Host Family

Passarei os primeiros dias nos Estados Unidos hospedada no 4H. Tá, mas e depois?

Acho que ainda não havia comentado aqui sobre a existência de um período com host families (familias anfitriãs, em português). Se o fiz, foi brevemente, então falarei um pouco mais sobre isso agora, já que é um assunto interessante e que ao mesmo tempo faz surgir algumas dúvidas:

Pois bem, depois de alguns dias em Washington DC, os Jovens Embaixadores passarão cerca de duas semanas com uma família nativa em um daqueles 5 estados que citei em um post anterior (no meu caso, North Carolina). Estas famílias são totalmente voluntárias, o que significa que elas não pagam ou recebem nada para receber um estudante brasileiro. As candidatas passam por uma seleção rigorosíssima feita pela International House of Metrolina e dentre os muitos quesitos necessários para a aprovação, está a necessidade de que um membro seja de idade compatível com a da pessoa que eles receberão (na faixa de 16 a 18 anos).

Viver com uma outra família é uma experiência que requer muito de nós. Muitos Jovens Embaixadores estão saindo de casa pela primeira vez e logo para uma experiência internacional. O choque cultural é inevitável, porém, espera-se que respeitemos e saibamos lidar com as regras e limites impostos pela família. É nosso dever criar um ambiente confortável para sobrevivência. Também devemos lembrar de nossos valores, aqueles que aprendemos com a nossa família verdadeira aqui no Brasil. Lembrar do que nossas mães nos ensinaram lá atrás é inteiramente válido e, aliás, essa é a hora de por tudo em prática! Tentar manter organizado e limpo o quarto (sim, nós teremos um quarto!); organizar as roupas e outros pertences e dar uma mãozinha nas tarefas domésticas certamente ajudará a construir a boa reputação que você deseja e fixará aquela lembrança saudosa que você quer deixar, certo? Os Jovens Embaixadores veteranos que tiveram o privilégio de passar dias na Queen City disseram que TODAS as famílias são maravilhosas. Baseado nisso e em outros diversos fatores, tenho certeza de que a experiência será maravilhosa!

Quando um jovem participa de uma experiência internacional e se hospeda na casa de uma família, é comum que as agências de viagem cuidem da parte extremamente delicada que é a acomodação. O staff da World Learning (organização que cuida de tudo referente a estadia dos representantes do Brasil enquanto estes estiverem em território americano) nos enviou diversos formulários para que pudessem pré-definir um perfil nosso e assim alocar-nos da melhor maneira possível. Nestes formulários, eu elucidei o fato de não poder estar em contato direto com pêlo de animal por ter rinite. Desta forma, acredito que eles designarão a mim uma casa onde não haja bichos. Caso contrário, não me importarei; sempre tenho vick vaporub por perto, rs. Confio neles e sei que cumprirão com sua parte do trabalho com a mesma eficácia de sempre🙂

Ficar com uma família estrangeira faz com que você tenha uma imersão completa em tal cultura, de modo a aprender hábitos e costumes e poder compará-los com a sua proveniência. “O que é igual? / O que é diferente? / O que eu admiro neles? / Que aspectos eu quero levar comigo para o Brasil? / Eles me passaram alguma lição de vida? / Me fizeram enxergar o mundo por outro ângulo?” – Estas são questões que você pode se fazer ao longo e após a experiência com pessoas novas. As respostas podem ser surpreendentes!

Então tá, passada essa parte explicativa, vamos para as expectativas: É normal que daqui do Brasil, já comecemos a pesquisar sobre as famílias e seus costumes. Eu soube por intermédio da equipe da Embaixada Americana que é educado da parte daquele que chega à casa levar consigo alguns presentes. Nada muito caro ou tecnológico; os americanos dão valor às coisas simples (adimiro muito isso), como por exemplo uma coisa que remeta à terra natal da pessoa que estão abrigando. Não é só educado como é também uma forma de se fazer lembrado e despertar o interesse Yankee por esse lugar esplêndido que é o Brasil. Dizem que eles costumam ficar fascinados com tudo que vem daqui.

Então, no último dia do ano, saí em busca de algo para levar para a minha host family que até agora não sei quem são. Pensei em levar camisetas e chinelos havaianas (a cara do Brasil, né?), mas como não sei para quem estaria comprando, corria o risco de pagar mico ao chegar lá caso os tamanhos escolhidos não fossem os certos. Do jeito que eu sou, era bem provável que isso se efetivasse, então preferi não arriscar.

Optei por itens que servissem a qualquer um. Desta forma, levo colares para minha host mother e host sister, bonés do Rio e do Brasil para meu host father, chaveiros temáticos e livros para a família e uma estrutura do Cristo Redentor. Sou minimalista e patriota demais, então tudo é small e remete ao meu país/cidade. Ah, embalei todos os presentes em saquinhos com a estampa do Calçadão de Copacabana, rs. Espero do fundo do meu coração que eles gostem, pois comprei tudo com muito carinho🙂

Segue foto do que comprei:

Estou ansiosíssima!

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