Embalos de domingo à noite

January 15th, 2012
Charlotte, North Carolina

[cont.]

Pois bem, tinhamos passado a tarde inteira visitando museus. Não preciso dizer muito: é completamente inteligível e justificável o fato de estarmos extremamente cansados.

Não sei se já comentei antes, mas Valentina, minha irmã, agradáaaaavel que só (e isso não é uma ironia!), vivia me alimentando a todo tempo. E isso não uma mania só dela. Longe de qualquer tipo de preconceito e estereotipação, tenho de dizer que os americanos estavam sempre preocupados com a nossa alimentação – minha mãe agradece.  Não é a toa que voltei para o Brasil com uns 5 kg a mais.

Se eu tivesse um pedômetro preso a minha cintura naquele dia, certamente ele serviria de prova à quem duvidasse do fato de eu ter dado mais de cinco mil passos naquele dia (being a hyperbolic person has always been one of my strongest suits). Então, seguindo a linha de pensamento de minha querida irmã, all I needed was food! Comida era a solução para qualquer problema, depois de vitamina C (no 4H, o ritmo era esse: tá cansado? Toma vitamina C! Tá com o nariz escorrendo? Toma vitamina C! Tá com saudade da sua mãe? Dá-lhe vitamina C!)

Então, fomos para a casa do meu avô procurar alguma coisa para traçar. Aeeee! Muitos ficariam extremamente entediados com essa ideia e logo associariam a casa do vovô àquele montaréu de coisa velha com cheiro de mofo. Eu não sabia como era a casa do meu avô, mas como ele era um senhorzinho super cool, meu pensamento logo se encadeou em oposição ao senso comum. E eu estava totalmente certa! Estacionamos e quando eu saí do carro, me deparei com isso…

E a vontade de morar ali pra sempre?

Gorgeous! Fiz questão de exteriorizar a minha pobreza dizendo ao meu avô que a casa dele era a mais bonita que eu já tinha visto até então (pois é, eu ainda não tinha ido a Biltmore).

so yummy!

Após me apresentar todos os cômodos da gigante casa, meu avô me perguntou se eu já tinha experimentado “o verdadeiro sundae”. Lá vem mais uma alternativa à minha suposta fome – pensei. Depois presumi que o sundae ao qual ele se referia tinha um “quê” que o diferenciava do sundae do McDonalds, que até aquele momento era o verdadeiro para mim. Como ele já deveria estar me achando uma tolinha depois do comentário fascinado que eu fiz sobre a casa, resolvi resumir minha resposta a um monossilábico “não”, que seguiu-se de um “então hoje você terá o prazer de provar”. Hmm, fiquei curiosa…. A couple of scoops of vanilla ice cream, chocolate syrup, some pieces of Oreo, bananas, whip cream, a little cherry on the top and it was done! Aí eu tive o privilégio de ser contemplada com a primeira bowl de sundae caseiro preparado pelo meu avô emprestado. E era MARAVILHOSO!

Depois que ele nos deixou em casa, Michelle e Clara se juntaram a nós para um sleepover que animou o finalzinho da noite:

Clara and I playing Wii

Decidimos fazer brigadeiros para as meninas e deu nisso:

kinda crazy

Ficaram ótimos, TÁ?!

Fizemos as unhas, comemos brigadeiros, queimamos as calorias ganhas dançando no Wii, conversamos por loooongos minutos, comemos mais brigadeiros (e ganhamos as calorias de novo) e depois fomos dormir.

O dia seguinte seria um dia especial para a América…

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