Corre pro Louvre!

29 de Junho de 2012
Paris, França

Vou começar a contar o primeiro de muitos dias extremamente atarefados na França, quando eu voltei a sentir na pele a rotina pesada dos programas da World Learning (que, mesmo com isso, não deixam de ser perfeitos! Que fique bem claro, hunf)

Eu e Yuri acabamos acordando atrasadas, mas não pense você que foi por displicência! A linda programou, sim, o despertador para o horário que tínhamos combinado numa conversa antes de dormir, mas só esqueceu de trocar o horário do relógio do fuso de Miami para o de Paris. Nem te conto que a diferença de um pro outro é de nada mais, nada menos que seis horas. Teríamos nos atrasado bonito se não fosse o Ben socando a porta 30 minutos depois do horário combinado para o encontro do grupo no hall do hotel. Tomei banho e me arrumei em tempo recorde e em 10 minutos estava lá embaixo, morrendo de vergonha. Pedi desculpas, prometi que aquilo não se repetiria e depois de muito mimimi, os líderes disseram que aquele era um vacilo perdoável nos primeiros dias de viagem. Ufa!

Fomos, então, conhecer um dos mais visitados pontos turísticos de Paris, o Musée du Louvre!

Primeira foto do grupo, no Palácio do Louvre.

Primeira foto do grupo, no Palácio do Louvre.

SONHO!

SONHO!

Menor de 18 anos não paga entrada, então aproveitamos a gratuidade para desfrutar do Louvre ao máximo. Passei por todos os departamentos (antiguidade oriental; gregos, etruscos e romanos; arte islâmica; esculturas; objetos de arte; pintura e, por fim, artes gráficas) e fiz questão de parar para observar não só as obras famosas, como também as demais, que são impecáveis.

Eu e você-já-sabe-quem

Eu (gorda!) e você-já-sabe-quem.

Nota sobre La Gioconda: Para encontrá-la, não precisa seguir as instruções fixadas nas paredes do museu, tampouco o mapa. Siga a manada de turistas que se encaminha para um mesmo lugar, pois parece (e não só parece, como é!) que todo mundo que vai ao Louvre está à procura dessa dona aí. Você tem que atravessar um mar de gente na base da cotovelada e do “excusez-moi” até chegar à uma faixa de interdição, que é o mais próximo que você pode estar da Mona Lisa. Chegando lá, você percebe que cerca de 4 metros e uma caixa blindada ainda te afastam do sorrisinho maroto e enigmático da gata. Oh, céus!

Nota sobre La Gioconda (2): Na mesma sala, em oposição à Mona Lisa, localiza-se o quadro “As Bodas de Caná” (1562-63, por Paolo Veronese). Lindo, e historicamente muito importante, a verdade é que esse quadro é injustamente ofuscado pela fama da obra de Da Vinci e poderia até passar despercebido se não fosse por suas enormes dimensões  (666 cm x 990 cm). No entanto, eu parei para contemplá-lo e, católica que sou, fiquei muito emocionada quando me dei conta do valor cristão agregado à pintura que estava bem à minha frente; nela é retratado o primeiro dos inúmeros milagres de Jesus: a transformação da água em vinho.

Quis, então, chamar atenção de todos naquela sala, mas… Pobre Laís! Seria tão ignorada quanto Veronese.

Enfim, fica aqui o meu protesto pequeno e silencioso, porém, cheio de indignação. Quando você for ao Louvre, por favor, dê uma atenção especial à sobrevalorizada “Bodas de Caná”, porque ela merece. Só quem pára diante do quadro e faz a análise que eu fiz percebe que a multidão (descontrolada e em constante excitação motivada pela busca do melhor ângulo de Mona Lisa) acaba, mesmo que sem querer, completando o quadro, dando a este uma continuacão e, consequentemente, uma terceira dimensão. Os visitantes presentes na sala personificam a idéia de movimento que o artista tentou passar através dos discípulos, que celebram o milagre e confraternizam entre si.

A foto que eu tirei ilustra bem essa minha interpretação. Repara: não parece que as pessoas estão saindo do quadro? Repare também que não tem UMA PESSOA SEQUER olhando para “As Bodas de Caná”

Mais obras:

Vênus de Milo, na ala romana

Vênus de Milo, na ala romana

Amore e Psiche, Antonio Canova

La liberté guidant le peuple, Eugène Delacroix (famosíssimo, genten!)

Venus de Arles, Praxiteles

Venus de Arles, Praxiteles

Moral do post: Visitar o Louvre durante uma viagem à Paris é OBRIGATÓRIO! (hunf)

Dica da La: O museu é maior do que você pode imaginar, portanto, não perca seus amiguinhos de vista. Vai dar um trabalhão para encontrá-los novamente. Fica a dica de quem teve que virar o Louvre de cabeça pra baixo atrás de um queniano fujão.

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