The best of Washington, D.C

January 8th, 2012

Washington DC

 

“Todos de pé às 7” – esse era o nosso lema.

E assim eu fiz. Levantei, abri a janela e… FRIO!

Vesti, então, boa parte das roupas que recebi na noite anterior: camisa de moletom, cachecol e touca, fora a calça jeans, segunda pele e meu all star que, se bobear, já sabe até andar sozinho pelas ruas do Brasil e dos Estados Unidos também (que chique, um all star internacional!)

Me direcionei ao W. K. Kellogg Hall, onde se localiza a cafeteria. Cheguei lá e para o breakfast tinhamos o seguinte:


muffin, sliced bacon, pancakes, scrambled eggs and tater tots!

Mal sabia eu que essa seria nossa primeira refeição em quase todos os dias. Mas quem disse que eu me importava? Pra falar a verdade, eu estava a-do-ran-do aquilo tudo!

Breakfast: ✔

Fomos para a sala de conferência, assistimos a um workshop e ao final, nos foi informado que passaríamos o resto do dia fora.

- Legal! Fazendo o que, Laís?

Pois é, eu também gostaria de saber dos meus destinos com antecedência. Na maioria das vezes, nós simplesmente entrávamos no ônibus e saíamos rumo a algum lugar novo. Por um lado era bom sentir a adrenalina do “se arruma e vam’bora”. Para falar a verdade, não importava muito saber para onde iríamos. Era sempre prazeroso sentir aquele gosto bom que o novo e o desconhecido têm.

Naquele dia não foi diferente: entramos no ônibus, o motorista se apresentou e não deu a partida até que todos estivessem devidamente sentados (isso é costume lá e, particularmente, eu julgo ser um ótimo hábito). Pisa no acelerador e eis que a voz de Tracy ecoa no ônibus trazendo uma pequena informação sobre nosso itinerário. Ela disse que daríamos uma volta de ônibus, passaríamos por alguns pontos turísticos de Washington DC e depois Bill (nosso motorista) dirigiria rumo a Union Station, onde receberíamos dinheiro para almoçar.

No caminho passamos por Chinatown. Nossa, como amei aquele lugar! Foi uma pena não poder parar para explorar cada milímetro.

Tirei essa foto,

e desejei poder voltar ali um dia. 

Seguimos…

E em poucos minutos chegamos à Union Staion, que como o nome bem diz, é uma estação de trens movimentadíssima. Por lá passam cerca de de 32 milhões de pessoas todo ano. Mas se engana quem pensa que a utilidade da Union Station é somente rodoviária. Lá existem também muitas opções para refeições, desde fast food até thai food, e lojas para todos os gostos. O interior da estação é lindo! Ao entrar, me deparei com uma Barnes and Noble gigaaaaante e como boa bookaholic que sou, pensei: “galera, aborta o almoço! Vamos ficar por aqui mesmo!”

Andei um pouquinho e achei meu almoço: Duas fatias enoooooormes (mesmo!) de pizza com um copão de Coca Cola pela bagagtela de $7.99. Pena que não lembro o nome do restaurante, pois o indicaria. Bem, o fato é que eu não pensei duas vezes: comprei. E dei lucro ao vendedor super simpático que nos atendeu levando mais uma grande quantidade de Jovens Embaixadores para almoçar lá, rs. Bem, após o almoço tivemos um tempinho para dar uma volta e explorar Union Station. Os americanos costumam levar muito a sério esse negócio de horário, portanto, nós, brasileiros, estávamos sempre atentos aos relógios para não chegarmos atrasados e passar má impressão, afinal, estávamos ali representando um país inteiro e certamente não queríamos que as pessoas pensassem que todos (sabe como é, né?! As pessoas sempre tendem às generalizações) os brasileiros têm horários digamos “bastante flexíveis”. Então, cinco minutos antes do horário combinado, estávamos todos no portão de entrada da estação, prontos para continuar nosso tour que prometia grandes surpresas e emoções.

Entramos no ônibus e, novamente, a voz de Tracy surgiu com exciting news: visitaríamos os pontos mais importantes da capital americana, começando pelo U.S Capitol Building, em português, o Capitólio dos Estados Unidos, prédio de arquitetura neoclássica que serve como centro legislativo do governo do país. Lá tiraríamos uma foto oficial do grupo e teríamos tempo para fotos individuais também. Até hoje não consigo descrever todos aqueles sorrisos, tampouco aquelas expressões de encantamento e incredibilidade que estampavam os nossos rostos antes mesmo de descer do ônibus. Só de olhar para aquele prédio através das janelas embaçadas pelo frio, sorríamos. Lá estávamos nós: 45 jovens de classe baixa, voluntários/changemakers e estudantes da rede pública em frente ao Capitólio Americano. Não como meros turistas, mas sim como Jovens Embaixadores. Quem diria?!

Depois de um gazilhão de fotos e vídeos, a equipe da World Learning finalmente conseguiu deter nossas câmeras nervosas e colocou-nos dentro do ônibus para dar tempo de ver tudo que havia sido planejado. Bem, quase todos foram para dentro do ônibus…

Enfim, entrei no ônibus. A próxima parada foi no National Mall, onde estão localizados muitos memoriais, além dos museus Smithsonian. O melhor é que teríamos tempo livre para visitar os memoriais que quiséssemos. Resolvemos andar todos juntos e começamos  pelo Lincoln Memorial, que é um memorial construído em homenagem a Abraham Lincoln, o 16º presidente americano. Senti uma emoção muito grande ao chegar lá pela importância histórica do local. Pra quem não sabe, foi no Lincoln Memorial que Martin Luther King Jr. fez um dos discursos mais famosos de todos os tempos: o “I Have a Dream” speech, reivindicando igualdade racial e o fim da discriminação. E eu estava ali, no mesmo lugar onde a 48 anos atrás, o maior líder do movimento dos direitos civis discursou frente a 200 mil pessoas:

Quando eu disse que os iPads foram muito úteis durante a viagem, I really meant it! Além de ser um meio de viabilizar a comunicação com nossos familiares sem ter de fazer fila e/ou rodízio para usar os computadores do 4H, os iPads também facilitaram os fluxos de informação. De que forma? Pois bem, eu explico: a equipe da World Learning disponibilizou arquivos com informações sobre todos os locais que poderíamos visitar. Nesses arquivos continham informações interessantes como curiosidades, pontos a observar, etc, tudo para que nós aproveitássemos da melhor maneira possível os passeios. Dessa forma, economizaríamos papel e teríamos as informações sempre a postos, transformando o passeio em aprendizado. Ótima ideia, não?

Após a visita ao Lincoln Memorial, segui com o Charlotte Team para o National World War II Memorial, um memorial dedicado àqueles americanos que serviram à pátria durante a Segunda Guerra Mundial. Lá existem 56 pilares: 48 representam os estados que compunham o país na época de tal guerra, e os outros 8 representam District of Columbia, Alaska, Hawaii, the U.S. Virgin Islands, Philippines, Puerto Rico, Guam e American Samoa. Nos meses de verão há um belo chafariz no meio de uma grande piscina conhecida como Rainbow Pool. Este memorial é, sem sombra de dúvidas, mais um dos lugares extremamente emocionantes sob a faceta governamental de Washington DC! Vale a pena visitar!

Com pontualidade brit… ops, BRASILEIRA, chegamos no local marcado para o reencontro. De lá seguimos para o Ruby Tuesday, um restaurante tipicamente americano. Neste momento tive oportunidade de conversar um pouco mais com Mayara e Nikolas (os jovens embaixadores veteranos que vieram nos ajudar nessa nossa nova jornada), alem da minha irmã e a Paula (MG), que figuram a foto abaixo ao meu lado:

Jantar aprovado, voltamos para o 4H:

A esse ponto já estávamos sentindo o frio apertar.Será que no próximo dia iria nevar? Ah, seria perfeito demais!

just thinking…

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