“Agora é só voar”

A ficha ainda estava longe de cair, mas quando começaram a chegar os e-mails da Embaixada, percebi que precisava começar a agir. E precisava agir rápido!

O primeiro passo para uma viagem é tirar o passaporte. Aqui no RJ, este processo tende a ser um pouco demorado, ainda mais quando se aproximam os meses de festas e férias, que é quando todo mundo resolve viajar. A verdade é que maioria das pessoas preferem deixar tudo pra última hora, não é mesmo?

Tô chegando!

Então, assim que consegui juntar a bagatela (leia com tom irônico) do valor da taxa de emissão, saí em busca de uma boa alma que estivesse disposta a me dar uma carona. Um amigo do meu pai se ofereceu e finalmente lá fui eu ao posto da polícia federal no Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim para solicitar o dito cujo.

Na encolha! (Tem sempre um cabeçudinho, né?)

Chegando lá, fiquei impressionada com o tamanho do aeroporto. Pois é, eu nunca tinha ido lá antes e foi inevitável não achar tudo incrível, tudo lindo. Me sentia uma criança. Não fazia ideia do quão grande era um avião e confesso que foi realmente emocionante ver um de tão perto. Poderia ficar ali olhando os aviões por mais uma hora, mas apesar de estar extremamente encantada , resolvi segui o conselho de minha mãe e fui logo para a sala de espera, já que não podia perder muito tempo. Sala de espera… o nome já é bem sugestivo, não? Enquanto esperava e o tédio a a minha amiga Ansi (já é tão íntima que de “ansiedade”, passou só a “ansi”) dominavam, tirei a foto que está aqui em cima, a direita.

Lá tive que conversar diretamente com um policial federal (fiquei meio hipnotizada por seu distintivo) já que eu não tinha agendado a data para solicitação do passaporte. O fato é que eu precisava tê-lo em mãos até o dia 20/11 e só havia agendamento para o requerimento no dia 06/12. Após explicar toda a história do programa, como me tornei uma Jovem Embaixadora e por qual motivo eu precisava de um passaporte o mais rápido possível, resolvi tirar a minha carta da manga: a carta que pedia antecipação do processo escrita pela Embaixada Americana e endereçada à Polícia. Ponto, game over! Ô, carta milagrosa! Logo me foi providenciado um encaixe e o resto foi tudo tranquilo. Uma coisa interessante é que após sermos encaixadas (eufemismo para “após termos furado a fila”) eu e minha mãe fomos pra outra parte do posto onde acontecia uma verdadeira dança das cadeiras entre as pessoas que estavam na fila para serem recolhidas as digitais, tirar foto etc. Em condições normais, eu reclamaria de ficar me levantando, trocando de cadeira e sentando de um em um minuto, mas eu estava tirando o meu passaporte, o que fazia qualquer coisa se tornar legal, por mais chatas que elas possam parecer, rs. A data para retirada do passaporte foi marcada para o dia 21. Depois disso, voltei pra casa.

Eu tava toda boba, tava mesmo:

Dia 21 voltei lá. Na hora em que cheguei, havia 61 pessoas na minha frente. Sentei, esperei e de repente eis que avisto uma placa onde estava escrito “terraço panorâmico”

O que? – pensei. A curiosidade foi maior (como sempre), segui a placa e adivinha o que encontrei: AVIÕES! haha, não resisti:

Uma pequena parte da fila

Vamos lá, SÓ faltam 27!

Quando apareceu o número 759, eu já estava na porta da salinha para entrar, rs. Entrei, peguei o meu passaporte nas mãos pela primeira vez, conferi os dados, assinei e o homem me disse: “AGORA É SÓ VOAR!

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