The climb

O exame oral foi marcado para dez dias após o escrito. Quando recebi a reposta de aprovação na prova escrita, fiquei radiante, pois sentia que estava caminhando rumo ao meu sonho.

Tirei a terceira maior nota, com 1.4 pontos de diferença do primeiro colocado e apenas 0.5 do segundo. Uma ótima colocação para quem sequer imaginava que ia passar da primeira etapa – pensei.

Acordei ardendo em febre e com uma crise de rinite e sinusite ao mesmo tempo. Estava realmente mal, mas a vontade de ser uma Jovem Embaixadora era muito maior do que qualquer eventual doença. Me arrumei e fui!

Cheguei ao local de prova muito cedo, às 12:35 min (pois é, eu ainda me lembro!) , sendo que a prova teria início às 14h. Maldita ansiedade! Fato que nenhum outro candidato tinha chegado – e não chegaria tão cedo, o que significava que eu ainda ia tomar um bom chá de cadeira.

Aos poucos, o tempo foi passando e as pessoas foram chegando. Só agora nos sentíamos mais a vontade para conversar mais abertamente, apesar de a ansiedade e o nervosismo ainda insistirem em pairar no ar. Era inevitável!

Eis que chega a hora. Estava nervosa, porém, confiante.

Fui a terceira a ser entrevistada, já que foi decidido proceder pela ordem das notas da etapa anterior. Lembro-me de algo inusitado que aconteceu durante a etapa individual e acho digno compartilhar com vocês para trazer um pouco de humor a este blog: um pombo entrou pela única fresta de janela aberta na sala exatamente no momento em que eu dizia estar meio nervosa. O fato é que eu morro de medo de pombos, aí o resto vocês já podem imaginar… Se eu já estava nervosa, fiquei mais ainda!  O mais engraçado é que o aplicador, ao perceber que o bicho tinha entrado na sala, disse “don’t be nervous! See, the pigeon came to hear your oral exam!”

OMG, YOU SAID “PIGEON”?! Você não tá entendendo, meu caro leitor… TUDO podia ter entrado na sala, até uma ornitorrinco, MAS UM POMBO NÃO! (Quem diria que a garota que estagia num laboratório experimental tentando desenvolver fito-medicamentos e utilizando camundongos de laboratório como cobaia teria medo de um simples pombinho? (ok, agora você deve estar pensando “ :O Noooossa, que monstra você é! Por que você mata os bichinhos?” Eu te respondo: É em nome da ciência, meu bem. Se você é contra o teste com animais, apresente-se as soon as possible e testaremos em você com o maior prazer. Além do mais, seguimos um código de ética e nenhum bicho sofre ou é maltratado durante os experimentos. Juro que um dia escrevo um post só para esse assunto, pois, por ser tão polêmico, merece!)

Mas, voltando ao assunto, o pombo estacionou ao meu lado permaneceu lá durante todo o exame. I swear I’ve tried my best to go through my oddest fear. Lembrei-me do meu ideal e esqueci que o pombo estava lá. Nem olhei mais pra ele e continuei respondendo as perguntas que me eram postas da melhor maneira possível. Foi uma verdadeira exteriorização psíquica aquela prova oral… Falei tudo que tinha em mente, tudo que estava no meu coração e o que estava na ponta da língua pronto para sair, simplesmente saiu. Acho que segurança, vontade e convicção sobre o que falava foram fatores que determinaram o meu sucesso e destaque no teste.

No mesmo dia, alguns minutos depois, recebemos o resultado: éramos 16 na prova escrita (na minha IP, no estado inteiro era muito mais), fomos reduzidos a um grupo de 6 e agora seríamos só 2 finalistas. Eu pensava “Meu Deus, só 2? Como pode? Todos são tão competentes…”

O anúncio dos dois finalistas começou com o aplicador convocando todos à sala. Daí iniciou-se um discurso onde era ressaltado a importância de conhecer um segundo idioma e ser fluente nele. Ele também fez questão de lembrar que já éramos vencedores só de termos chegado tão longe. Terminadas as considerações, anunciou o nome dos dois semifinalistas e…  Eu era um deles!

Fiquei muito emocionada e lágrimas de alegria correram pelo meu rosto. Neste momento, meu sonho já era quase tangível de tão perto que estava.

Abaixo, uma foto do momento posterior ao anúncio dos semifinalistas (depois de muitos “parabéns, Lala, você merece” e mil beijinhos pra lá, mil abraços pra cá):

Da esquerda para a direita: Márcio, eu, Richard, Fellipe (o examinador), Graça (SEEDUC), Thiago, Isabela e Valmir (o outro semi-finalista)

Confesso que ainda não sei como cheguei em casa. Parecia que andava sobre as nuvens. Sentia a esperança e quase podia ouvi-la falar dentro de mim: go on, girl!

Naquela noite, agradeci a Deus por tudo e me dei conta do quanto era abençoada por Ele. Notei o quão maravilhosa era sua providência em minha vida e me senti amada, amada por um amor inigualável, o amor de Deus.

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