Últimos momentos em Blois #2

13 de Julho de 2012,
Blois, France

No meio do jantar, Romane levantou-se rumo ao computador e disse que iria me mostrar a cantora que viria a Blois hoje a noite.

Modja, Inna Modja.

Nunca havia ouvido falar sobre, mas a primeira vista, já gostei de seu cabelo. Parecia simpática.

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Disse: 

– Que legal! Gosto de seu cabelo!
* Risadas de Romane * 
– E você vai ao show?
– Sim! E você também!
* Risadas compartilhadas * 

Romane aproveitou para me mostrar algumas de suas músicas e eu gostei muito de French Cancan (acho que é assim que se chama). Também descobri que ela não era tão desconhecida assim ao reconhecer uma de suas músicas. “I’m smiling in the morning, i’m happy in the evening, I’m laughing in the afternoon, no one is gonna change my mood…”ADORO! É a velha arte de conhecer um trecho da música, mas não saber quem canta. 

Esperei que Romane se arrumasse, pois fui com a mesma roupa que usei na festa de Antoine, apenas acrescentei uma jaqueta de couro, já que tava meio frio.

Quando chegamos ao local do show, estava bem vazio e me questionei se a cantora era boa ou não. Mal podia imaginar o quão cheio ficaria alguns minutos depois. 

Andando um pouco mais a frente, decobri o motivo pelo qual estava tão vazio próximo ao palco: todo mundo estava às margens do Rio assistindo aos desfiles e garantindo os melhores lugares para a queima de fogos que estava prestes a começar.

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Eu e Romane assistimos aos desfiles dos bombeiros e servidores publicos carregando bandeiras francesas e eu achei lindo. Ela perguntou se havia algo do tipo no Brasil e eu disse que sim, em 7 de Setembro.

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Encontramos algumas amigas dela que disseram já me conhecer embora eu, pessoalmente, não lembrar de já tê-las visto anteriormente. Trágico!

Queríamos encontrar o resto do grupo, então ligamos para Bérénice e perguntamos onde ela estava. Como o barulho era muito grande, Romane entendeu “próximo ao estacionamento subterrâneo” e fomos andando para lá. Ficamos procurando-os e nada, até que ouvimos os fogos. Corremos de volta para onde estávamos enquanto eu filmava tudo. Turistooona! kk 

Encontramos o povo e ficamos lá assistindo. Fiquei maravilhada com a queima; era a primeira de minha vida. Pois é, embora seja carioca da gema, nunca fui ao Revellion de Copacabana, sad story.

Agradeci a Deus por estar ali assistindo aquilo. Era realmente um espetáculo! Estava emocionadíssma! 

Terminada a queima, corremos para perto do palco na esperança de conseguir um lugar tão bom quanto o que tinhamos no inicio, mas já sabendo que seria quase impossível. “Quase”, eu disse “quase”!

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Inna (rainha) Modja

Tem horas que ser pequena ajuda muito e esse foi um dos momentos: abri caminho no meio das pessoas e cheguei a segunda fileira antes do palco. Encontramos Ben e Frances no meio da multidão e depois fomos encontrando todos. 

O mais engraçado é que embora o show fosse maravilhoso e ainda por cima gratuito, a plateia nao estava empolgada. Not at all. Eles nao pulavam, nao cantavam, nao dançavam, nao gritavam… Eu e Frances eramos as unicas doidas dançantes no meio do povo.

todo mundo borocoxô

todo mundo borocoxô

Um episodio engraçado foi que no inicio eu e Francisco estávamos morrendo de sede. Como bons habitantes de grandes cidades e acostumados a muvucas e tumultos, simplesmente avisamos aos outros que iriamos ao restaurante ali ao lado tomar uma coca e voltariamos em breve. Ao ouvir isso, os franceses quase morreram; quase imploraram para que nao fossemos porque iriamos nos perder e nunca mais conseguiriamos voltar. Alheios ao desespero geral, fomos e em cinco minutos estavamos de volta ao mesmo lugar, vivos, sãos e salvos, fazendo jus às nossas big cities.

wooooooa!

wooooooa!

Fizemos amigos no meio da multidao e entramos na coreografia de uns malucos super animados (exceção em meio a toda aquela gente morta). Até Marie-Paule entrou na dança!

No final, Inna desceu do palco e caminhou em meio a multidão. Achei isso o máximo! 

A multidão se evacuou organizadamente assim qur o show terminou, coisa que nao acontece no Brasil. 

tod mundo blurred de animação

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Me despedi de todos e voltei ao carro. Não muitas palavras foram ditas até que o carro estacionasse em frente a casa. 

Entrei no meu quarto e terminei de arrumar a mala, também falei com minha mae e irmãos no skype. Enquanto conversava, escrevi a seguinte carta de despedida: 

Marie Paule et Romane, 

Je n’ai pas de mots pour dire combien tu as été importante au cours de mon séjour à Blois. Comme j’ai dit dans mon discurs, je pense que j’ai eu de la chance de venir chez toi.
Quand je suis arrivée ici j’étais un peu perdue. Je ne savais pas quoi faire ou où aller mais comme le temps passait tu m’as fait sentir a l’aise.
Je te remercie por l’hospitalité et d’être patients avec mes fautes de français. J’ai beaucoup appris avec toi.  Merci beaucoup pour tout que tu as fait pour moi, por sa gentillesse, amour et soutien.
Je espère que tu ne m’oublie pas parce que je jamais t’oublierai. Maintenant tu ais partie de ma vie et de mon histoire.
Je espère que nous nous rencontrons bientôt. Tu me manqueras beaucoup! 

Je t’aime, 
Laís.

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