20 coisas para NÃO FAZER em Paris

em. hipótese. alguma.

1. Ficar parado do lado esquerdo de uma escada rolante

24 choses qu'il ne faut surtout pas faire � Paris
BBC / Via whenyouliveinlondon.tumblr.com
Guarde: a esquerda é para estar SEMPRE livre. Por ali, passam as pessoas que estão com pressa. Se você quer apreciar os arredores enquanto tranquilamente sobe uma escada rolante, mantenha- se a DIREITA!

2. Iniciar uma conversa no metrô

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Paramount Pictures / Via giphy.com

Filho, você não está mais no Brasil. Aqui as pessoas não gostam de conversar em lugar algum, vá lá dentro do metrô!

3. Ficar sentado quando o metrô está cheio

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HBO / Via i.minus.com

Seguinte: existem alguns banquinhos especiais que normalmente ficam dobrados e você os abre na hora de sentar. O problema é que esse banquinho aberto ocupa o lugar de umas duas ou três pessoas, portanto, NÃO DESDOBRE E SENTE SE O METRÔ ESTIVER CHEIO! Você não vai querer que um francês gentilmente peide na sua cara para que você então levante.

4. Não deixar as pessoas sairem do metrô

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Universal Pictures

É serio: todo mundo te detesta não só em Paris, mas em qualquer lugar do mundo. Deixe que as pessoas saiam para que DEPOIS você possa entrar. Sério, por favor!

5. Olhar fixamente para as pessoas

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Warner Bros / Via iwdrm.tumblr.com

Aqui você só tem o direito de encarar o seu celular ou o sol. SÓ.

6. Sorrir

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O sorriso é reservado aos idiotas e aos turistas.

7. Pedir informação

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MGM / Via replygif.net

“Sim, eu sei como faz para chegar ao Louvre, só não tenho tempo e/ou vontade de te explicar”

8. Andar devagar

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Twentieth Century Fox / Via p.gr-assets.com
Não.

9. Parar no meio da calçada

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Warner Home Video / Via giphy.com

Não pare NUNCA de andar, ok?

10. Insultar o PSG

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Lions Gate / Via tumblr.com
Você não está maluco! PSG aqui é tipo o Flamengo!

11. Deixar gorjeta aos garçons

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Ao contrário dos americanos 1) eles têm um salário legal e 2) eles raramente são gentis. Por que você faria isso, então?

12. Ser desagradável com os garçons

HBO / truebloodgifs.tumblr.com
Lembre-se de que eu disse que eles raramente são gentis.

E é provável que eles te façam pagar por isso.

13. Tirar foto de pessoas na rua

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MGM / New Line Cinema / Via i.imgur.com

“Você consegiu focar os meus dedos? Legal.”

14. Pedir para que alguém tire uma foto sua

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BBC / Via static.comicvine.com
Errr…

15. Ficar plantado nas esteiras das estações de Les Halles ou Montparnasse

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Metrô, metrô, metrô…

16. Esperar que o homenzinho fique verde para que você possa atravessar

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Universal Pictures / Via chartsinfrance.net

17. Tomar banho no Sena

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Pobre doido…

18. Alimentar os pombos

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VOCÊ TÁ QUERENDO CRIAR UM EXÉRCITO, É ISSO?

19. Vestir uma camisa « I❤ Paris »

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Tenha um pingo de dignidade.

20. Insultar Paris

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Tá louco? Não se fala mal da cidade de ninguém! (e eu duvido muito que você encontre algum defeito em Paris)

Journée Familiale à la Mer

15 de Julho de 2012
Merlimont, França

“O ônibus sairia daqui às 6:45. Nem um minuto a mais, nem um minuto a menos. Tinhamos um compromisso com as crianças da associação Les Enfants de la Goutte d’Or (EGDO).

Seria um dia de voluntariado: acmpanharíamos cerca de 12 famílias até a cidade de Merlimont, norte da França, para um dia de lazer na praia. Para muitos deles, seria a primeira vez que veriam o mar. Nós, intercambistas, apesar da enorme responsabilidade que assumiríamos, estávamos nos sentindo honrados pela oprtunidade, além de ansiosos para conhecer todos os pais e crianças.

Essa é Merlimont. Não te faz querer ficar pra sempre?

A última coisa que queríamos era chegar atrasados e, por isso, abdicamos do maravilhoso café da manhã do hotel. Andrew pegou alguns croissants e pôs numa sacola para que comessemos no ônibus. Na verdade, a ideia de comer a caminho da EGDO ficou só no plano das ideias mesmo, pois assim que tentei colocar o primeiro pé na escada do ônibus com o meu delicioso croissant em mãos, o motorista, no auge de sua gentileza francesa, gritou “pardon, mademoiselle, tu ne peux pas manger pas dans le bus“.

Ok. Recuei, terminei de comer e entrei.

Parte do grupo de voluntários

Parte do grupo de voluntários

Enquanto durante o programa Jovens Embaixadores todo mundo queria viajar de ônibus com alguém do lado, aqui todo mundo quer mais é sentar sozinho, largadão, despojado. Já saquei isso há alguns dias e hoje, então, escolhi um lugar para mim sozinha. Eu e minha mochila, que amor 

Paramos próximo à Bibliothèque de la Goutte d’Or para esperar o grupo de crianças e pais que guiaríamos. A chegada lá foi acompanhada de um novo choque cultural. Você pode entender o motivo clicando aqui.

Havia 47 pessoas, o que compreendia cerca de 12 famílias. Quando percebi que havia muita gente entrando no onibus, achei conveniente sugerir ao grupo que largassem o individualismo e sentassem juntos para que os pais pudessem sentar com seus filhos. Graças a Deus minha ideia foi acatada. Sentei com Kelsey.

O mar na verdade é o Canal Inglês, que separa o Reino Unido da França

O mar na verdade é o Canal Inglês, que separa o Reino Unido da França

Fizemos uma longa viagem até Merlimont (3h). Lidi, a guia, fez excessivo uso do microfone nos apontando todas as vacas, cavalos e pôneis que haviam nos pastos ao lado das estradas pelas quais passamos. Falar sobre a vegetação é ok, mas vacas são animais um tanto quanto grandes, então era improvável que alguém as deixasse de ver. Realmente nao precisava ficar “voilá les vaches!“, Lidi!

Choveu muito durante a ida, o que nos fez ficar um tanto quanto desanimados. Fizemos uma parada num lugar muito legalzinho a beira da estrada para comer. Comprei um sanduíche de bacon e uma Coca de 600ml. Tudo junto custava 6,80€. Dei 7€ para a vendedora: uma nota de 5, uma moeda de 1 e duas de 0,50 e recebi 8€ de troco. Resumindo: quem me pagou foi a mulher, porque eu sai de lá com mais dinheiro do que cheguei. 

A chuva estava forte e eu, que me vesti para ir a uma praia carioca, estava morrendo de frio, aquele frio que faz tremer os joelhos. Fod*!

De casaco na praia

De casaco na praia

Fiquei muito feliz quando avistei o mar ainda de dentro do onibus. A praia é realmente o meu lugar. 

Quis logo correr pro mar, mas, assim que chegamos, a chuva caiu com força. Primeiro me abriguei embaixo de um cobrtor que Irvine havia levado junto com Yuri e Keanu. Vendo a cena, um grupo de moças árabes nos chamou para baixo de seus guarda-sóis. Achei isso um gesto muito bonito e as agradeci imensamente. Além disso, uma delas ainda me deu uma toalha para que nao sentisse muito frio. 

santíssimo cobertor do Irvine!

santíssimo cobertor do Irvine!

Quando a chuva passou, fui até o mar e apenas molhei os pés, porque, né… Tava um frio do cão!

Almoçamos todos os bicoitos e chips que haviamos comprado no dia anterior. Logo depois do almoço, um homem apareceu com sacos plasticos para que fizessemos “roupas” para nos protegermos do frio. “Bizarro!“, pensei, “será que eu tô entendendo certo e ele quer mesmo que nos vistamos com sacos de lixo ou o frio já tá tão forte que tá congelando os meus neurônios e eu já tô tendo alucinações?“. Não pensei muito: achei fofo demais esse gesto e acabei fazendo não só uma camisa, como também uma calça plástica. Quando os outros componentes do grupo viram as minhas “roupas novas”, logo quiseram se vestir de saco de lixo também e aí eu me senti uma estilista de mão cheia, quase uma Coco Chanel confeccionando roupas modernas para todos.

Kelsey com o lindo vestido de saco de lixo que eu assinei exclusivamente para ela

Kelsey com o lindo vestido de saco de lixo que eu assinei exclusivamente para ela

As árabes ainda me convidaram para almoçar. O prato era um arroz com milho e alguns caroços de feijao que estava muito bom. Ainda nos deram frango, peixe e carne, além de coca cola. EITA, FAROFA BOA!

Algum tempo depois, convidei as crianças para construir um castelo de areia, já que o nosso dever ali era mantê-las entretidas. 

Castelos

Castelos

Construimos um castelo muito grande e depois levei algumas das crianças ao mar com Luisa.

À LA MEEEEEEER!

À LA MEEEEEEER!

Foi gratificante ver a felicidade delas. Na volta, Marianne e sua irma ainda fizeram coraçoes na areia e escreveram meu nome dentro. Soooo cute! 

 

[FOTO DESNECESSÁRIA] Todo mundo morto na voltaà Paris

[FOTO DESNECESSÁRIA] Todo mundo morto na volta à Paris

Esqueça tudo que você sabe sobre Paris

Vim mostrar o outro lado da moeda pra vocês; um bairro que foge completamente de toda e qualquer concepção que você tenha da Cidade-Luz.

Situado no XVIII arrondissement, La Goutte d’Or não se assemelha em nada com a Rue de Rivoli, com o bairro do Marais e muito menos com Montmartre, apesar da proximidade.

Trata-se de um bairro que surgiu no século XIX como resultado do êxodo de trabalhadores magrebinos e subsaarianos para a construção das estações do Norte e Leste de Paris, além do Hôpital Lariboisière

Chegar lá foi mais um grande choque cultural para mim, mas o que mais me impressionou foi a forma como La Goutte d’Or consegue preservar o seu tradicionalismo popular em meio a todo o requinte da capital. É como se fosse um pedacinho da África bem no meio de Paris.

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Aqui, o fluxo de pessoas é sempre grande, principalmente aos sábados, dia do famoso Marché Dejean, mercado de rua que atrai centenas de locais e turistas em busca das mais diversas iguarias africanas.

O bairro entra na classificação do Governo Francês de “Zona Urbana Sensível”, categoria definida pelo mesmo como local “caracterizado [especialmente] pela presença de grandes grupos em áreas de habitat degradado e acentuado por um desequilíbrio entre a habitação e emprego”.

Após um período de enfraquecimento da coesão social por conta da insegurança, criminalidade, tráfico e dependência de drogas, além da prostituição (conceitos raramente utilizados quando se trata da descrição de Paris como um todo), no início dos anos 2000, teve início o período de revalorização do rico distrito: crescimento da especulação imobiliária, valorização e preservação das fachadas no estilo Haussmann, etc. Aos poucos, a área retomou a segurança, assumiu sua identidade cultural e adquiriu ares de uma aldeia cada vez mais popular.

O calor das locais, além de contagiante, é acolhedor. Te faz querer ficar ali, vivendo uma das realidades parisienses, uma realidade normalmente oculta.

Hoje, La Goutte d’Or é sinônimo de diversidade, de alegria, de superação e de prosperidade. Portanto, quando estiver em Paris, quebre as barreiras do senso comum, retrace o seu roteiro e considere uma visita ao bairro. É sempre bom ver que existe uma realidade por trás de todo cartão postal.

Noite da Queda da Bastilha

14 de Julho de 2012
Paris, França

No finalzinho da tarde, fomos até às margens do Sena para assistir a queima de fogos em comemoração à Fête Nationale.

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Gravei um vídeo (jamais revelado até então) com uma mensagem para o pessoal do Brasil. Shiiiiiu, façam silêncio porque tá difícil de ouvir e eu não sei colocar legenda:

Ainda não consigo descrever a emoção de vivenciar aquele momento. 223 anos depois, lá estava eu, no cenário original. Quem diria, né? Vou deixar as imagens falarem por mim:

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10 livros que vão te fazer querer arrumar as malas agora

Roubei esse texto do Nômades Digitais.
Para ler o original, direto da fonte, clique aqui.
 
Os livros são verdadeiros companheiros na hora de viajar, seja pra passar o tempo, como guia ou até mesmo servindo como a própria viagem, feita diretamente da nossa cabeça para o universo da história que estamos lendo. Seja para espantar o tédio, saber mais sobre um determinado assunto ou se guiar por aí, eles são a companhia perfeita para todo o viajante que se preze.

Já mostramos aqui 10 filmes imperdíveis para quem está sempre pensando na próxima viagem; agora é a vez dos 10 livros sobre viagens que você não vai querer perder. Desde clássicos como Cem Anos de Solidão, os que são leitura obrigatória, como os da autora Jan Morris, e até as histórias mais improváveis e malucas, como no livro de Michael Paterniti, você certamente encontrará um enredo para chamar de seu, até que lancem um novo recheado de novas aventuras.

Dá uma olhada:

1. O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry

Precisa explicar? É simplesmente o clássico dos clássicos da literatura infanto-juvenil, um dos principais livros mais vendidos de todos os tempos, traduzido em mais de 190 línguas e já vendeu mais de 80 milhões de cópias no mundo todo. O narrador é um piloto de avião que cai no deserto do Saara. Nisso ele conhece um principezinho, morador de um pequeno planeta, que viaja para seis outros asteroides e para a Terra, onde ele vai conhecendo outras pessoas e trocando experiências e aprendizados que marcaram as nossas vidas. Afinal, quem nunca repetiu a frase “Você se torna eternamente responsável por aquilo que cativas”?

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2. On the Road/Pé na Estrada, de Jack Kerouac

Este livro é uma verdadeira bíblia para aqueles que sonham em botar o pé na estrada e não tirá-lo nunca mais. A obra reúne uma série de viagens feitas por amigos do autor, transportando o leitor de Nova York a Denver, para São Francisco e Los Angeles, com histórias embaladas por jazz, poesia e drogas. Além de ser um dos mais importantes livros do autor, é um dos principais representantes do movimento Beat, dando origem a inúmeros outros movimentos de contracultura dos Estados Unidos. Se você tem espírito nômade, tem-que-ler. 

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3. Um ano na Provence, de Peter Mayle

Considerada uma das mais divertidas, adoradas e bem-sucedidas obras do gênero já publicadas, o livro venceu o prêmio Melhor Livro de Viagem do British Book Awards e conta aquela velha história: largar tudo e recomeçar a vida em um lugar distante, mais precisamente, numa casal rural no sul da França. A história real do autor inglês, que é ex-publicitário, revela descobertas e surpresas com riqueza em detalhes e humor refinado. Uma história que revela, com tato, todos os prazeres mais rústicos da vida. 

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4. A Praia, de Alex Garland

O romance, mais famoso ainda em sua adaptação para cinema – recomendada aqui -, conta a busca de um mochileiro britânico pelo paraíso na Terra, o que inspirou toda uma geração de estudantes a cair de cabeça no Extremo Oriente, colaborando para que o destino se consolidasse como um verdadeiro símbolo do escapismo.

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5. Cem Anos de Solidão, de Gabriel Garcia Marques

Um dos grandes clássicos da literatura, pelo qual o autor recebeu prêmio Nobel da categoria, se passa na pequenina cidade fictícia de Macondo, onde é traçada toda uma história em volta da família Buendía, a estirpe dos solitários para a qual não será dada uma segunda oportunidade sobre a terra. O vilarejo, entretanto, é baseado na cidade de Aracataca, terra natal do escritor.

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6. Viajando com Charley, de John Steinbeck

Em 1960, o autor e seu poodle francês Charley partem de caminhão a uma turnê pelo Estados Unidos. O resultado é o livro que conta todos os detalhes, paisagens e pessoas que ele encontrou ao longo do caminho, revelando acontecimentos sombrios e atitudes que revelam o quanto a América mudou nas últimos cinco décadas.

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7. Cem dias entre céu e mar, de Amyr Klink

Um dos velejadores mais famosos do Brasil, Amyr Klink relata a primeira travessia do Atlântico Sul em barco a remo realizada em 1984, partindo da Namíbia e desembarcando na Bahia. O livro detalha desde as preparações para a viagem até o fim da jornada. O autor já registrou em outros diversos livros suas aventuras pelos mares do mundo. 

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8. Viagem por África, de Paul Theroux

O diário de viagem de 600 páginas do autor viajante é um mix de humor negro, sarcasmo e crítica social em relação aos ex-colonizadores que tentaram passar a sua cultura às ex-colônias, mas que no fundo nunca tentaram nem se interessaram por compreender os povos e os costumes riquíssimos dos nativos destes países.

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9. Veneza, de Jan Morris

Grave este nome, pois Jan Morris é atualmente a autora viva mais importante no que diz respeito a literatura de viagens. O livro já é um clássico, mesmo que publicado há meio século atrás e é um aclamado registro histórico e observador sobre Veneza. Só para deixar um gostinho curioso, com ele é possível entender porque há tantos gatos e nenhum cavalo na cidade. E mais: a primeira edição do livro, em 1960, foi lançada sob nome James Morris, antes do autor mudar de sexo.

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10. Conduzindo o Sr. Albert: uma viagem pelos Estados Unidos com o cérebro de Einstein, de Michael Paterniti

Essa história é muito doida. O autor, um jovem jornalista, decidiu procurar o patologista Thomas Harvey, de 84 anos, que é simplesmente o suposto autor da façanha histórica: o roubo do cérebro de Einstein após sua morte. Para apurar o que de fato acontecera, o livro descreve a viagem, feita de costa a costa dos Estados Unidos, envolvida por temas como a teoria da relatividade, a bomba atômica, o amor e a morte. Surreal!

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E você? Já leu algum desses livros? Também ficou com vontade de colocar a mochila nas costas e sair pelo mundo? Conhece algum outro que não foi mencionado e vale muito a pena ser lido? Deixa aqui nos comentários!

De volta à Paris

Antes de mais nada, queria compartilhar com vocês a dificuldade que está sendo escrever esse post.
Deixe-me explicar: esse foi um dia muito corrido, então, não tive tempo de sequer abrir o diário para documentar tudo bonitinho, como havia feito em todos os outros dias. O que aconteceu foi que, dentro do ônibus, quando percebi que realmente não teria tempo de escrever no diário, pedi uma folha emprestada à Kelsey para começar a escrever ali mesmo, a fim de que os acontecimentos não se perdessem em minha memória. O fato é que ela não tinha uma folha, mas, prestativa como era, não hesitou em arrancar a página de número 417 de seu dicionário inglês-francês para me servir. Fofa, não?
Aí eu comecei a escrever. Agora vem o problema: minha vocação para ser médica começa na caligrafia, que já é difícil de entender numa folha sem pauta, agora imagine como fica em meio às definições impressas na página de dicionário?! Completamente ilegível! Se você não consegue imaginar (o que é bastante plausível), eu mostro a vergonha aqui embaixo:

argh

argh

Quero adiantar que, novamente devido à correria, escrever em folhas avulsas se tornou um hábito. Gostaria muito, muito mesmo, gente, do fundo do meu s2, que vocês relevassem qualquer possível falta de nexo nesse post, além do fato de eu estar retirando alguns trechos do registro original; é que eu não tô entendendo o que eu mesma escrevi. Que vergonha, pardonnez!

 14 de Julho de 2012
Paris, França

Chegamos cedo à capital francesa. O dia prometia ser longo e incrível!

Era 14 de Julho, mais conhecido como Jour de la Fête Nacionalle. Historicamente, é o dia da queda da bastilha, marco da Revolução Francesa. Em todo o país há comemorações como as que vimos ontem em Blois e em Paris, é claro, acontece a maior festa de todas. Pois é.

Desembarcamos na Gare d’Austrelitz. Tenho mania de ler grafites em paredes e achei um que muito de chamou a atenção. Dizia “le verbe ‘avoir’ a assassiné le verbe ‘être’” (traduzindo literalmente: “o verbo ‘ter’ assassinou o verbo ‘ser'”)

Havia um motorista nos esperando. Acho que ele tava meio doido das ideias, pois fez um caminho totalmente inusitado. A estação ficava entre os arrondissements 13 e 5, mas nós passamos pelos de número 6, 7, 8… 11 e 12 até chegar ao 4, que era onde se situava o Chariot d’Or, hotel onde estávamos hospedados. Dá uma olhada no mapa abaixo, gente; acho que não precisava dar tanta volta:

Fora isso, ele dava umas freiadas bruscas! Estávamos morrendo de fome enquanto o cara rodava aleatoriamente por Paris, que maravilha!

Quando finalmente chegamos, largamos as coisas no hotel e saímos correndo para almoçar no Bistrot Victoires, no primeiro arrondissement.

Chez victoires

Bistrot Victoires

Todo mundo pediu l’entrecôte grillée au thym brûlé de la garrigue, especialidade da casa. O tomilho (thym) vem literalmente pegando fogo e você tem que esperar a chama apagar para que possa comer. É incrível ver o negócio fumegando ali, na sua frente, dentro do seu prato.

Dá pra ver o fogo?

Dá pra ver o fogo?

Depois do almoço, fomos à Place des Vosges, onde sentamos na grama e compartilhamos nossas experiências com as famílias. Falei sobre como tinham sido maravilhosos os dias com Romane e Marie-Paule, sobre o quanto havia crescido e aprendido e não pude deixar de me emocionar.

Ali mesmo, na Place, descobrimos que no dia seguinte iríamos à praia, uhuuuul! Estaríamos acompanhando um grupo de crianças da Association les Enfants de la Goutte d’Or, grupo que cuida do desenvolvimento de crianças e jovens promovendo cultura, educação e lazer.

#ansiosa

Jovens Embaixadores 2015

Já estão abertas inscrições para o programa Jovens Embaixadores 2015!

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O projeto nasceu em 2002, como iniciativa da Missão Diplomática dos EUA no Brasil, e tem como objetivo beneficiar alunos da rede pública com um intercâmbio de três semanas.

Para participar, os pré-requisitos são:

  • Ter nacionalidade brasileira;
  • Ter entre 15 e 18 anos;
  • Ter pouca ou nenhuma experiência anterior no exterior;
  • Jamais ter viajado para os Estados Unidos;
  • Ter boa fluência oral e escrita em inglês;
  • Ser aluno do ensino médio na rede pública;
  • Pertencer à camada sócio-econômica menos favorecida;
  • Ter excelente desempenho escolar;
  • Ter perfil de liderança e iniciativa;
  • Ser comunicativo;
  • Possuir boa relação em casa, na escola e na comunidade;
  • Estar atualmente engajado em atividades de responsabilidade social/voluntariado e comprovar ao menos 12 meses – contínuos ou não – de voluntariado.

A novidade é que a décima terceira edição vai contar com 50 (sim, cinquenta!) vagas

Então, o que você está esperando para se increver? Essa pode ser a oportunidade que vai mudar a sua vida, assim como mudou a minha.

Para saber mais sobre o programa, clique aqui. Para se inscrever, acesse a página dos Jovens Embaixadores no Facebook e clique em “Inscreva-se” no menu principal. Se achar muito complicado, tem um link direto no menu lateral do blog.

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