Throwback – UM ANO DEPOIS!

Acredito que vocês possam imaginar o quanto é difícil escrever sobre o último dia do programa que mudou a minha vida.
Hoje mesmo estava conversando com um amigo sobre o mix de sentimentos que tenho no peito toda vez que penso nesse dia; uma mistura de gratidão, nostalgia, saudades…
Tome coragem, chore e escreva! Liberte todo esse sentimento” – me disse David.
Resolvi, então, começar.

January 28th, 2012

Washington D.C.

Hoje faz um ano que voltei ao Brasil, mas parece que tudo aconteceu exatamente ontem. As lembranças continuam integralmente vivas em minha mente e por mais que eu queira expressá-las aqui no blog, tem coisas que não podem ser postas em palavras.

To make it even more special and memorable, Tracy pediu para que descessemos para o café da manhã ainda usando pijamas. Isso mesmo: ela não queria que trocássemos de roupas e já aparecessemos arrumadinhos para a primeira refeição do dia, como de costume. Nossa reação foi “what? Do you really want us to go downstairs, cross the street and walk to the other building wearing pajamas?”, mas no outro dia de manhã, estava todo mundo lá, bonitinho e de pijamas!

Embora eu não tivesse certeza, podia apostar que todo mundo estava com o mesmo pensamento em mente: era o nosso último café da manhã com ovos mexidos, bacon, panquecas e syrup, marca do american way of life e uma das primeiras diferenças culturais claras que notamos.

E, mais uma vez, volta aquela história dos sentimentos agridoces: Daqui a algumas horas, estaríamos de volta ao Brasil. Poderiamos matar as saudades de nossas casas, famílias, de arroz e feijão e do calor tropical, mas também estaríamos deixando para trás outras 44 pessoas que fizeram parte dos 21 melhores dias de nossas vidas.

Recordação do lugar onde passei dias incríveis.

Última recordação do 4-H

Terminado o breakfast, colocamos nossas malas no ônibus e fomos até a Union Station, onde estive em meu segundo dia nos EUA,  para gastarmos os nossos últimos dólares (se é que nós ainda tínhamos).

Com Brunella, na Union Station

Com Brunella, na Union Station

DSC04196Seguimos para o Lincoln Memorial, um dos meus lugares favoritos em Washington D.C., para fazermos um último momento de reflexão e lermos os discursos baseados no I have a dream speech que tinhamos preparado logo nos primeiros dias de viagem. Nos dividimos em teams e, liderados pela Anna, começamos a recapitular o programa. Foi, sem sombra de dúvidas, um momento muito emocionante. Na minha vez de falar, agradeci por tudo que me havia sido proporcionado e chorei, claro, afinal, eu sempre choro com tudo. Como se não bastasse, ainda cantamos “peace like a river”; aí que eu chorei mesmo!

mtg blogDepois nos reunimos em uma área verde e, de frente para o Rio Potomac, fizemos uma grande roda. Nesse momento, cada um teve a oportunidade de exteriorizar tudo aquilo que estava sentindo. Foi lindo; muitas lágrimas rolaram. Depois, Quena distribuiu a cada um uma fitinha daquelas do Senhor do Bonfim para simbolizar a união do grupo. Poderia apostar novamente e dizer que pelo menos um dos três pedidos feitos antes de cada nó na fitinha era algo do tipo “poder estar ali de novo em breve”. Por fim, cada um recebeu seu certificado de participação no programa, marcando o “fim” do mesmo:

Fomos ao aeroporto e o momento da despedida foi mais doloroso que o previsto. Abraçamos todo o staff da World Learning e agradecemos por tudo. Se eu tivesse que resumir aquele dia em uma única palavra, seria gratidão. Mais ou menos às 21h, entramos no avião e logo notamos a ausência daquela alegria e empolgação que caracterizaram a última vez que pegamos um voo da United. Estavamos todos tristes, sim, como se parte de nós tivesse ficado lá na América do Norte.

Faríamos uma breve escala em São Paulo e quando eu digo “breve”, I really mean it! Como o destino final era o Rio de Janeiro, eu, Luiz Alberto e os juiz-foranos Paula e Igor seguimos por um caminho diferente dos demais. Fomos rapidamente conduzidos para a sala da espera pela conexão enquanto os outros seguiram para o hall do aeroporto para esperarem por seus respectivos flights back home. Foi péssimo não conseguir me despedir de todos como eu gostaria de ter feito, mas talvez tenha sido melhor assim.

Chegando ao Rio, escolhi a fila de “nada a declarar” na hora de passar pela Alfândega, mas morrendo de medo de que eles me parassem e acabassem encontrando o iPad, que certamente excede o valor de compras permitido. Sabe como é essa burocracia de aeroporto, né? Embora a Embaixada já tivesse nos precavido com uma carta onde explicava toda a procedência do iPad (dizendo que tinha sido um presente dado por eles e tal), os agentes poderiam criar problema pelo simples prazer de fazer isso. No fim, passamos nós 4 direto, cada um com seu iPad na mala de mão and feeling like a boss! Ao final da viagem, percebi que muito do que se ouve por aí a respeito de alfândega, segurança e migração nos aeroportos não passa de história criada para colocar terror psicológico em marinheiro de primeira viagem. Embora fique a dica, isso não quer dizer que você pode contar sempre com a sorte e exceder o valor permitido, ok?

Quando passei pela alfândega e virei a esquerda, logo vi meu pai, que abriu um sorrisão quando me viu. Meus irmãos e minha mãe não puderam ir ao aeroporto, o que fez com que eu contasse os minutos até chegar em casa. Os pais de Luiz Alberto também estavam lá, bem como o professor da Paula e do Igor, que os levaria de carro até Juiz de Fora. Nos despedimos uns dos outros e a saudade já começou a apertar ali mesmo.

Vim olhando a paisagem do Rio pela janela do taxi e agradecendo a Deus por estar de volta. A viagem foi maravilhosa, mas definitivamente não existe lugar como a nossa casa. Quando cheguei aqui e abracei minha mãe e irmãos, foi como se sentisse de volta todo aquele calor do qual tanto senti falta nos útimos 21 dias.

Comecei a desfazer as malas enquanto contava tudo que vivi. Era como se um filme passasse em minha mente.

forever in my mind

forever in my mind

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