antes fazer uma parada para abastecer:

Daniel and I at Fuel Pizza

Após o “almoço”, seguimos a pé para o Discovery Place, passando por vários lugares interessantíssimos, como um bairro tradicional, algumas ruas históricas e até por um cemitério (o primeiro que fui em toda a minha vida)!

Além de ser um dos museus mais legais da cidade, o Discovery Place é também um passeio inesquecível para os apaixonados pela ciência, como eu.

 Antes de sair daqui do Brasil, os veteranos de Charlotte muito já haviam me falado sobre o Discovery Place. Acho que o que o  faz ser diferente é o fato de dar vida à ciência através de exibições interativas. Isso mesmo, você pode tocar em tudo, o que torna as coisas muito mais legais e emocionantes. La, exploramos a biodiversidade do planeta em espaços que recriavam os diferentes biomas terrestres e vimos também a exposição principal, que era sobre múmias. Além disso, pudemos observar diversos aquários, construir coisas no espaço do “Project Build” (voltado para a arquitetura) e observar o funcionamento de fenômenos físicos como a movimento, impulso e gravidade no espaço “Cool Stuff”.Eu, como boa curiosa, não poderia deixar de mexer em algumas coisitas:

I ought to try the bed of nails!

Long live the South American biodiversity!

Depois assistimos um filme no maior cinema IMAX (Imagem Maximum)  das Carolinas.
IMAX é um formato de filme que tem a capacidade de mostrar imagens muito maiores em tamanho e resolução do que os sistemas convencionais de exibição de filmes. Uma tela padrão IMAX tem 22 metros de largura e 16,1 metros de altura, mas pode haver ecrãs maiores. Em Março de 2007, havia 280 cinemas deste tipo em 39 países (60% deles localizados no Canadá e Estados Unidos). Apesar de aqui no Rio haver uma sala de cinema equipada com essa tecnologia (que deve ser caríssima, diga-se de passagem), eu nunca tinha visto algo igual e fiquei simplesmente encantada! Assistimos o filme “Born to be Wild”, que falava sobre o amor e dedicação de humanos para com os animais. Lindo!

We were extremely happy to be there!

Depois voltamos à van e fomos tomar sorvete na Ben & Jerry’s, uma dos melhores sorvetes caseiros da cidade, segundo Lara.

Lá ela aproveitou o tempo livre e de descontração para conversar conosco sobre nossas primeiras impressões sobre os EUA e sobre as diferenças que já tínhamos reparado.
Na hora de escolher o sorvete, pagamos um mico colossal, mas isso eu conto depois. 

CONTINUA…

A little bit more of my first day in Charlotte

I’ve found some other pics of my first day in Charlotte and I can’t help sharing with you.

To start our first tour around the Queen City, we got the Gold Rush Trolley in front of the Times Warner Cable Arena and sang brazilian songs all the way up to International House of Metrolina. Our soundtrack included classic songs like “Girl from Ipanema” and “Wave” besides funny ones like “Cerol na Mão”. Clara has recorded it and I still look forward to seeing this video.

The best thing is that the trolley is free of charges. It means that you can get a wonderful view of Charlotte for nothing. But do not think that this is a tourist attraction! Like the Santa Teresa trolley in Rio, the Gold Rush is the main transportation vehicle for many Charlotteans. There were lots of them inside the trolley when we were singing and I think that they were kinda scared of us. lol

A few minutes later we got to International House, that is a grassroots non-profit organization with a mission to promote international understanding and to serve immigrants in need. Since 1981, it has been a leading provider of direct services to Charlotte’s ever-growing international community, which numbers more than 104,000 immigrants and foreign-born citizens. They offer foreign-language conversation hours, cultural events, an international book club, citizen diplomacy programs, an international women’s group, language classes, free citizenship workshops, legal services for low-income immigrants, and much more. On my way there, I got this amazing picture (the quality is not the best but it’s one of my favorites though):

We met some of the organization staff and to spend our remaining time, we went to Independence Park and played some games there. Later we got into our van and Omar drove us to Queens Univertity of Charlotte, a private university in Eastover: