Broadening

January 17th, 2012
Charlotte, North Carolina

Começamos o dia com um bate papo com Lara na Olympic. Nossa segunda e última semana em Charlotte havia acabado de começar e ela, atenciosa como sempre, queria saber como estavamos nos sentindo até então. O fato é que não queríamos nem pensar que estaríamos deixando a Queen City na próxima segunda e voltaríamos a Washington D.C. Estávamos amando o requinte de Charlotte e aquele gostinho de vida real que tinhamos lá. Ok, vida quase real.

Aproveitamos para “fazer uma horinha” antes do horário marcado para nossa primeira atividade do dia, que seria muito emocionante, por sinal. Tiramos algumas fotos em frente a Olympic…

Na frente de uma das unidades da Olympic, a School of International Studies and Global Economics.

I just love this pic.

E depois passamos no Amelie’s French Bakery para tomar um café da manhã no estilo francês…

O Igor nunca ficava parado na hora de tirar fotos, mas consegui clicá-lo em frente a essa imagem da Torre Eiffel que estampava uma das paredes da Amelie’s.

Hora do lancheee!

Pedi algo que não me lembro mais para comer, um copo de chocolate quente e nos sentamos para tomar café todos juntos. Lara aproveitou que nenhum host brother estava presente naquele dia e iniciou um papo mais aberto sobre as nossas homestays. Ela queria saber como estávamos nos sentindo em relação a vivência com a família, como estavam sendo o nosso dia-a-dia, como havia sido o primeiro final de semana e se tinhamos algum highlight a apontar ou algo que estava deixando a desejar. Quando chegou a minha vez de falar, exaltei o fato de estar experimentando não só a cultura americana, mas também a asiática, já que a minha host mother era vietnamita. Quando estávamos todos juntos em família, sempre comentávamos aspectos das culturas asiática, sul e norte americanas tentando estabelecer relações entre tais. Por mais que comparássemos (sim, comparações são inevitáveis), nunca tendíamos a supervalorizar uma e desvalorizar outra, tampouco julgar uma como “a melhor”. Isso era realmente muito legal e importante pra mim que estava vivendo um momento de descobertas.

Depois entramos na van do Omar (ah, a van do Omar…Ainda farei um post dedicado a ela) e seguimos para a galeria do Edwin Gil, um artista contemporâneo colombiano que atualmente mora em Charlotte. A partir de sua linda história de vida e superação, ele conduziu um diálogo sobre o que é esperança e união.

Nossa primeira atividade foi com Ana Lucia Divins, uma conterrânea de Edwin que o acompanhou em sua vinda para os Estados Unidos. Ana, que além de artista plástica também é cantora e compositora, nos propôs duas atividades musicais: na primeira, ainda sentados e de olhos fechados, começaríamos a ouvir uma musica. Quando começássemos a senti-la, deveríamos levantar e dançar sem inibições, já que ninguém estava olhando.

Não deveríamos abrir os olhos, mas a verdade é que todo mundo dá aquela espiadinha, né? Num desses meus momentos, percebi que ninguém ainda tinha se levantado então, me levantei e comecei a dançar. Talvez o que estivesse faltando era alguém para dar o primeiro passo.

E eu estava certíssima! Pouco a pouco todos começaram a soltar a franga.

No final da atividade, Ana nos perguntou como estávamos nos sentindo e eu fiz questão de dizer que me sentia melhor, mais desinibida, relaxada e não me sentia estúpida por estar dançando. Aliás, é melhor fazer isso quando não tem ninguém olhando. Parecia também que eu tinha me familiarizado com o local; a atividade tinha servido como um icebreaker. Anna ficou super feliz com minhas observações e nos conduziu a próxima atividade: deveríamos expressar nossos sentimentos através da música. Qualquer coisa valia: cantar, batucar, compor um mantra… Sei lá!

Fomos divididos em grupos, escolhemos alguns instrumentos e começamos a planejar o que iríamos fazer…

Resolvemos tocar e cantar uma musica que compomos sobre o Brasil. Depois tivemos que apresentá-la aos demais grupos.

Foi um sucesso! Na última atividade, agora com Edwin, deveríamos escolher três cores a partir de seu significado e pintar uma tela…

… com os dedos!

No final, Edwin nos levou de volta ao ImaginOn, onde está exposto um dos seus maiores trabalhos, “Flag of Hope”, uma enorme bandeira composta por handprints de muitos habitantes do estado da Carolina do Norte. Nos meses de março e abril de 2011, Gil viajou as cidades de Asheville, Charlotte, Durham, Greensboro, Greenville, Marion, Raleigh, Spruce Pine e Tabor City coletando mais de 10 mil impressões de palma, além de assinaturas. Estas representam a esperança dos que participaram na “confecção” da obra.

As cores refletem o azul do céu, o alaranjado do sol e o verde da terra

Depois fomos almoçar. Lara disse que nos levaria a um dos melhores restaurantes de Charlotte (grava bem isso). Beleza, fomos a um restaurante que ficava no térreo de um hotel ryqueza. Chegamos lá e para a nossa surpresa, TINHA ARROZ E FEIJÃO!

Ahhhh, meu Deus, que “bença”! Fazia uns dez dias que eu não sentia nem o cheiro desse prato dos deuses!

Era uma miragem

Miragem não, parecia mais um oásis no deserto.

Sei lá, só sei que demorou para que eu entendesse que tinha arroz e feijão ali na minha frente. E como se não tivesse bom, ainda tinha um franguinho pra completar! O que mais eu poderia querer?

Sem pensar duas vezes, não só eu, mas todo o Charlotte Team entrou na fila e fez aquele pratão de mendigo com fome de 4 (não, talvez 10) dias. Fomos para a mesa, sentamos, pegamos o garfo e… Nossa, quanto parnasianismo!

Enfm, quando colocamos a primeira porção de comida na boca, guess what: ERA DOCE.

DOCE! Arroz doce, feijão doce e frango doce!

Eu ainda tentei disfarçar, mas nossas caras condenam

continua…

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