Sparks

January 19th, 2012

Charlotte, North Carolina

Depois daquele bom papo matinal na Olympic, seguimos para a Crisis Assistence Ministry, uma organização cuja missão é oferecer assistência e apoio aos habitantes de baixa renda do Condado de Mecklenburg. Além disso, lá também são oferecidos planos de financiamento de imóveis simples, visando o bem estar e a estabilidade das famílias que lutam para garantir sustento básico.

grande iniciativa!

E não pára por aí! Há também o “Furniture Bank”, que é um recuso criado para ajudar as famílias mais necessitadas a montar casas fornecendo a mobília. Maravilhoso, não? Funciona da seguinte forma: varejistas, famílias, organizações comunitárias e empresas doam móveis novos ou pouco usados, os funcionários do local inspecionam as doações para que nada ruim seja proporcionado a alguém, depois é feita uma pesquisa na área sobre as famílias que mais precisam desses itens e eles são convidados a ir à Crisis e fazer suas compras como lhes convir, sem custo algum.

Alem da parte de móveis, há também a “Free Store”, que é destinada a roupas e funciona da mesma forma. E foi lá que trabalhamos voluntariamente naquela manhã. Ajudamos a separar as caixas de roupas doadas que haviam chegado.

Mas quem acha que nos surpreendemos com a quantidade de caixas que havia se engana. Surpresa mesmo foi o conteúdo delas: roupas de frio doadas pela marca Calvin Klein. Novíssimas, com etiqueta, na embalagem e uma mais bonita que a outra.

Tudo que tinhamos a fazer era tirar as etiquetas das peças (para que na hora do Free Shop as pessoas não se guiassem pelo valor das peças – tenho de dizer que vi umas de mais de $300 dólares) e colocar nos cabides conforme os tamanhos (S, M, L, XL). No início deu uma vontadezinha de trazer um pra casa, mas depois logo pensei nas várias pessoas que passam frio nas ruas de Charlotte. Elas sim precisavam das roupas!

Naquele dia a temperatura tinha baixado bastante. Se bem me recordo, estava marcando -3°C e começamos a sentir o efeito disso com delicados choques. Sim, CHOQUES! Quando encostávamos uns nos outros, sentíamos choques. Para quem não sabe, isso é bem comum nos meses de inverno em países muito frios (isso quer dizer que você nunca vai sentir coisa do tipo aqui no Brasil) por causa da eletricidade estática que adquirimos diariamente. No inverno, muita gente usa roupas de lã sintética, material que mantém a carga elétrica. Se a pessoa está descalça, essa corrente é liberada aos poucos e não chega a ser percebida. Porém, se a pessoa está com um calçado com solado de borracha, que serve como isolante, ela acumula maior carga. Nesse caso, um simples aperto de mão em outra que não tem a mesma carga estática podem fazer com que ambas sintam um leve choque, já que o excedente de carga em uma das pessoas se distribui, passando parcialmente para a outra.

PS: eu estava usando casaco de lã E botas com solado de borracha, como se não fosse bastante.

Nunca foi tão legal levar choques, te juro! Nos divertimos a beça com a situação e quando demos conta, já tinhamos acabado com todas as caixas! Recebemos os parabéns do funcionário da organização, que fez questão de exaltar o nosso feito e agradeceu imensamente.

It’s always better when we are together

Fomos almoçar no Pike’s Old Fashioned Soda Shop, onde foi gravado o filme “O Amor é Cego”.

Lá são servidos uns pratões gigaaaantes (e deliciosos)! Eu pedi um sanduíche simples, o que não sabia era que ele era dividido em 4 enormes partes e, como se não bastasse, ainda vinha acompanhado de batata frita. Doggy bag, por favooor!

Clara e Thalles imitando a cena do filme

Eu, Késia e Jorge trollados pela porção para 1 pessoa que na verdade dava para pelo menos 4 comerem.

Depois do almoço fomos levados ao Levine Children’s Hospital, um hospital pediátrico que cuida de crianças desde o nascimento até a fase adulta e oferece mais de 30 serviços especializados, o que faz com que seja reconhecido como o melhor da região.

Quem me conhece bem sabe que eu sempre quis ser médica e trabalhar com crianças, então, foi impossível segurar a emoção durante a visita. Assim que entrei naquele lugar, soube que era lá que eu queria trabalhar por pelo menos um dia de minha vida.

Pela fachada do prédio já podemos constatar que não se trata de um hospital comum. É impressionante como tudo lá foi projetado pensando no bem estar das crianças. O ambiente tem como objetivo capturar a atenção da criança, estimular sua imaginação, e – finalmente – promover uma pensamento positivo quanto a cura. A decoração é diferente, o cheiro é diferente… Nada ali lembra um hospital. Isso evita as reações comuns às crianças na hora de entrar num hospital: choro e a tristeza fruto da recordação da doença.

entrada do hospital

Além disso, os 234 quartos disponíveis para a internação de crianças que necessitam de maiores cuidados são amplos e possibilitam a estadia do responsável junto ao seu filho. Há também a constante visita de atrações infantis para fazer shows, divertir e entreter as crianças. Todas as crianças que vi pareciam estar felizes; lá dentro elas realmentes esqueciam que estavam doentes e isso fez aparecer em meu rosto um sorriso em meio a todas as lágrimas que caíam. A propósito, eu era a única pessoa chorosa por lá.

Se eu tivesse que fazer uma lista dos cinco melhores momentos da minha visita a Charlotte, este, com certeza, seria o número um.

Depois fomos a International House e recebemos um publico enorme para assistir nossa apresentação sobre o Brasil. Falamos de muitos aspectos da cultura brasileira, ensinamos samba e algumas palavras básicas em português e ainda fizemos uma apresentação de maculelê. No final, a Valentina falou um pouco sobre sua experiência no Brasil e depois abrimos para perguntas, que foram todas muito inteligentes e respeitosas.

ajustes finais (e minha irmã assustada com a bagunça que estávamos fazendo)

ensaiando…

yep

i just loved that plaque with my name and a brazilian flag!

ao final, na parte de perguntas e respostas

finally done!

Quando terminamos, muitas pessoas vieram falar com a gente em particular. Recebemos muitas felicitações do público e alguns até disseram que ficaram com vontade de visitar o país, o que fez com que nos sentíssemos orgulhosos da apresentação. Algumas dessas pessoas também agradeceram por proporcionarmos uma “expansão de horizontes”, já que muito pouco se sabe sobre o Brasil no exterior. Foi bem legal e tudo correu muito bem, até melhor do que imaginávamos! Todo o trabalho e preparação meses antes da viagem valeu a pena!

Seguimos para a casa da nossa líder, Anna, para uma Salsa Party. Delícia! Essa festa serviria também como uma festa de despedida antecipada (o que não é tão delícia assim). Jantamos, dançamos, contamos muitas piadas podres e recebemos nossos diplomas :’)

yummy

we were so happy and proud!

forever! no matter how far from each other we are now, we will always be the greatest Charlotte team ever!

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