Le deuxième jour avec ma famille d’accueil

02 de Julho de 2012
Chailles, France

“Ontem fui dormir mais ou menos às 21h e acordei várias vezes ao longo da noite até que definitvamente me levantasse às 11h40. Normal, afinal, era a minha primeira noite na casa.

meu quarto bonitinho (e o vestido que eu comprei)

meu quarto bonitinho (e o vestido que eu comprei pro anniv da Romane)

Fui ao banheiro, quebrei a descarga (não, eu não tenho MESMO nem um pingo de jeito com descargas. Já quebrei uma nos Estados Unidos e agora, outra na França. Seria essa minha missão na terra? Quebrar descargas em todos os países pelos quais passar? Hmm…), fui até salle de bains, escovei os dentes e nada da Romane acordar. Senti que chegaríamos atrasadas ao compromisso de dali a pouco.

Pois bem, enquanto esperamos pelo despertar da Bela Adormecida, aqui vai uma #curiosidade: na França, o toilette e a salle de bains são dois cômodos diferentes. Isso quer dizer que o vaso sanitário fica em um cômodo separado da pia e do chuveiro. Dito isso, você já pode adivinhar se os franceses têm ou não o hábito de lavar as mãos após usarem ao banheiro. Quelle honte! 😡

Ainda sobre banheiros, aqui em casa tem uma banheira, mas não um chuveiro convencional, daqueles que a gente usa lá no Brasil. Aqui tem um negócio tipo um chuveirinho – tipo um chuveirinho não, exatamente um chuveirinho, só que maior – e você tem que se virar com isso mesmo.

UHUL! A ROMANE ACORDOU! Mas só porque o telefone tocou e já eram mais de 12h30. A esse ponto, eu já tinha tomado banho, me vestido, penteado o cabelo e consertado a descarga. SIM, eu mexi, mexi, mexi e mesmo sem ter a menor ideia do que estava fazendo, a descarga parou de jorrar água. Simples assim \o/. Me senti um tanto quanto… exageradamente sagaz.

Bom dia, Rorô!

Bom dia, Rorô!

Rapidamente, ela tratou de preparar algo para comermos e foi se arrumar. Tivemos uma conversa legal sobre nossos planos para o futuro durante o brunch. Enquanto aguardava, liguei a tv e assisti não mais que 3 videoclipes até que a avó aparecesse para nos levar de carro até o centro de Blois. Ela se apresentou, mas agora não lembro mais seu nome (😦 ), só que era bastante simpática e que morava em Les Montils.

Quando entramos no carro, já eram 14h e o desespero bateu, afinal, o compromisso estava marcado para 14h15 e eu não tinha a menor ideia do quão distante era a minha casa do ponto de encontro. Eu odeio estar atrasada, mas o que me “confortou” foi o fato de que os franceses não lembram em nada os ingleses no quesito pontualidade. Nesse ponto, estão mais próximos de nós, brasileiros, que levamos a vida numa boa e não vemos problema em um atrasinho de 10 minutinhos.

A avó simpática (puxa vida, como eu gostaria de lembrar seu nome!) dirigiu até o centro de Blois e eu e Romane fizemos o resto do percurso até a Place Ave Maria a pé. Ao chegar, maior parte do grupo já estava presente, exceto Irvine, Yuri e Keanu. Quando estes chegaram, demos início a um jogo que tinha como objetivo a fixação dos nomes da galera. Funcionava da seguinte forma: você dizia o seu nome e, em seguida, fazia um movimento que te representasse. Depois, todo o grupo repetia tanto o nome quanto o movimento. Participando dessa brincadeira estavam os 10 experimenters, pelo menos um de seus respectivos irmãos e mais dois líderes, o que significa que tivemos pelo menos 22 nomes e movimentos para decorar em sequência.

Seguimos para um tour pela cidade guiado por Alexis, irmão de Mustafá (do Chipre). Começamos pela Cathédrale Saint-Louis de Blois e assim como fizemos no Sacre Cœur, fomos até a cripta, onde vimos mais restos mortais, brrrr.

Bonitinha, né?

Depois da Cathédrale, seguimos para os Jardins de l’Évêché, magníficos jardins suspensos de onde se tem uma vista ma-ra-vi-lho-sa de Blois, que apesar de ser uma cidade pequena, me encanta. É, sem sombra de dúvidas, um lugar onde eu moraria quase (ênfase aqui) tranquilamente.

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eu versão puls size

très mignon, n'est-ce pas?

très mignon, n’est-ce pas?

Um pouquinho mais de caminhada e chegamos à Escalier Denis Papin. De lá de cima, tem-se uma vista muito legal das ruas de Blois. Repara: parece que a cidade faz ondulações atéeee o horizonte. Très beau!

Adivinha quem é o cara da estátua?!

Adivinha quem é o cara da estátua?!

Das escadas, seguimos para o Château de Blois, aquele cuja arquitetura serviu de inspiração à Biltmore.

yay!

yay!

Logo na entrada percebi a cara de desaprovação de Romane. Já expliquei que ela não gosta de nenhuma atividade cultural, lembram?

– Mas come on, bi*ch! Eu estou no Vale do Loire, região dos castelos mais bonitos da França e não vou visitar a nenhum? 

Se dependesse de Romane, não.

Eu apenas sendo eu mesma e ocupando o meu lugar

Eu apenas sendo eu mesma e ocupando o meu lugar

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avec les chevaux du château

Enfim, como ela não curte, ficou do lado de fora acompanhada do irmão de Ben e da irmã de Yuri enquanto todo o resto conhecia o castelo. A visita foi ótima, Romanouche não sabe o que perdeu! Espero que num dia ela perceba e valorize toda a riqueza histórica escondida por trás daquelas paredes.

Depois do castelo, o grupo se dispersou e eu e Romane voltamos para casa de ônibus. A passagem até Chailles custou 1,20€ e pelo que entendi, os valores variam de acordo com a distância, o que é bastante justo. Quanto ao ônibus, posso dizer que era muito confortável: bons assentos, ar condicionado e espaço suficiente para quem quisesse entrar. Odeio comparações, principalmente entre o exterior e o meu país, mas foi inevitável: as diferenças em relação ao transporte público carioca são gritantes!

Antes de pegarmos o ônibus, passamos em uma loja de artigos femininos, onde Romane abriu um esmalte, pintou as unhas, fechou e foi embora como se nada tivesse acontecido. Doida! Mais tarde, conversando com Victor por Skype, descobri que eu era uma das poucas pessoas que nunca tinham feito algo do tipo, já que ele me perguntou “ah, vai dizer que voce nunca parou na Boticário só para se perfumar?”. Pior que não!

Alguns minutos depois, Romane apareceu na porta do meu quarto e disse “à la table”. Era hora do jantar.
Me sentei à mesa e logo vieram os pratos: fettuccine e frango, além de baguettes e aquela típica infinidade de quejo de tudo quanto é tipo. Nunca fui muito fã, mas para não fazer desfeita, escolhi o parmesão. Por mais que pareça implicância e frescura minha, tenho que dizer que a comida ficou muito pior depois desse acréscimo.

Durante o jantar conversamos sobre a minha familia, escola, viagens, esportes, etc.

O mais “engraçado” foi o comportamento de Romane à mesa: ela BEBEU todo o caldo do frango que restou no prato e como se a falta de educação ainda não tivesse sido suficiente, ainda lambeu todos os dedos antes de levar uma bronca da mãe. Essa é a minha irmã, gente. Quelle honte! [2]

Na hora da sobremesa, resolvi dar mais uma chance ao queijo. Escolhi um que tinha vindo de Marseille e… Cara, não tem jeito!

No final da noite, usei o Skype para falar com Rafael (meu irmão que fica online o dia todo), Douglas (meu outro irmão, que também fica online o dia todo), Victor, Késia (que estava em Andover, MA) e Luiz Alberto (o outro Jovem Embaixador carioca que viajou comigo e que naquele mesmo momento estava em Exeter, MA).

en skypant avec Victor

en skypant avec Victor

Alguns amigos de Romane ainda passaram aqui em casa para me conhecer. Um deles estava aprendendo português e conversar com ele em “françuguês” foi bem legal.

Fui dormir às 1h30, mais ou menos. Acordei às 6h da manhã aqui, 1h no Brasil, para falar com minha mãe, o que me emocionou bastante. Estava me sentindo um zumbi durante toda conversa, mas fiquei falando com ela por cerca de 1h para matar as saudades.”

2 comentários sobre “Le deuxième jour avec ma famille d’accueil

  1. glaucia disse:

    sou brasileira e não falo inglês,vou para charlotte,nc mais estou com medo da imigração me deportar por isso.vc pode me dar uma dica do que fazer

    • Oi, Gláucia! Tudo bom?
      Apesar de não ter passado pela imigração em Charlotte, eu acredito que seja bastante tranquila. Não tem com o que se preocupar! Eles devem fazer algumas perguntas básicas sobre quanto tempo você pretende ficar por lá e quanto de dinheiro está levando, por exemplo.

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