[PhotoPost] Turistando na minha própria cidade

Durante a passagem dos US YAs pelo Rio de Janeiro, tive o enorme prazer de receber os meus queridos amigos e Embaixadores Jorge (MT), Thalles (MG) e Igor (MG) aqui, na Cidade Maravilhosa.

O objetivo da vinda deles era conhecer e participar da rotina os jovens americanos, mas devido a rotina corridíssima deles, acabamos tendo muito tempo livre para ficar juntos, matar as saudades e… conhecer a Cidade Maravilhosa, é claro! Veja o que fizemos:

Fomos até a entrada do teleférico que dá acesso ao Pão de Açúcar, mas como subir sendo carregado é para os fracos (e ricos)…

… encaramos uma trilha que leva até o alto do Morro da Urca

CHEGAMOS… até o primeiro mirante! Ainda tinha muita trilha pela frente!

Agora vocês entendem o título de Cidade Maravilhosa?

Paraíso!

TEM ALGUÉM CANSADO AÍ, GALERA?

ENFIM CHEGAMOS! Pausa para um merecidíssimo lanche com o Pão de Açúcar ao fundo.

E olha quem encontramos por aqui: Aléxia, Jovem Embaixadora do Espírito Santo!

Arrumadinhos feito gente para o primeiro compromisso oficial com os Jovens Embaixadores Americanos: um jantar em Ipanema.

Eu e Luiz com TeJaun, Jovem Embaixador de Cleveland do qual sinto muita falta.

Charlotte team and our amazing staff members Tracy and Danny. It was so good to see you guys again!

O Gabriel Caetano (YA 2010/RJ) também recebeu os Jovens Embaixadores veteranos Daniel (MG), Rafaela (PA) e César (PI) em sua casa. Nessa foto, aparecemos todos acompanhados de Giovani (YA2009/RJ), Fabiano (YA2002 MG) e as incríveis Márcia Mizuno e Leila Santos.

with Jaylen, American Youth Ambassador from the greatest city in the U.S: Charlotte! Miss you so bad!

Escadaria Selarón

Na Lapa, berço do samba!

Teatro Municipal

Primeira vez do Jorge no mar. Feliz por ter estado presente nesse momento tão especial!

Parque Lage e sua arquitetura inconfundível! Esse é um dos meus lugares favoritos na cidade.

Lagoa Rodrigo de Freitas com o Cristo Redentor ao fundo.

Último dia memorável: fim de tarde assistindo ao por do sol no Leblon

Let’s go!

06/01/2012 – 3º dia em São Paulo: a lot of fun and departure to the U.S

Passamos a noite anterior arrumando nossas malas e preparando tudo para o grande momento.

Pausa para foto após o check-out

Às 9h da manhã, todos os jovens embaixadores já tinham feito o check-out na recepção do hotel. A próxima atividade era um workshop com a psicóloga Adriana Campidelli.

Primeiramente ela nos pediu para que escrevessemos numa folha os  nossos nomes e um único adjetivo que nos descrevesse. Depois todos tivemos oportunidade de falar para o grupo o que tinhamos escrito sobre nós e, sem justificar, deveriamos também apontar algo bom e algo ruim que essa característica nos trazia.

Eu escrevi “sentimental” (ooown). O lado bom de ser sentimental, ao meu ver, está no simples fato de eu me apegar fácil às pessoas, criar um sentimento verdadeiro por elas e não esquecer tanto das pessoas por si próprias, quanto dos momentos (sejam eles bons ou ruins) que passamos juntos. Já o ponto ruim é sentir saudades de tudo isso.

Depois tivemos uma outra atividade ainda com a psicóloga, onde ela passava várias imagens de frutas em uma apresentação de slides e nós deveriamos escrever qual era o seu nome e o que ela nos lembrava (uma única palavra). Eu sou péssima com frutas e confesso que não consegui identificar algumas. Lembro que a primeira fruta a aparecer foi uma manga e eu lembrei da minha mãe. Quando chegou a hora de falar para o grupo o que a imagem de uma manga me remetia, dizer “mãe” provocou risos, rs.

O objetivo dessa atividade era mostrar como uma coisa pode ser interpretada de diversas maneiras por pessoas diferentes, por exemplo: quando apareceu a foto de uma tangerina, eu e o Luiz, que também mora aqui no Rio, logo falamos “ah, isso é uma tangerina, fato!”, enquanto o pessoal do nordeste estava certo de que era uma mexerica. Por outro lado, havia também um grupo de jovens embaixadores que chamava tangerina somente de “laranja”. Também me lembro de que quando apareceu a foto do açaí ainda na árvore, maior parte daqueles que moram no sudeste não reconheceram a fruta em questão.

PS: Durante essa atividade descobri o que era uma seriguela!

Ela também nos propôs uma atividade em que tinhamos de escolher alguém com quem não tinhamos tido muito contato desde que chegamos em São Paulo para trabalhar em um diálogo. Havia somente 3 dias que eu estava lá, e na hora de escolher alguém para trabalhar nessa atividade, percebi que já tinha conversado com todo mundo. Quem escolher, então? Acabei escolhendo o Cassiano (SE), com quem já havia conversado em algumas oportunidades. Nos foi proposto alguns diálogos nos quais tinhamos que encarnar um personagem e resolver uma determinada situação a partir da perspectiva desse personagem. Lembro que eu tive de ser alguém esnobe, que achava que sua vida e suas ideias eram melhores do que as dos outros. Foi horrível fingir ser assim, pois é uma postura completamente diferente da minha própria.

A última atividade foi bastanteemocionante. Tivemos que encontrar um espaço na sala para termos um pouco de privacidade para listar as pessoas, as situações e as escolhas que fizeram com que nós pudéssemos estar presentes naquela sala, naquele momento, com o título de jovens embaixadores. Lista pronta, era hora da psicóloga conduzir uma reflexão cronológica de todos os acontecimentos. Ela pediu para que pensássemos no primeiro momento em que vimos o anúncio de abertura das inscrições para o programa jovens embaixadores; na parte do application form; no sufoco que passamos para conseguir juntar todos os documentos necessários; em quando soubemos que tinhamos sido selecionados para a primeira prova… Aí as primeiras lágrimas já foram surgindo. Depois pediu para que relembrássemos todo o processo seletivo, toda a competição, todos

os candidatos, toda a dificuldade e todas as horas de estudo para conseguir passar para as próximas etapas. Pediu também que pensássemos naqueles que nos ajudaram, no momento do anuncio e na felicidade ao ver nosso nome ser chamado. Na preparação para a viagem, na correria, na expectativa e finalmente onde nós estávamos agora. Aí eu chorei. Chorei mesmo e chorei muito!

Passada toda a emoção, nos recompomos e seguimos para a residência oficial do Cônsul, onde um “american barbecue” nos aguardava. Quem estava esperando por picanha, alcatra e frango e linguiça no espetinho se enganou. O “american barbecue” é super diferente de um churrasco tipicamente brasileiro. Veja:

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Pois é!

Tivemos discursos do Cônsul, do Cassiano (jovem embaixador representante de Sergipe), que falou da felicidade de ser um jovem embaixador e fez agradecimentos em nome de todos nós, e também ouvimos as palavras de uma representante da Microsoft que estava presente para nos prestigiar. Havia também muitos jovens embaixadores de edições passadas que conversaram conosco e nos deram algumas dicas de última hora.

Flamenguista no Pacaembu!

Terminado o barbecue, seguimos para um tour pela cidade de São Paulo. Passamos por diversos lugares legais, como monumentos, museus, Estádio do Pacaembu e Museu do Futebol, Mosteiro de São Bento e, por último, a Estação da Luz. Adoraria ter ido ao Museu da Lingua Portuguesa, como boa apaixonada pelo nosso idioma, mas não tinhamos muito tempo até o horário que precisávamos estar no aeroporto e certamente ninguém gostaria de se atrasar para o momento de enfim voar rumo aos EUA.

Assim fizemos! Chegamos ao Aeroporto Internacional de Guarulhos mais ou menos às 19h e a lá estava a equipe do Caldeirão do Huck nos esperando para gravar nossa ida aos Estados Unidos. Descemos do ônibus fazendo festa e eles gravaram tudinho! Não sei se já havia comentado antes, mas toda a viagem foi gravada por correspondentes do Caldeirão e irá ao ar no mês de março! Fiquem ligados!

USA, here we go!

Às 20h fizemos nosso check in e o embarque foi autorizado às 22h. Entramos no avião e ali tinha início uma viagem de mais de 9 horas. Mesmo assim, nem a demora, nem a comida ruim e muito menos jet lag tirava o sorriso que ficou estampado em nossos rostos durante todo o vôo. Os nossos sonhos estavam se concretizando e estavam tão perto que já era quase tangível.

Até daqui a 9 horas,

na terra onde os sonhos se tornam reais!

4 letras: iPad!

05/01/2012 – Segundo dia em São Paulo: visita à IBM e workshops

Todos os dias o café da manhã estava pronto às 7 no refeitório do nosso hotel. Isso significava que eu tinha que acordar mais ou menos às 6 para comer com calma tendo em vista os seguintes fatos: nossos compromissos começavam cedo e era só um banheiro para três moças.

Foi assim no segundo dia. Acordei cedo, tomei banho, me arrumei e desci para o café. Vi na agenda que tinhamos uma visita à IBM programada, mas confesso que não sabia muito bem qual era a função, tampouco a importância dessa empresa, se é que era uma empresa! (lamente comigo a minha ignorância).

O ônibus estacionou em frente a um edifício enoooorme e quando o motorista puxou o freio de mão, soube que tínhamos chegado ao nosso destino final: A IBM. “Ó, deve ser coisa importante”- pensei cá com meus botões. E era!

Com quase 399 mil colaboradores em todo o mundo, a IBM é a maior empresa da área de Tecnologia da Informação (TI) no mundo. Lá se concentram os núcleos de criação, desenvolvimento e manufatura das mais avançadas tecnologias de informação da indústria, incluindo sistemas de computadores, software, sistemas de rede, dispositivos de armazenamento e microeletrônica. A IBM detém mais patentes do que qualquer outra empresa americana baseada em tecnologia, tem 15 laboratórios de pesquisa espalhados pelo mundo e cobertura (por intermédio de cientistas, engenheiros, consultores, profissionais de vendas, etc) em mais de 150 países.

Funcionários da IBM já ganharam cinco prêmios Nobel, quatro Prêmios Turing – o Nobel da computação -, dentre vários outros.

Em comemoração ao seu centenário, a empresa de TI resolveu fazer algo diferente: ao invés de uma grande festa, como maioria faz, a IBM resolveu beneficiar alguém. Foi então que surgiu a ideia de disponibilizar 45 voluntários internos que assumiriam a posição de mentores na missão d orientar os participantes do Programa Jovens Embaixadores.

E de que forma, Laís?

Pois bem, eles desenvolveram o MentorPlace, um programa online e seguro onde era possível a troca de arquivos e links. Dessa forma, os 45 voluntários que citei anteriormente poderiam interagir cada um com seu “mentorado”, orientando-o sobre hábitos e costumes da cultura americana, assim como dando dicas de preparação para a viagem. Boa ideia, não?! A minha mentora foi a Carla, daqui do Rio mesmo. Através do MentorPlace ela me ajudou muito no período pré-viagem. Obrigada, Carla! 🙂

Então, voltando… Ao chegar na IBM, fomos recepcionados pelo Patrick Bertholdo, voluntário e líder do projeto de parceria, que nos guiou até o auditório. Lá assistimos a uma palestra muito dinâmica e interessante com Cézar Taurion, executivo de novas tecnologias da IBM Brasil, cujo tema principal era como novas tecnologias rompem barreiras e promovem o desenvolvimento educacional, cultural, econômico e social. Durante essa palestra, percebi que a IBM tem uma grande preocupação com a sustentabilidade de suas iniciativas.

OBS: Fiquei extremamente surpresa e feliz ao saber que o Centro de Operações do Rio foi desenvolvido com tecnologia IBM. Eles foram responsáveis pelo desenvolvimento do projeto Smart City instalando computadores e câmeras pelas ruas da minha cidade maravilhosa, câmeras estas que enviam imagens, mapas e previsões meteorológicas em tempo real para o Centro que é usado para prever eventos, gerar alertas e gerenciar crises na cidade. Com a proximidade de grandes eventos como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, o Rio de Janeiro vê o uso da tecnologia como forma de evitar alguns problemas que a cidade pode enfrentar – ou, pelo menos, agilizar a resposta dada pelos governantes para eventuais desastres que podem acontecer. Em abril de 2010, por exemplo, uma série de enchentes deixou mais de 15 mil pessoas sem casa – o projeto Smart City (cidade inteligente) ajudaria a prever os efeitos que as chuvas causariam na cidade e, assim, poderia contribuir para tirar a população das regiões de risco. DÁ-LHE, IBM!

Após a palestra com Cézar, nos foram distribuidos envelopes. O Patrick pediu para que não o abríssemos até que ele dissesse que enfim poderíamos abrir. A curiosidade era tanta que muitos dos jovens embaixadores já estavam colocando o envelope contra a luz para tentar descobrir do que se tratava (rs), afinal, isso não estava no script… Até que Patrick autorizou a abertura e… veja com seus próprios olhos o que estava escrito dentro:

… E nossas reações (poker faces) após ler isso:

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH, WE’RE FREAKING OUT

PS: Ganhamos, mas só receberíamos alguns dias depois, em Washington D.C!

Depois desse momento “freak out“, fomos divididos em dois grupos e seguimos para um tour guiado no IBM Solution Center. Esse tour tinha o objetivo de enfatizar e esclarecer a importância de profissionais na área da tecnologia da informação hoje em dia. Fato que alguns meninos que querem seguir carreira nessa aérea continuaram freaking out, enquanto todas aquelas codificações, máquinas, fios, etc davam um nó nas cabeças de maioria das meninas.

Depois de um “brunch” (breakfast + lunch), voltamos para o hotel para assistir a uma série de palestras. A primeira foi com o diretor do Espaço Educacional Educare, Carlos Eduardo Lins da Silva. Ele nos falou um pouco sobre o sistema governamental e de eleições nos Estados Unidos (descobri que lá as coisas funcionam de maneira muito diferente quando o assunto é esse último).

Logo após, tivemos um momento com o pessoal da Education USA que nos falou de algumas diferenças entre Brasil e Estados Unidos no que diz respeito a educação e cultura. Foi muito importante!

Em seguida emendamos num bate papo descontraído com jovens embaixadores de edições anteriores, que nos contaram um pouco sobre suas experiências nos EUA e falaram também sobre o pós programa; o que mudou na vida deles de lá pra cá.

Na sequência: jantar (dessa vez sem karaokê :() e… de volta aos quartos para começar a fazer as malas, afinal, no final do dia seguinte estaríamos rumo à “Terra do Tio Sam”!

“Amanheceu, peguei a viola, botei na sacola

e fui viajar” ♫

04/01/2012 – Chegada e primeiro dia em São Paulo:

Acordei cedo nesse dia. Na verdade, acho que nem dormi. Estava cheia de expectativas sobre o que me aguardava dali a pouco. Levantei, tomei banho e me arrumei enquanto todos da casa faziam o mesmo. Havia combinado de me encontrar com Luiz (o outro representante do Rio de Janeiro) e também com o Igor e a Paula, ambos representando a cidade de Juiz de Fora, MG. Além dos Jovens Embaixadores, encontraria também Fabiano, aquele que divulgou a relação de selecionados no dia do anúncio, lembra?

com minha mãezinha coruja

Peguei um taxi em direção ao Aeroporto Santos Dumont (lembro que o motorista tentou enrolar indo por um caminho mais longo, rs) e em poucos minutos cheguei lá. Depois da centena de fotos que minha mãe coruja tirou na porta do aeroporto, entrei, fiz o check-in e despachei minha mala que já saiu do Rio com 18 kg (:O). A partir daquele momento soube que excederia o peso permitido em algum momento da viagem e… não era que estava certa?

Ok, estes são capítulos que ainda estão por vir. Não colocarei o carro na frente dos bois.

Ainda não havia encontrado ninguém até que descobri que meu vôo tinha sido adiantado. Ao invés de 9:40, sairia rumo a Sampa às 9:15. Aí bateu o medo de perder o vôo logo na primeira viagem de avião e eu resolvi ligar pro povo. Liguei pro Luiz e, para a minha felicidade, ele já estava no aeroporto. Nos encontramos e não demorou muito para que encontrássemos os outros. Conheci as famílias e logo nos despedimos de todos.

Beijos, abraços, mil abraços depois entrei na sala de embarque, passei pela segurança e toda aquela burocracia de suma importância e entrei no avião. Os minutos anteriores à decolagem foram um tanto quanto tensos já que eu nunca havia entrado num avião antes. Apertei os cintos e quando o bicho subiu, senti aquele frio na barriga que muitas pessoas já haviam me alertado sobre.

Chorei muito ao ver minha cidade maravilhosa lá de cima

Uma hora e alguns minutos depois, senti que o avião estava perdendo altura. Foi quando vi a paisagem mudar: avistei uma verdadeira selva de pedras. Pensei: “estamos chegando em São Paulo!” e logo a voz da comissária de bordo confirmou o meu pensamento. (Entenda-me: aqui no Rio natureza e urbanização se misturam harmoniosamente formando uma paisagem perfeita aos meus olhos. É possível ver prédios moderníssimos em volta da Lagoa Rodrigo de Freitas, por exemplo. São Paulo não tem muito de natureza (pelo menos na parte em que estive), mas isso não faz com que a cidade seja menos bonita. Muito pelo contrário, é simplesmente encantadora!)

AEEEE, CHEGUEI A MAIOR METRÓPOLE DO PAÍS!

Desembarquei e entrei em um ônibus que nos levaria até o salão de desembarque do Aeroporto de Congonhas. Antes de pegar as malas, encontrei com os Jovens Embaixadores Melis (Tocantins), Hermano e Ana Paloma (Maranhão) e paguei o primeiro de muitos micos pois não os reconheci de primeira. Passei direto, peguei minhas malas e só então aqueles rostos me foram familiares. Voltei e os cumprimentei devidamente (com um abraço esmagador). Saímos os 8 juntos da sala e… SURPRESA! Os Jovens Embaixadores que haviam chegado antes de nós e alguns veteranos como Gabi e Renato Dornelas nos receberam com festa, aplausos e abraços. Foi lindo! Naquele momento me senti oficialmente parte da Família Jovens Embaixadores.

Esperamos os outros chegarem e cada um que passava pelo portão era recebido com a mesma alegria. Quando todos já estavam em território paulista, colocamos nossas malas no bagageiro de um ônibus especialmente designado a nós e seguimos para o Consulado Americano. O que faríamos lá? Pois bem, o primeiro passo em SP era o mais importante para poder entrar nos Estados Unidos: o tão requisitado (e muitas vezes negado) visto!

Chegando lá, passamos por um procedimento rígido de segurança que incluia detectores de metais e raio-x. Bolsas, celulars, eletrônicos em geral… Não era permitida a entrada com nenhum desses itens. Câmeras então… NO WAY! (não terei como ilustrar essa parte do post, mimimi). Como estava levando meus documentos em um envelope, tive que submetê-lo ao procedimento do raio-x e só então minha entrada foi autorizada.

Antes de começar a maratona em busca do visto, fomos almoçar lá dentro do Consulado mesmo. Havia mesas reservadas para nós e eu mal podia imaginar que esse era só o começo das sessões exclusivas à nós. Enfim, a comida era mexicana e eu aproveitei para experimentar um pouquinho de tudo, já que disseram que boa parte da comida que os americanos consomem é mexicana.

Eu, Nathan (PI) e Palloma (MA). Uma das poucas fotos do momento de emissão dos vistos (somente a câmera oficial da embaixada foi autorizada)

Todo mundo de barriga cheia, é hora de encarar muitas filas: uma para pegar a senha, outra para conferência de documentos, uma para registro das digitais de todos os dedos, outra para pegar um formulário e uma última para a entrevista individual. O processo todo nos foi facilitado pelo fato de ser um caso excepcional. Isso reduziu em duas horas o nosso tempo de espera naquele ambiente abafado. A Ju (nossa mentora) me disse que são solicitados mais ou menos 3000 vistos por dia.

Vistos: ✔ 

Próximo passo: vídeo conferência com o staff em Washington DC (FAIL! Não sei o que aconteceu, mas infelizmente não foi possível a realização desta). Para não perder tempo no ócio, esse momento foi destinado à entrega de nossas camisetas com o logo do programa e mochilas da Nike (lembra que eu disse que a Nike virou parceira do programa em 2012? raaaaam!). Dentro dessas mochilas encontramos pastas contendo todas as informações e documentos úteis e alguns presentinhos como bottons, livros comemorativos da décima edição do programa, cadernos, canetas e um pen drive, todos personalizados com o simbolo dos Jovens Embaixadores. Lindo!

Depois disso, tivemos um bate papo muito legal e dinâmico com personalidades da embaixada/consulado. Estavam presentes: Susan Bell, Country Cultural Affairs Officer; T.J Dowling, Public Affairs Officer e Scott Whitmore, Cultural Affairs Officer. Eles pediram para que nos apresentássemos e após este momento, conversamos sobre fatos interessantes como as diferenças entre os dois paises em questão . Lembro que T.J nos ensinou a comer pizza no american way, isso quer dizer, sem garfos, sem facas, sem guardanapos e sem colocar qualquer condimento sobre as fatias. Nem preciso dizer que ele conseguiu quebrar toda a formalidade da reunião e arrancar várias gargalhadas do público (nós). Fala sério, você esperaria aprender a comer pizza com o Oficial de Relações Públicas do Consulado Geral dos Estados Unidos? haha!

Depois desse papo descontraidíssimo, tivemos tempo para perguntas (que foram respondidas de maneira clara e coerente, visando sanar todas as nossas dúvidas) e tiramos a foto abaixo:

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Terminada a tarde no Consulado Americano, seguimos para o Century Flat, nosso hotel em São Paulo. Dividi um quartinho simples, porém muito confortável com Brunella (ES) e Marina (SP). Até que elas não eram tão desorganizadas assim… (brincadeira, meninas!)

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Dinner!

No hotel, tivemos um tempo para tomar banho e descansar um pouquinho antes do jantar, que foi regado a muita música ao vivo cantada por nós mesmos. Terminamos a noite soltando a franga no karaokê, kk. Cantamos de tudo! Segue a prova do crime:

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Era só o primeiro dia da viagem que mudaria nossas vidas.

Só o primeiro dia e nós já éramos inseparáveis.