5 de Dezembro – Dia Internacional do Voluntário

Hoje acordei cedinho e liguei o computador antes de ir para a escola. Abri a página do Facebook e vi o seguinte post do Wanderson, Jovem Embaixador de Roraima:

“Happy volunteer Day 05-12-2011! Today is a special day for all of us, how work to see the sile in the kids face and fighting for a better society!

Em português: Feliz Dia do Voluntário! Hoje é um dia especial para todos nós, que trabalhamos para ver o sorriso (typo *smile) no rosto das crianças e lutamos por uma sociedade melhor.

Fiquei emocionada ao ler. Não sabia que existia um dia dedicado a nós, voluntários. Me senti extremamente honrada e um sentimento de gratidão tomou conta de todo o meu corpo. É claro que pessoas que dedicam seu tempo e, mais que isso, suas vidas à cuidar de outras pessoas, merecem um dia em sua homenagem.

Mas afinal, o que é ser um voluntário?

Conforme a definição das Nações Unidas, “o voluntário é o jovem ou o adulto que, devido a seu interesse pessoal e ao seu espírito cívico, dedica parte do seu tempo, sem remuneração alguma, a diversas formas de atividades, organizadas ou não, de bem estar social, ou outros campos…“. É fundamental que cada voluntário saiba que, como ele, há milhões de pessoas no mundo dando a sua própria contribuição para o alcance das metas traçadas pelas Nações Unidas.

Desde 1985 , a Organizações das Nações Unidas instituiu o dia 5 de dezembro como Dia Internacional do Voluntário. O objetivo da ONU é fazer com que, ao redor do mundo, sejam promovidas ações de voluntariado em todas as esferas da sociedade.

No Brasil, já existem diversas iniciativas em favor do desenvolvimento de práticas de voluntariado e é com muito orgulho que falo que o nosso país é um dos mais ativos no assunto em questão.

Em recente estudo realizado na Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança, definiu-se o voluntário como ator social e agente de transformação, que presta serviços não remunerados em benefício da comunidade; doando seu tempo e conhecimentos. Voluntário é aquele que realiza um trabalho gerado pela energia de seu impulso solidário, atendendo tanto às necessidades do próximo ou aos imperativos de uma causa, como às suas próprias motivações pessoais, sejam estas de caráter religioso, cultural, filosófico, político, emocional.
Altruísmo (o contrário de egoísmo) e solidariedade são valores morais socialmente constituídos vistos como virtude do indivíduo. Voltando ao ponto de vista religioso, acredita-se que a prática do bem salva a alma. Já numa perspectiva social e política, pressupõe-se que a prática de tais valores zelará pela manutenção da ordem social e pelo progresso do homem. A caridade (forte herança cultural e religiosa), reforçada pelo ideal, as crenças, os sistemas de valores, e o compromisso com determinadas causas são componentes vitais do engajamento.

O mais importante é que ao final dos nossos árduos, porém gratificantes dias de prestação de serviço voluntário, notamos o quando crescemos, o quanto nossas mentes se abrem a cada contato com a cultura alheia; os pensamentos, as ideias e concepções do outo.

O meu voluntariado consiste em pequenas aulas de reforço escolar, as quais denominamos monitoria. Estas “aulas” (muito entre aspas, pois creio que ainda tenha que aprender muito para me tornar uma professora e, então, poder enfim dar AULAS de verdade) funcionam como um auxílio ao aluno que não conseguiu compreender claramente a matéria lecionada pelo professor em sala de aula, àquele que faltou e precisa pegar a matéria, àquele que… enfim, a monitoria é aberta à todos.

Meu trabalho é focado na disciplina de Francês e após todo esse tempo, aprendi que nós, jovens, temos muito mais facilidade de desenvolver algo que antes apresentávamos dificuldades quando tem-se um amigo ao nosso lado à disposição para nos ajudar e, junto conosco, encontrar um caminho para chegar ao entendimento completo. Dentre muitas outras coisas, aprendi também a conciliar diferentes ritmos de aprendizado, coisa que acredito que fará diferença em minha vida pessoal na hora de um trabalho em conjunto, por exemplo.

É muito gratificante ouvir um “merci, Lala”, no final de cada sessão de monitoria e eu juro que quero continuar a fazer isso pra sempre. Me sinto feliz quando alguém chega e diz “La, consegui recuperar minha nota!”. Ah, é tão bom saber que minha missão está sendo cumprida com êxito. (Sim, missão! Acho que vim ao mundo com esta incumbência, pois quando o assunto é ajudar, eu simplesmente não consigo negligenciar)

Segue uma foto tirada em uma das muitas aulas com as meninas da minha turma:

Por fim, quero dizer que sinto muito orgulho em poder dizer que sou uma das 140 milhões de pessoas no mundo inteiro que fazem a diferença.

BE A VOLUNTEER,

CHANGE THE WORLD!

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