Driving slow on Sunday morning

“and I never want to leave”

January 22nd, 2012

Asheville, North Carolina 

Para o meu último dia inteiro em Charlotte, minha família preparou algo muito especial: uma visita a Biltmore!

Disponibilizamos dois carros para o passeio: o de meus pais e o outro onde fomos eu, Valentina, Thalles, Jorge e ao volante Hank, meu avô.

A viagem de Charlotte até a cidade de Asheville duraria cerca de 2h30min, então resolvemos passar pelo Dunkin’ Donuts antes de meter o pé na estrada. Pedi uma porção de hash browns e um copo médio de chocolate quente, já que estava fazendo bastante frio no dia e seguimos.

gorgeous!

Muito mais que um magnífico castelo em um pitoresco cenário montanhoso, Biltmore é a maior casa dos Estados Unidos. Os 250 quartos foram construídos entre os anos de 1889 e 1895 pelo próprio proprietário da mansão, George Washington Vanderbilt II, que lá viveu com sua esposa e filha, Edith Stuyvesant Dresser e Cornelia Stuyvesant Vanderbilt, respectivamente.

Este jardim interno é uma das primeiras coisas que vemos ao entrar na casa.

Em 1956, como alternativa aos prejuízos causados pela Depressão, Cornelia decidiu fazer da casa um museu. Bela atitude! Já pensou se toda a grandiosidade de Biltmore ainda fosse restrita ao público? Chris (meu host father) não teria pedido Trang (minha host mother) em casamento no magnífico jardim em frente à mansão *-*

Hoje os visitantes podem ver a piscina coberta de 70.000 litros, pista de bowling, jardins internos, porão, vinhedo, dois andares de biblioteca, quartos privados, salas repletas de obras de arte, além do mobiliário original do século XIX. A magestiosidade de Biltmore é incontestável e indescritível; é preciso ver com os próprios olhos. A casa faz jus ao numero de visitantes que atrai todos os anos (cerca de um milhão de pessoas). Vale a pena fazer uma visita completa, assim como eu fiz.

The details were absolutely impressing!

Neste mesmo jardim, em 1925, ocorreu o grandioso aniversário de Cornelia.

Wonderful!

Mom loves this one.

Depois de uma passagem por todos os cômodos disponíveis (sim, existem cômodos misteriosos trancados a sete chaves pelos quais você passa e, ao ver o sinal de entrada não autorizada, se pergunta: o que de tão secreto pode haver aí dentro? Hmm…) fomos almoçar no restaurante da mansão. Próximo ao restaurante havia uma série de lojinhas de souvenir e um sistema de aquecimento tão potente que nos fazia sentir de volta ao Brasil:

Jorge and I

Depois voltamos para o interior da casa para dar uma olhada no porão (que também era bem quente) e finalizamos a visita com os jardins externos. Como estavamos no inverno, a vegetação era escassa. Mesmo assim, Chris me assegurou de que na primavera o jardim se tornava encantador:

Esse era o caminho que dava para o jardim.

Numa das trilhas de Biltmore

A neblina fez a gentileza de nos acompanhou durante todo o trajeto de volta para casa e por alguns segundos cogitamos a possibilidade de nevar. A verdade é que nós haviamos esperado ansiosamente por esse acontecimento durante toda a nossa estadia em Charlotte e eu cheguei a apostar que a neve só daria as caras em nosso último dia na cidade para que ficássemos com aquele gostinho de “não quero voltar para D.C. MESMO, de jeito nenhum”. A essa altura do campeonato, todos nós já estavamos completamente apaixonados pela Cidade Rainha e ficar ali para sempre não seria nenhum sacrifício.

O tempo frio somado a neblina, a musiquinha no carro e ao cansaço que o passeio nos causou foi a combinação perfeita para que tivéssemos o privilégio de assistir a cenas como essa protagonizadas por Valentina e Thalles (que mal esperava pela maravilhosa notícia que chegaria em alguns minutos):

Amigo é pra essas coisas: tirar foto quando voce está dormindo.

Paramos no meio do caminho e experimentamos mais um “melhor sorvete de nossas vidas”, o Dairy Queen.

Quando voltamos ao carro, aconteceu um episódio um tanto quanto constrangedor: em meio às moderníssimas músicas que provinham do rádio de meu avô (o que inclui Lady Gaga, Katy Perry, etc, coisas bastante incomuns no carro de um senhor de uma certa idade), começou a tocar um ritmo latino.

Até aí, beleza. Ritmo latino é com a gente mesmo e além do mais, é uma delícia, certo? Ótimo, o problema é que durante a música encadeou-se uma serie de gemidos constantes e gradativos. Parecia que o disco havia arranhado, já que a cantora não parava de gemer. “OMG, what the hell is going on?” – pensamos – e nada da mulher conter o orgasmo iminente.

Daí o riso começou a se formar em nossos rostos. Do riso, originou-se uma gargalhada difícil de ser contida. Já não estávamos mais aguentando segurá-la e, para aliviar um pouco a pressão que se intensificava dentro de nós; aquela terrível vontade de poder rir e não poder, escorregamos o corpo no banco traseiro do carro para fugir do campo de visão do retrovisor de meu avô. Te juro que foi um tanto quanto difícil conter as gargalhadas e acalmar os nossos ânimos após a sequencia de gemidos.

Chegamos em casa em boa sanidade mental e ao acessar a internet, Thalles decobriu que tinha passado para a UFMG e iria cursar medicina. Nossa! Todas as palavras que pude dizer naquele momento não foram suficientes para parabenizá-lo e expressar ao menos um milésimo da felicidade que estava sentindo por ele estar realizando o meu maior sonho. Me imaginei em seu lugar por alguns segundos e senti a minha alma se encher de forças para continuar lutando por isso.

Para comemorar, dançamos no Wii pelo resto da noite.

Nota do título: em menção a minha banda favorita, Maroon 5; em agradecimento ao meu amigo Victor que sugeriu o atual título em substituição a um anterior extremamente podre que eu tinha posto; em protesto ao fato de eu não poder ver a beleza sobrenatural de Adam Levine durante o show do Maroon 5 que acontecerá no dia 25/08 no meu lindo Rio de Janeiro em função dos compromissos com o futuro das questões biológicas em nosso país (lê-se: participação na FeSBE) :@ :@

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