Explorando o Marais (pt. 2)

28 de Junho de 2012
Paris, França

Ficamos hospedados no Hôtel Bellevue et du Chariot d’Or durante todo o tempo que passamos em Paris. O hotel é simplesmente lindo, a cara da riqueza e aconchegante, além de os funcionários serem extremamente simpáticos e solícitos. Fica a dica pra quando você for à Cidade Luz; super indico!

Hall do hotel, também conhecido como o local onde o grupo se reunia para a sessão de reflexão e avaliação ao final de cada dia. A recepcionista sempre reclamava das risadas e do barulho que fazíamos

Assim que chegamos lá, tivemos alguns minutinhos para irmos aos quartos, abaixar as malas, trocar de roupa, descansar e fazer tudo que fosse necessário.

Opa, eu disse “descansar”?

Quem foi que disse que nós queríamos descansar?

QUERIAMOS IR LOGO CONHECER PARIS!

A esse ponto, era impressionante como eu não me sentia nem um pouco cansada. Quem é que tinha passado as últimas 12 horas dentro de um avião mesmo? Bem, quem quer que fosse, aquela pessoa não estava mais ali. Parecia que eu tinha revigorado instantaneamente assim que saí do aeroporto e a ficha começou a cair de que não era um sonho, eu realmente estava ali! É isso que eu chamo de second wind!

Enfim, eu dividia quarto com a Yurimar (que preferia ser chamada de Yuri por motivos óbvios. E sim, A Yuri! Era uma garota!), a menina de Miami. Rapidamente trocamos de roupa e descemos para o hall, onde logo o grupo todo estava reunido novamente.

Seguimos a pé pela Rue Saint-Martin até o Musée National d’Art Moderne, localizado no Centre Georges Pompidou. O museu abriga a segunda maior coleção de arte moderna (Fauvismo, Expressionismo, Cubismo, Dadaísmo, Abstracionismo e Surrealismo representados por Matisse, Signac, Picasso, entre outros) e contemporânea (Warhol, por exemplo, por quem sou apaixonada) do mundo, com mais de 70.000 obras, além de uma vista privilegiada da Cidade Luz.

Outro ponto forte do edifício é sua arquitetura. A idéia foi construir um “prédio nú”, sem paredes, de forma que você possa enxergar seu “esqueleto”, sua essência. Visando alcançar esse objetivo, todos os elementos estruturais (dutos, encanamentos, circuladores, etc) foram deixados a mostra.

O museu sobre a minha perspectiva

O museu sobre a minha perspectiva

Fomos divididos em grupos de 3 e nossa primeira tarefa era entrevistar algumas das pessoas que passavam pelo museu em busca de sugestões de bons lugares para jantar. Óbvio que, a pricípio, as pessoas ficavam assustadas ao serem abordadas por três turistas dizendo “Excusez-moi! Pouvez-vous m’indiquer un bon endroit pour dîner ce soir?“. Fala aí, você também não ficaria se perguntando que p… era aquela?  Enfim, conseguimos algumas tímidas sugestões e acabamos não seguindo nenhuma.

A tarefa numero dois era encontrar coisas básicas e importantes para se ter durante os primeiros dias de uma viagem com apenas 20€. Nem vou te contar as besteiras que compramos, rs, só adianto que não foi nada realmente últil.

Terminando as tarefas, tinhamos combinado um horário de encontro nessa praça que você pode ver na foto, bem em frente ao museu. Quando chegamos lá, Andrew nos aguardava com o 10º e último integrante do grupo: Mustafa, de Nicósia, no Chipre. Jamais poderia imaginar que ele se tornaria um dos meus melhores amigos. Fizemos mais uma rodada de big booty – mais bem sucedida dessa vez – e depois fomos andando para o Chez Nénesse (17 Rue de Saintonge), onde jantamos.

É um bistrô tipicamente parisiense localizado no “coração do Marais” (má que expressão bizarra é essa, Laís?!); seu interior parece estar preservado há anos, o que te remete àquela Paris dos filmes.

Pedi carne de carneiro. Foi a primeira vez que comi e aprovei. O cardápio é maravilhoso, bem como a carta de vinhos e o serviço prestado. Algum dos preços, que podem ser vistos na foto acima, também são bastante acessíveis (pensando em euros, claro, porque se voce decidir converter para reais, segundo a imagem, um cafezinho sairia por cerca de R$3, o que é consideravelmente caro).

No Marais, a coisa mais comum é você ver alguém num canto (ou no meio da rua mesmo) tocando violão, ukelelê, cantando… Enfim, parece que em toda esquina tem alguém curtindo a vida fazendo música e essa era apenas uma das muitas coisas que me faziam querer ficar por lá pra sempre. Depois do jantar, fomos assistir a uma apresentação de jazz na Ponte St. Louis, que liga a ilha de mesmo nome à Île de la Cité, onde fica a famosíssima Catedral de Notre Dame.

jazz na ponte

jazz na ponte

Rio Sena e Prefeitura de Paris ao fundo

Rio Sena e Prefeitura de Paris ao fundo

Mairie de Paris

Mairie de Paris

Primeira visão da Catedral de Notre Dame. Pode ter certeza de que eu estava surtando do outro lado da câmera.

Primeira visão da Catedral de Notre Dame. Pode ter certeza de que eu estava surtando do outro lado da câmera.

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