Festa de despedida

12 de Julho de 2012
St. Gervais la Forêt, France

A festa de despedida do grupo estava marcada para às 19h30 na casa da Mme. Pletier, que fica na comuna de St. Gervais la Forêt. Pensei mil vezes em não ir, pois estava cansadíssima da viagem a Orléans e também porque Romane havia adoecido, mas ao mesmo tempo pensei que definitivamente não seria legal perder esse último momento de interação entre todos os membros do grupo e suas respectivas famílias acolhedoras.

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Combinamos que cada um levaria um prato típico de seu país para que fizéssemos uma festa de despedida bem diversificada. Quando chegamos em casa vindas de Orléans, então, preparei o arroz e feijão.

No carro, a caminho da festa, Marie-Paule me disse que esse era o primeiro ano no qual chovia na festa de despedida. E chovia muito! Mme. Pletier, então, arrmou umas tendas em seu lindo quintal e ali ficamos. Sobre a mesa, havia várias taças de champagne, que foram enchidas por Luisa (“da maneira correta, não com se poe refri num copo”, segundo a própria). Ela nos orientou a oferecer aos nossos familiares e assim eu fiz.

Nossos líderes Luisa e Andrew

Nossos líderes Luisa e Andrew

Algum tempo depois, chegou a hora de ler os discursos. Cada um de nós, após ler, pegava uma rosa que deveria ser dada a quem quiséssemos. Fui escolhida para falar em nome do grupo e aproveitei para já incluir o meu discurso pessoal:

Bonsoir tout le monde! Je suis Laïs, l’étudiante internationale venant du Brésil. Aujourd’hui, je parle au nom de tous les “experimenteurs” afin de remercier tous ceux qui sont là pour les merveilleux et inoubliables moments de cet été. Avant de venir, nous avions beaucoup d’attentes sur ces vacances et, sans doute, toutes ces attentes ont été dépassées. La France est un pays étonnant, par lequel nous sommes ravis. Le glamour de Paris est fascinant, tandis que l’hospitalité et “le goût de la vraie vie” de Blois est accueillant.Nous avons connu des gens formidables et nous avons passé par des plus variées situations au long de notre voyage ici. Tout cela a beaucoup ajouté à nos vies personnelles ainsi que changé nos façons de penser et de voir le monde et nous a fait grandir. Particulièrement, je remercie Romane et Marie-Paule, respectivement ma mère et ma sœur d’accueil, de m’avoir accueilir et d’avoir été patientes avec mes fautes en français. Il faut que je remercie aussi Andrew et Luisa pour m’avoir aidé toutes les fois que j’ai eu besoin.Merci, Mme. Petier, pour les familles. Je suis sûr que nous avons tous été très bien reçu dans nos maisons. Je peux même dire que les nouveaux parents qui nous avons gangné sont comme des cadeaux. Nous les oublierons jamais! L’experience n’aurait pas été la même sans eux.Nous espérons, du fond de nos cœurs, revenir un jour à Blois. Nous n’avons pas encore parti, mais cette ville DÉJÀ nous manque et nous avons hâte de le jour de notre retour, lorsque nous nous réunirons sur la bord du Loire pour rappeler les vieux souvenirs de cet été 2012.

E ofereci a rosa a Marie Paule.

Ao ler o que havia escrito, percebi que realmente gostava de minha mãe e irmã francesas. No inicio da estadia em Blois, cheguei a dizer que nao ia sentir saudades, tampouco chorar ao deixar a cidade; ia mandar um “bye, bitches, thank you for your food“, mas ao proferir aquelas palavras, percebi que realmente vinham do fundo do meu coração. Não se tratava de um discurso falso e decorado, mas sim de uma pequena tentativa de expressão da enorme gratidão que sentia. Ao ler o discurso e perceber que meus olhos estavam cheios de lágrimas, tive certeza de que era aquilo mesmo. Como eu poderia ser indifernte a pessoas que contribuiram com o meu crescimento e aprendizado? Além disso, como poderia dizer “bye, bitches” para aquelas que abriram as portas de sua casa para uma estudante brasileira que nunca tinham visto na vida, que me acolheram, que foram pacientes com os meus erros, que me alimentaram… Como? Realmente gosto delas apesar de ainda achar que Romane é meio fútil (ok, entendo que é só uma questão de maturidade). Me senti bem quando ela me abraçou para fotos. 

SIM, EU, LAÍS BARBOSA, dura, fortona e machona, VOU SENTIR SAUDADES DE MINHA FAMILLE D’ACCUEIL.
Pronto, baixei a guarda e falei.

Daí pro final da noite, comemos (omg, eu a-do-rei as meatballs que o Musty e sua irmã (Elisa, a francesa mais cool que eu já conheci, diga-se de passagem) fizeram. Isso, aliás, rendeu grandes piadas e boas risadas), cantamos, tiramos fotos, inventamos musicas, sentimos frio e nos abraçamos. 

O grupo

O grupo

À noite, enquanto voltávamos para casa, Marie pontuou o quanto se sentiu emocionada com o meu discurso e elogiou a forma como eu o conduzi, o que me fez sentir feliz.

Eu e Roman'ouche, minha irmã

Eu e Roman’ouche, minha irmã

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É, vou sentir saudades…

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