“Amanheceu, peguei a viola, botei na sacola

e fui viajar” ♫

04/01/2012 – Chegada e primeiro dia em São Paulo:

Acordei cedo nesse dia. Na verdade, acho que nem dormi. Estava cheia de expectativas sobre o que me aguardava dali a pouco. Levantei, tomei banho e me arrumei enquanto todos da casa faziam o mesmo. Havia combinado de me encontrar com Luiz (o outro representante do Rio de Janeiro) e também com o Igor e a Paula, ambos representando a cidade de Juiz de Fora, MG. Além dos Jovens Embaixadores, encontraria também Fabiano, aquele que divulgou a relação de selecionados no dia do anúncio, lembra?

com minha mãezinha coruja

Peguei um taxi em direção ao Aeroporto Santos Dumont (lembro que o motorista tentou enrolar indo por um caminho mais longo, rs) e em poucos minutos cheguei lá. Depois da centena de fotos que minha mãe coruja tirou na porta do aeroporto, entrei, fiz o check-in e despachei minha mala que já saiu do Rio com 18 kg (:O). A partir daquele momento soube que excederia o peso permitido em algum momento da viagem e… não era que estava certa?

Ok, estes são capítulos que ainda estão por vir. Não colocarei o carro na frente dos bois.

Ainda não havia encontrado ninguém até que descobri que meu vôo tinha sido adiantado. Ao invés de 9:40, sairia rumo a Sampa às 9:15. Aí bateu o medo de perder o vôo logo na primeira viagem de avião e eu resolvi ligar pro povo. Liguei pro Luiz e, para a minha felicidade, ele já estava no aeroporto. Nos encontramos e não demorou muito para que encontrássemos os outros. Conheci as famílias e logo nos despedimos de todos.

Beijos, abraços, mil abraços depois entrei na sala de embarque, passei pela segurança e toda aquela burocracia de suma importância e entrei no avião. Os minutos anteriores à decolagem foram um tanto quanto tensos já que eu nunca havia entrado num avião antes. Apertei os cintos e quando o bicho subiu, senti aquele frio na barriga que muitas pessoas já haviam me alertado sobre.

Chorei muito ao ver minha cidade maravilhosa lá de cima

Uma hora e alguns minutos depois, senti que o avião estava perdendo altura. Foi quando vi a paisagem mudar: avistei uma verdadeira selva de pedras. Pensei: “estamos chegando em São Paulo!” e logo a voz da comissária de bordo confirmou o meu pensamento. (Entenda-me: aqui no Rio natureza e urbanização se misturam harmoniosamente formando uma paisagem perfeita aos meus olhos. É possível ver prédios moderníssimos em volta da Lagoa Rodrigo de Freitas, por exemplo. São Paulo não tem muito de natureza (pelo menos na parte em que estive), mas isso não faz com que a cidade seja menos bonita. Muito pelo contrário, é simplesmente encantadora!)

AEEEE, CHEGUEI A MAIOR METRÓPOLE DO PAÍS!

Desembarquei e entrei em um ônibus que nos levaria até o salão de desembarque do Aeroporto de Congonhas. Antes de pegar as malas, encontrei com os Jovens Embaixadores Melis (Tocantins), Hermano e Ana Paloma (Maranhão) e paguei o primeiro de muitos micos pois não os reconheci de primeira. Passei direto, peguei minhas malas e só então aqueles rostos me foram familiares. Voltei e os cumprimentei devidamente (com um abraço esmagador). Saímos os 8 juntos da sala e… SURPRESA! Os Jovens Embaixadores que haviam chegado antes de nós e alguns veteranos como Gabi e Renato Dornelas nos receberam com festa, aplausos e abraços. Foi lindo! Naquele momento me senti oficialmente parte da Família Jovens Embaixadores.

Esperamos os outros chegarem e cada um que passava pelo portão era recebido com a mesma alegria. Quando todos já estavam em território paulista, colocamos nossas malas no bagageiro de um ônibus especialmente designado a nós e seguimos para o Consulado Americano. O que faríamos lá? Pois bem, o primeiro passo em SP era o mais importante para poder entrar nos Estados Unidos: o tão requisitado (e muitas vezes negado) visto!

Chegando lá, passamos por um procedimento rígido de segurança que incluia detectores de metais e raio-x. Bolsas, celulars, eletrônicos em geral… Não era permitida a entrada com nenhum desses itens. Câmeras então… NO WAY! (não terei como ilustrar essa parte do post, mimimi). Como estava levando meus documentos em um envelope, tive que submetê-lo ao procedimento do raio-x e só então minha entrada foi autorizada.

Antes de começar a maratona em busca do visto, fomos almoçar lá dentro do Consulado mesmo. Havia mesas reservadas para nós e eu mal podia imaginar que esse era só o começo das sessões exclusivas à nós. Enfim, a comida era mexicana e eu aproveitei para experimentar um pouquinho de tudo, já que disseram que boa parte da comida que os americanos consomem é mexicana.

Eu, Nathan (PI) e Palloma (MA). Uma das poucas fotos do momento de emissão dos vistos (somente a câmera oficial da embaixada foi autorizada)

Todo mundo de barriga cheia, é hora de encarar muitas filas: uma para pegar a senha, outra para conferência de documentos, uma para registro das digitais de todos os dedos, outra para pegar um formulário e uma última para a entrevista individual. O processo todo nos foi facilitado pelo fato de ser um caso excepcional. Isso reduziu em duas horas o nosso tempo de espera naquele ambiente abafado. A Ju (nossa mentora) me disse que são solicitados mais ou menos 3000 vistos por dia.

Vistos: ✔ 

Próximo passo: vídeo conferência com o staff em Washington DC (FAIL! Não sei o que aconteceu, mas infelizmente não foi possível a realização desta). Para não perder tempo no ócio, esse momento foi destinado à entrega de nossas camisetas com o logo do programa e mochilas da Nike (lembra que eu disse que a Nike virou parceira do programa em 2012? raaaaam!). Dentro dessas mochilas encontramos pastas contendo todas as informações e documentos úteis e alguns presentinhos como bottons, livros comemorativos da décima edição do programa, cadernos, canetas e um pen drive, todos personalizados com o simbolo dos Jovens Embaixadores. Lindo!

Depois disso, tivemos um bate papo muito legal e dinâmico com personalidades da embaixada/consulado. Estavam presentes: Susan Bell, Country Cultural Affairs Officer; T.J Dowling, Public Affairs Officer e Scott Whitmore, Cultural Affairs Officer. Eles pediram para que nos apresentássemos e após este momento, conversamos sobre fatos interessantes como as diferenças entre os dois paises em questão . Lembro que T.J nos ensinou a comer pizza no american way, isso quer dizer, sem garfos, sem facas, sem guardanapos e sem colocar qualquer condimento sobre as fatias. Nem preciso dizer que ele conseguiu quebrar toda a formalidade da reunião e arrancar várias gargalhadas do público (nós). Fala sério, você esperaria aprender a comer pizza com o Oficial de Relações Públicas do Consulado Geral dos Estados Unidos? haha!

Depois desse papo descontraidíssimo, tivemos tempo para perguntas (que foram respondidas de maneira clara e coerente, visando sanar todas as nossas dúvidas) e tiramos a foto abaixo:

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Terminada a tarde no Consulado Americano, seguimos para o Century Flat, nosso hotel em São Paulo. Dividi um quartinho simples, porém muito confortável com Brunella (ES) e Marina (SP). Até que elas não eram tão desorganizadas assim… (brincadeira, meninas!)

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Dinner!

No hotel, tivemos um tempo para tomar banho e descansar um pouquinho antes do jantar, que foi regado a muita música ao vivo cantada por nós mesmos. Terminamos a noite soltando a franga no karaokê, kk. Cantamos de tudo! Segue a prova do crime:

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Era só o primeiro dia da viagem que mudaria nossas vidas.

Só o primeiro dia e nós já éramos inseparáveis.

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