It’s not a dream! IT’S REAL!

January 7th, 2012
Washington DC
 
Desembarcamos no Washington Dulles International Airport muito cedo, mais ou menos às 6 da manhã (horário de Brasília).

1st stop: Security

– Do you have any food with you?
– No, Sir.
– What about water bottles or any other kind of liquid?
– Not at all.
– Ok! So, you can go ahead.

2nd stop: Immigration desk

– Hello, miss! How are you doing?
– Fine, and you?
– Not bad. It would be better if I were at home, but it’s ok.
[laughs. What a nice officer! There’s must be something wrong with him ‘cause he’s not supposed to be so nice]
– So, what’s the purpose of your trip?
– I’m a student participating in a exchange program sponsored by the U.S Diplomatic Mission to Brazil
– Oh, nice! And how long will you stay here?
–  For only a month (meme face)
– Ok. How much money do you have?
– About $700.
– Ok. Welcome to the U.S and have a nice stay!

Passamos por toda a política de entrada no país até que avistamos a tão esperada a placa que dizia “Welcome to the United States of America“. Tracy e Quena do staff da World Learning também estavam nos esperando no saguão de desembarque com plaquinhas de boas vindas onde lia-se “Welcome Brazilian Youth Ambassadors!“. Nem preciso dizer que a partir daquele momento elas se tornaram queridíssimas por nós. Reconheci Tracy de primeira, já que ela já tinha interagido conosco pelo Facebook e outras redes. Resolvi então conversar um pouquinho com Quena e fiquei muito feliz quando descobri que ela já tinha vindo ao Rio e adorou a cidade!

Ficamos um tempinho parados no saguão do Aeroporto já que a Clara foi parada para inspeção de malas. Enquanto isso, coloquei as minhas num cantinho e fui ao banheiro com algumas outras meninas (pois é, as mulheres nunca vão ao banheiro sozinhas!) e… ATENÇÃO  AO PRIMEIRO MICO DA VIAGEM:

Ai, gente! Que vergonha! Não vou contar não.

Tá bom, vou sim. Acontece que eu – não, usando a primeira pessoa do plural fica menos constrangedor. Ok, então NÓS fomos ao banheiro, entramos nas nossas cabines individuais e… como é que eu posso dizer? É, fizemos nossas necessidades (que mal tem em dizer isso, Laís? ¬¬). Daí, o próximo passo qual é? Jogar o papel higiênico no lixo e apertar a descarga.

Mas cadê a lixeira? Ah! Lá em Sampa a Ju falou que não rola lixeirinha nos banheiros. Então tá, eu tenho que jogar aqui no vaso mesmo e… eis que eu conheço o milagre da autoflush (=descarga automática).

Pois é, ou eu sou MUITO pobre, ou isso não é mesmo comum no Brasil, porque eu me assustei de verdade quando o troço disparou sozinho e tudo desceu. Primeiramente eu pensei “OMG, O QUE EU FIZ? É AGORA QUE ESSE TROÇO VAI EXPLODIR! MÃE, EU JURO QUE NÃO FIZ NADA, NÃO TOQUEI EM NADA, NÃO FOI MINHA CULPA DESSA VEZ!”. Depois eu cheguei a pensar que tinha caído numa Pegadinha do Malandro e talvez eu tenha até procurado as câmeras por um segundo. Como assim? A descarga funcionou sozinha!

MANO… SURREAL!

O mais engraçado foi quando saí da cabine e me deparei com todas as outras meninas com mesma cara de ponto de interrogação que eu estampava. Olhamos umas para as outras e perguntamos em uníssono: – Cara, ‘cê viu a descarga? HAHAHAHAH

Rimos até não poder mais. Pobre é isso aí!

Voltamos para o saguão ainda rindo, contamos nossa maravilhosa descoberta para todos aqueles que ainda não tinham ido ao banheiro e depois seguimos para o portão de saída do aeroporto. Quando aquelas portas se abrissem, estaríamos pisando pela primeira vez em solo americano. Eu lembro de ter mentalizado muita positividade desse momento e também de dizer para todos dessem o primeiro passo com o pé direito. Nunca fui supersticiosa, mas naquele momento tudo valia! Fizemos uma enoooorme fila indiana e quando passamos pela porta, eis que sentimos algo que vinhamos querendo sentir a muito tempo: FRIO! Muitas fotos e muitas fumacinhas saindo da boca depois, entramos no ônibus com destino a Maryland, onde seríamos apresentados á nossa primeira “residência” nos EUA: O 4-H National Youth Conference Center!

BRASIL!

Queríamos chegar lá e tal, mas só de pensar em já chegar tendo alguma atividade planejada, sentiamos enormes dores de cabeça. A indisposição falava cada vez mais alto, afinal, tinhamos viajado por quase 9 horas e estávamos imundos! Não queríamos muito: só um banho resolveria maior parte dos nossos problemas!

Minha primeira foto em frente ao 4H, que ainda estava com decoração natalina.

Apesar de tudo, o fato é que mal podíamos esperar para chegar ao 4-H. Até que a viagem foi rápida. Ao chegar, ficamos fascinados com a arquitetura do prédio, que é simplesmente fantástica! Foi só nesse momento que a ficha caiu. Eu estava ali, na frente do 4H National Youth Conference Center, símbolo da estadia dos YAs em Washington. Só aí percebi que não era um sonho: eu realmente fazia parte da Família!

Eu e minhas "rommies" em frente ao nosso quarto. Da esquerda para a direita: Mellis (TO), eu e Taís Felipe (PE)

Tracy e Quena nos levaram até a Conference Room, que viria a ser o nosso ponto de encontro todos os dias após o café da manhã. Lá conhecemos Anna, B. Hobbs, Phoebe e Daniel, que completavam o staff. Feitas as apresentações, eles nos deixaram ir aos nossos quartos (também estávamos ansiosos por este momento), tomar banho (amém!) e fazer tudo que precisássemos até que nossa hard routine finalmente comecasse.

Quando estava descendo as escadas para ir ao W. K. Kellogg Hall, onde fica o Clover Cafe, lugar onde faríamos nossas refeições dali pra frente, conheci minha host sister, Valentina. Nossa, que coincidência! Explico: esse ano, além das 10 vagas a mais, foram também disponibilizadas vagas para dois American Youth Ambassadors que moram nos EUA e vieram ao Brasil em intercâmbio e quatro Alumni Brazilian Youth Ambassadors (dois residentes no Brasil e mais dois que moram atualmente nos Estados Unidos) para acompanhar e orientar os novatos dessa edição. Valentina se enquadra na primeira categoria e estava chegando ao 4H naquele exato momento. Foi realmente muito inusitado o nosso encontro, e quando ela revelou ser minha host sister, nos abraçamos fortemente. Esse era o primeiro abraço de muitos outros que viriam pela frente. A verdade é que não nos desgrudamos mais! Hoje nós somos como irmãs de verdade; costumo dizer que ela é a irmã que eu não tive e Deus pôs na minha vida. Mas aí eu já estou antecipando a história… Após o abraço, convidei-a para almoçar conosco.

First lunch at the 4H National Youth Conference Center with my beloved Charlotte Team

Pois bem, após o almoço, eu, minhas roommates e Késia (from RN, later I would find out that she would be a friend for a lifetime) aproveitamos para tirar algumas fotos em frente ao 4H, já que ainda havia tempo até o horário marcado na Conference Room: 

Terminada a sessão de fotos, we headed over the Conference Room e descobrimos que faríamos algumas atividades do lado de fora do prédio. Era um dia típico dia de inverno na região South Atlantic: frio ameno, o clima perfeito para atividades ao ar livreEsses jogos foram denominados “Icebreakers” (quebra-gelo, literalmente traduzindo) e tinham como objetivo não só a interação coletiva, mas também reforçar as teses de cooperação tão trabalhadas pela equipe da World Learning. Começamos com um jogo conhecido como name juggling, que funcionou da seguinte forma: formamos uma grande roda e gradativamente dizíamos nossos nomes fazíamos um gesto que expressasse um hobby pessoal. Depois fomos divididos em nossos state teams e fizemos uma série de jogos de cooperação como human knot (em um círculo, damos as mãos de maneira aleatória, formando um “nó humano”, e depois temos de refazer o círculo sem quebrar os elos formados pelas mãos), handcuffs (em duplas, o objetivo era se livrar de “algemas”) e hula hoops pass (de mãos dadas formando um círculo, deveríamos passar um ou mais bambolês por todos os participantes no menor tempo possível), entre outros. A foto abaixo é do momento da primeira atividade, o name juggling:

YAY!

Terminadas as atividades, voltamos para dentro do prédio e… FINALMENTE RECEBEMOS NOSSOS IPADS! AEEEEEE, comemoramos MUITO! Quando todos estavam com seus iPads em mãos, recebemos a visita de um profissional da Apple que veio nos ensinar a mexer no aparelho de forma a aproveitá-lo ao máximo. Foi realmente muito útil!

Depois disso, fomos dormir. A equipe da World Learning, como sempre muito compreensiva, entendeu que estávamos extremamente cansados e jet lagged e nos liberou para os quartos relativamente cedo.

Disse boa noite à minhas roomies e fui dormir. Cada nascer do sol em Washington reservava muitas surpresas.

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