A arte de pagar mico

No checkpoint do Ronald Reagan Washington National Airport, quando ia de Washington D.C para Charlotte, tive de passar pela primeira vez por uma máquina conhecida como “body scan“. Trata-se de uma máquina de raio-X de alta tecnologia que está presente em todos os aeroportos americanos. Como o nome bem diz, ela “scaneia” seu corpo inteiro para verificar se você não está levando nenhum objeto impróprio consigo.

Pois bem, chegou minha vez de entrar na máquina, que é idêntica a da figura ao lado.

 "Meu Deus, que diabo é isso? Será que dá pra ler meus pensamentos?" - pensei. 

Eu realmente estava sem saber o que fazer, já que esse procedimento não existe no Brasil. Não só por isso, mas também porque aquela era a primeira vez que me preparava para voar dentro do território americano. Antes de chegar ali, eu já tinha sido obrigada a tirar meu casaco e sapatos, então, o que ia acontecer quando eu entrasse naquela máquina? o.O

Ok, sabia que precisava parar de loucura e entrar no troço, afinal, o que poderia acontecer de tão ruim? Certamente eu não passaria por um portal que me levaria a outra dimensão, então, entrei.

DAQUI PRA FRENTE É SÓ BESTEIRA. PARE DE LER SE VOCÊ FOR UMA PESSOA SÉRIA DEMAIS.

Ok, se você resolveu continuar lendo, não diga depois que eu não avisei.

Entrei na máquina e o instrutor pediu para que posicionasse meus pés no lugar indicado e elevasse as mãos. Tinha sido dada a largada para o início da dança do tchan. Mão pra cima, mão pra baixo, mão aqui, mão ali… Assim eu fiz. Colaborei direitinho (ok, nem tão direitinho assim) para o bom funcionamento do mecanismo de checagem corporal, só que acho que deixei os braços eretos demais em um certo momento, de forma que a máquina não pode “scaneá-los” por completo. Daí o homem disse “low” e eu levantei as mãos. Ele disse “low” e eu levantei mais ainda.

Aí ele começou a fazer mímica na minha frente, dizendo “looooow, looooow” e abaixando as mãos. 

HAHAHAHAHAHA, não pude segurar o riso. Low = pra baixo, mas eu estava tão nervosa que só quando ele fez mímica eu percebi que estava levantando as mãos ao invés de abaixá-las. Pedi desculpas e ele disse que estava tudo bem. Mesmo assim, fiquei morrendo de vergonha (e de rir de mim mesma).

Quando ele autorizou a minha saída da máquina, eu fiz um carão de Kate Winslet em Titanic, segurei o riso e saí como se nada tivesse acontecido.

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